sábado, 14 de abril de 2012
Deixa-me
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
So...lidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....
Francisco Buarque de Holanda
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
So...lidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....
Francisco Buarque de Holanda

Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e dos restos do dia, tira da tua boca
o punhal e o trânsito, sombras de teus gritos, e roupas, choros, cordas e
também as faces que assomam sobre a tua sonora forma de dar, e os outros corpos
... que se deitam e se pisam, e as moscas que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor
[ (não ouças)que se prepara para carpir tua vigília, e os [ cantos que esqueceram teus braços e tantos movimentos que perdem teus silêncios, o os ventos altos
que não dormem, que te olham da janela e em tua porta penetram como loucos
pois nada te abandona nem tu ao sono.
Ana Cristina Cesar
domingo, 8 de abril de 2012
Humanizar

O nosso instinto de propriedade
Que permeia na mais louca
E insana relação da expropriação
Na usura do espolio
Que segrega
Os que são considerados
Não humanos.
Se somos humanos
E porque humanizar?
Esta relação independe
De cor, sexo, raça, gênero
E seja onde for.
Em qual país esteja.
Derrubemos os muros
Da insatisfação para ter uma ligação
Entre povos com credos ou não.
Poty – 08/04/2012
A razão da guerra
AQUILO QUE TEM QUE SER DITO

Por que tenho me calado, me calado por tempo demais
sobre o que é patente e já vem sendo ensaiado
em simulações ao fim das quais nós, como sobreviventes,
somos no máximo umas notas de rodapé?
É o alegado direito de ataque preventivo
que poderia extinguir aquele povo
subjugado por um fanfarrão
e empurrado ao júbilo organizado (o iraniano),
porque se suspeita da construção
de uma bomba atômica em seus domínios.
Por que, no entanto, eu me proíbo
de chamar pelo nome aquele outro país
no qual se dispõe há anos - ainda que em segredo -
de um potencial nuclear crescente
e sem controle, pois não se dá acesso
a nenhuma inspeção?
A generalizada omissão desse fato,
à qual se subordina o meu calar,
eu a sinto como incriminadora mentira
e coerção com promessa de punição:
assim que desobedecida,
o veredito “antissemitismo” está em toda parte.
Agora, porém, porque o meu país,
- que por seus crimes próprios,
que estão além de comparação,
é volta e meia chamando às falas -
deve entregar a Israel
(por razões puramente comerciais,
embora declarado com lábios ligeiros
que se trata de reparação)
mais um submarino, cuja especialidade
é ser capaz de direcionar ogivas
de destruição total a um lugar
onde não foi comprovada a existência
de uma bomba atômica sequer, e no entanto
com o fim de atemorizar se pretende
que existam provas conclusivas -
por isso agora eu vou dizer
o que precisa ser dito.
Por que, no entanto, até agora eu me calei?
Porque eu pensava que a minha origem,
marcada com mácula nunca extinguível,
proibia declarar tais fatos como verdadeiros
em relação ao país Israel, com o qual tenho laços
e quero continuar a ter.
Por que é que eu digo somente agora,
envelhecido e com o fim da minha tinta,
que o poder atômico de Israel põe em risco
a paz mundial, já frágil sem isso?
Porque precisa ser dito
o que amanhã pode ser muito tarde;
e também porque nós
- como alemães já o suficiente incriminados -
podemos vir a ser fornecedores para um crime previsível,
com o que nenhuma das usuais desculpas
teria o poder de redimir
nossa participação na culpa.
E admito: não mais me calo
porque estou farto da hipocrisia do Ocidente,
e tenho esperança que com isso
possam se libertar muitos desse calar-se
e conclamar o causador do reconhecível perigo
a abrir mão de violência, e igualmente
a que seja permitido pelos governos dos dois países
um controle permanente e desimpedido
do potencial atômico israelense
e das instalações atômicas iranianas
por uma instância internacional.
Somente assim será possível ajudar
a todos, israelenses e palestinos,
e mais: a todos os seres humanos
que nessa região ocupada pelo delírio
vivem apertados em inimizade, e, afinal,
a nós mesmos também.
Günter Grass, 84 anos, Prêmio Nobel de Literatura, em 04/04/2012.
ME PROVOCA

Me provoca, não me conhece acende os meus desejos, desperta minha paixão, brinca com fogo. Tem esse poder todo? Irá me conhecer, aplacar minha vontade, meu fogo. Provocou, venha, faça. Agora sou que desafio. Quero sentir seu fogo, seu medo, quero todas as promessas, todas as falas. Quero sentir tudo que prometeu, quero ser aquela mulher, aquela que você disse saber amar, que irá fazer amor, que deixará marcas ardentes em mim... Quero todas as marcas desse amor, dessa luxuria que vejo em seus olhos e sinto em suas palavras...
Silvana Sousa

Coração de Poeta
Quando ele a olha cheio de excitação
...O que vê de verdade?...
Seu coração de trovador
Acha beleza numa arvore rota...
Pedra coberta de musgo..
Onde ninguém vê
Todos passam,ele fica ali, parado..
Extasiado e vai descrever o que
viu, com seu jeito torto de enxergar
o outro lado da beleza
Exclama: linda!!!!!
E é desse modo que apaixonado
Vê a vida
E a sua amada...
Madulew
17/01/2011
sábado, 7 de abril de 2012
Outonais

Sou folha envelhecida pelo tempo
Que o vento carrega de um lado a outro
... No vendaval que me assola!
Sou verbo. Sou carne.
Sou vinho, tinto, seco,
Com sabor e têmpera
Que os anos melhoram!
Deixei que o vento varresse
Também as palavras
E que o brilho de meu olhar
Nasça nas frias madrugadas!
Sou um tímido raio de sol
Que se espalha na amplidão
Buscando aquecer e aquecer-me,
Neste sonhar que me cobrem
As pontas dos dedos e que
Não cabem em mim.
Dalasnieve Daspet
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Culpa e vergonha
Preciso eu ir ao confessionário para desculpar de meus erros?
Serei eu culpado por isso?
A vergonha será esta confissão que nos separa entre o meu olhar e o teu num local chamado sagrado que segundo o senso do segredo impera sobre o confidente.
E qual o papel daquele senhor que sobrepõe acima de qualquer mortal como sendo porta voz do ser supremo (Deus) e como será este retorno se me envergonho para tal situação que tenho de ajoelhar-me diante outro ser errante? Não teria problema nenhum em que este processo fosse recíproco. Em que todos se ajoelhassem e fizesse conjuntamente e fosse coletivamente as nossas juras de culpas e vergonhas.
Poty – 06/04/2012

O sentir não tem resposta, corpo fala, corpo responde... se falo escondo o que sinto, se calo o silêncio corresponde... ele dita e cala. Vejo e não aguento. vou além. Amigo sempre! O que vier depois é pura sensação, fluidez, forte atração... sigo sem ser sina nem destino é conjunção entre corpos, pensamentos e muito mais...
Poty - 02/04/2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Lavar
Entre ter pensamentos

Tarde de chuva tudo de bom
Gostosa... É você?
Não, à tarde? Sim
A tarde seria melhor com você!
Há! Sim? Melhoraria por demais!
Estas comigo!
Muito longe!
Não, estou bem aí do teu lado.
Não, apenas em pensamentos.
Quero de corpo presente.
Não pode!
Já basta tê-la em sonhos, apenas sonhos.
Claro! É bem melhor que nada, o nada é o buraco que não existe.
Quero realizar o desejo que tenho.
Pra quê só pensar se posso realizar.
Pra quê sofrer se posso ter.
Pode não!
Posso é só querer.
Quero realizar.
Ficar em telepatia, se tenho simpatia.
O que adianta só falar?
Se, o que resolve é fazer, é deixar acontecer.
O amanhã a Deus pertence!
A mim também.
Hoje somos eu e você!
Se me pertence porque colocar terceiro para resolver, se só depende de mim e você.
Poty – 05/04/2012
Você diz que ama a chuva, mas você abre o seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo…quando você também Diz que me ama.
William Shakespeare
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo…quando você também Diz que me ama.
William Shakespeare
Dar um tempo

Vou dar um tempo pra mim
pra ver por fora
o que mudo por dentro!
... Sem remorso, sem culpa
ou arrependimentos!
Uma pausa na minha história,
uma vírgula nos pensamentos...
Um ponto final em minhas dúvidas
e nos meus lamentos!
E nessa desesperada tentativa de ser feliz,
vou tentar resgatar o que de bom em mim sobrou...
E se conseguir juntar todos os cacos,
vou curar as feridas que os estilhaços deixou!
Deise Ribeiro
quarta-feira, 4 de abril de 2012

Meus sonhos me fazem estar vivo
Tem que sonhar para viver?
Sim e vivo Intensamente!
... São os sonhos que nos faz ser firme para vida...
Torno-me um pássaro para voar e ser livre
Ser livre é a essência da vida!
E nada me subjuga
Nada me submete
Não deixo ser escravo de meus sonhos, nem da sociedade que quer nos escravizar
Tão pouco serei hipócrita e não deixarei que me atraia aos sentimentos mesquinhos
Na vida tem que ter jogo de cintura, mas sem perder meus princípios
Poty – 04/06/2011

Há algo que foge de nossa são consciência...
As vezes é melhor não dizer...
O sentir é ensurdecedor
E transforma quando a emoção toma conta da razão...
Fala-se mais
Grita sem noção
... A percepção fica prófuga
É preferível o ato do silêncio
Do que a histeria
Que não leva a nada...
As vezes rancores
Abusos
Temores...
Nem a imaginação consegue
Ser imaginação.
Poty – 21/12/2010
terça-feira, 3 de abril de 2012

O que ainda me deixa indignada com a posição
dos capitalistas em relação aos seus funcionários.
É público e notório que empregado bem remunerado
trabalho caprichado!
Pagam um salário de fome,exigem demais,não
... respeitam os seus direitos e sem o menor motivo
ou com desculpas de o funcionário estar recebendo
um salário acima dos míseros mínimos o mandam embora!!
Ai vem a constatação: VIVEMOS EM REGIME DE ESCRAVIDÃO.
Madulew

Quero sempre mais!
Quero que se dane o mundo,
os rituais e clichês sociais!
Não sou mulher de rótulos,
... aposto sempre no que gosto.
Não me contento com pouco
_ quero sempre mais!
Não sigo passos e rastros,
sou fêmea de brilho forte,
só me satisfaço com astros!
Não me sacio com migalhas,
mereço um banquete farto!
Para provar do meu sabor
e da minha extravagância,
poucos serão convidados...
E se fores por mim chamado
para essa noite de luxúria
ao meu lado se sentar,
tu degustarás da bebida
e da comida mais rara:
Eu!
sobre a farta mesa do jantar!
Many Pallo &
Ginna Gaiotti
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Direi mil razões que a vida vale a pena. Enquanto tiver vida serei a facilidade para tal percurso neste mundo, mundo este, pequeno. Com sua pequenez, sua mesquinha e retrógada razão sem ter razão para viver. Amemos porque os que não amam não sabe viver, disfarça olhando os outros com preconceito. Desprezíveis porque não sabe aproveitar os momentos oportunos que surjem para alterar o curso que corre sem que perceba. Somos aproveitadores do amor, da liberdade, do mundo sem fronteira, da paz no mais amplo sentido da palavra conceituada pela acadêmia. Serei o cultivador da não violência em todo os sentidos. Serei o divulgador da diversidade, do amor plural sem rejeição porque tem espaço para sê-lo.
Poty - 31/12/2011
Poty - 31/12/2011

Por Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido como Quino
"Numa sociedade decadente, a arte, se for verdadeira, deve também refletir a decadência.
E a menos que queira atraiçoar a sua função social, a arte deve mostrar o mundo como mutável e ...ajudar a mudá-lo. "Ernst Fischer"
Não, a pintura não é feita para decorar os apartamentos. É um instrumento de guerra ofensiva e defensiva contra o inimigo."Pablo Picasso"
A arte não é necessária! É apenas indispensável!!!" - Carl Djerass

Acho que, justamente porque nunca fiz parte de nenhum padrão, sempre tive grande empatia pelos que vivem à margem (?), pelos “desencaixados”, pelos “diferentes”. Rendo-me frequentemente ao gosto agridoce dos flagelados, dos que tendem ao ab...andono, dos excluídos. Porque é desse desconforto que vi nascer tanta solidariedade, compaixão e coragem.
E gosto disso.
E, se nosso mundo é capaz duma violência silenciosa, que tantas vezes vem disfarçada de brincadeira, mas que machuca, segrega, e põe a parte... temos que saber que padronizar pode até parecer adequado, mas logo vai gerar um grande desconforto.
Porque isolar é ferramenta dos covardes.
É subtrair, sempre.
E bonito nessa vida é saber acolher o pedaço da gente que não pode ser integrado, que não cabe em nenhum lugar comum.
Bonito mesmo é saber que é justamente nas diferenças que somos tão iguais.
Porque, sinto muito, mas minha melhor metade é esta mesmo, a desencaixada.
(Autor Desconhecido)
Filhos de Áries (Oswaldo Montenegro)

Áries o primeiro signo
Do carneiro apaixonado
Tem em Marte seu designo
... E no fogo seu reinado
Nas estrelas seu delírio
Seu amor enciumado
Nos limites seu martírio
Seu mistério revelado
Louco signo das correntes
De emoções arrebatas
Ariana dos repentes
Explosões descontroladas
Desistências inesperadas
Ariana como o fogo
Nunca será dominada
Decisiva como o jogo
E a primeira namorada
Signo da sinceridade
Da vermelha cor do dia
Signo da velocidade
Da impulsão e eu nem sabia
Que era tanta madrugada
A derramar no coração
Como a rosa serenada
Se transforma e pinga ao chão
Derretendo ao fogo da paixão
domingo, 1 de abril de 2012
O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht
(1898-1956)
Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos!
Nas grandes ocasiões é que não faltam amigos. Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo. E a compaixão, a piedade, a pena, se confundem com amizade, por isso tenho horror das grandes ocasiões.
Prefiro as quartas-feiras.
Mário de Andrade
Nas grandes ocasiões é que não faltam amigos. Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo. E a compaixão, a piedade, a pena, se confundem com amizade, por isso tenho horror das grandes ocasiões.
Prefiro as quartas-feiras.
Mário de Andrade
Mas a filosofia hoje me auxilia a viver indiferente assim.
Nessa solidão sem fim, vou fingindo que sou rico
Para ninguém zombar de mim.
Quanto a você, da aristocracia, tem dinheiro, mas não compra alegria.
Há de viver eternamente sendo escravo dessa gente que cultiva a hiprocrisia.
Noel Rosa p/ Tom Jobim
Nessa solidão sem fim, vou fingindo que sou rico
Para ninguém zombar de mim.
Quanto a você, da aristocracia, tem dinheiro, mas não compra alegria.
Há de viver eternamente sendo escravo dessa gente que cultiva a hiprocrisia.
Noel Rosa p/ Tom Jobim
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que em pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar
Desejo ainda que você tenha inimigos,
Nem muitos, nem poucos
E que entre eles, haja pelo menos um que seja para que você não se sinta demasiado seguro.
Victor Hugo
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que em pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar
Desejo ainda que você tenha inimigos,
Nem muitos, nem poucos
E que entre eles, haja pelo menos um que seja para que você não se sinta demasiado seguro.
Victor Hugo
Nunca conheci quem tivesse levado porrada
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo e eu, tantas vezes reles, tanta vezes porco, tanta vezes vil
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, indesculpalvemente
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas
Que me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Fernando Pessoa
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo e eu, tantas vezes reles, tanta vezes porco, tanta vezes vil
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, indesculpalvemente
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas
Que me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Fernando Pessoa
De repente do riso fez-se o pranto...
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente, não mais que de repente fez-se de triste o que se fez amante e de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius Moraes
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente, não mais que de repente fez-se de triste o que se fez amante e de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius Moraes
Eu sou aquele cara que você descartou
Aquele braço forte que você não confiou
Aquele mortal que você sempre ignorou
E que você nunca, nunca vai conseguir superar
... incapaz de se importar com alguém
um cara que você ingnorou e desfez matou a bola da vez.
Deita que eu sou tua sombra
Deita que eu sou teu estrado
Deita que eu sou tua esteira.
Paulinho Moska
Aquele braço forte que você não confiou
Aquele mortal que você sempre ignorou
E que você nunca, nunca vai conseguir superar
... incapaz de se importar com alguém
um cara que você ingnorou e desfez matou a bola da vez.
Deita que eu sou tua sombra
Deita que eu sou teu estrado
Deita que eu sou tua esteira.
Paulinho Moska
Paixão
Eu quero te mostrar o que é paixão
Como é indescritível o desejo
Na sua plena forma de insanidade
Na maravilhosa loucura de estar perto
Estar dentro embrulhado em suor em saliva
Em cheiro de êxtase em exaustão
Olhar através dos olhos travessos e infames
Com palavras despudoradas e puras
Vou te contar que o dia não tem fim
Que lá poderia ser o fim do mundo ou o paraíso
Que troca-se qualquer eternidade por aquele momento
Que trás a voz a cor, entontecido pelo cheiro, envolvido pela língua.
Quando a noite vai perdendo suas luzes e a idéia de estar voltando à lucidez traz consigo o
Embriaga mento da felicidade e do desespero
Da dor do afastamento
Dos minutos contados atentamente como ponte de reencontro
Quantos olhares de rapina cabem em um desejo
Ter o cuidado em não segurar tão forte para que não se escape
Quanta dor em soltar aquilo que nunca foi segurado
Estar apaixonado é viver a flor da pele
É estar em ponto de suicídio
É ficar com a mente amortecida
O corpo incendiado
É ser um privilegiado
Rosa 04/02/007
Como é indescritível o desejo
Na sua plena forma de insanidade
Na maravilhosa loucura de estar perto
Estar dentro embrulhado em suor em saliva
Em cheiro de êxtase em exaustão
Olhar através dos olhos travessos e infames
Com palavras despudoradas e puras
Vou te contar que o dia não tem fim
Que lá poderia ser o fim do mundo ou o paraíso
Que troca-se qualquer eternidade por aquele momento
Que trás a voz a cor, entontecido pelo cheiro, envolvido pela língua.
Quando a noite vai perdendo suas luzes e a idéia de estar voltando à lucidez traz consigo o
Embriaga mento da felicidade e do desespero
Da dor do afastamento
Dos minutos contados atentamente como ponte de reencontro
Quantos olhares de rapina cabem em um desejo
Ter o cuidado em não segurar tão forte para que não se escape
Quanta dor em soltar aquilo que nunca foi segurado
Estar apaixonado é viver a flor da pele
É estar em ponto de suicídio
É ficar com a mente amortecida
O corpo incendiado
É ser um privilegiado
Rosa 04/02/007
O último
Pés que pisaram um chão longínquo
Olhos que viram mudanças de tempos
Gerações que nasceram
Tempos que passaram
Ombros arcados pelo peso das lembranças
Rosto com marcas fincadas pelo uso
Memórias repletas de visões
Fantasmas caminham junto
Novos rostos lhe trazem esquecimento
O chapéu de palha é sua proteção
Esconderijo que lhe serve de invisibilidade
Testemunha de uma vida
Sua e de outros
Quantos nomes vivem em sua memória
O ultimo vive sem vida
Morto por seu coração
Perdido num tempo
Despreza esse tempo
Que não lhe pertence mais....
Rosa 01/03/2007
Olhos que viram mudanças de tempos
Gerações que nasceram
Tempos que passaram
Ombros arcados pelo peso das lembranças
Rosto com marcas fincadas pelo uso
Memórias repletas de visões
Fantasmas caminham junto
Novos rostos lhe trazem esquecimento
O chapéu de palha é sua proteção
Esconderijo que lhe serve de invisibilidade
Testemunha de uma vida
Sua e de outros
Quantos nomes vivem em sua memória
O ultimo vive sem vida
Morto por seu coração
Perdido num tempo
Despreza esse tempo
Que não lhe pertence mais....
Rosa 01/03/2007
O quarto era grande
O quarto era grande
Havia buracos a me assustar
Suas mãos eram lindas e seguras
Sua respiração poderia ser a minha
Em sintonia com a sua
O cheiro de mãe não era suficiente
O gosto do batom não a trazia pra mim
Mas o sol brilhava e a balança era boa
Estávamos juntas
Sonhávamos tudo o que não tínhamos
E com isso passamos a ter
Se você acreditasse, então tudo era verdade.
E a vida era boa
Gosto de cepilho ainda me dá a sensação de esconderijo
Dor de nariz ainda me faz feliz
Éramos juntas
Éramos sós
Éramos nós
Em homenagem a Rose, Roseli e Rosa
Havia buracos a me assustar
Suas mãos eram lindas e seguras
Sua respiração poderia ser a minha
Em sintonia com a sua
O cheiro de mãe não era suficiente
O gosto do batom não a trazia pra mim
Mas o sol brilhava e a balança era boa
Estávamos juntas
Sonhávamos tudo o que não tínhamos
E com isso passamos a ter
Se você acreditasse, então tudo era verdade.
E a vida era boa
Gosto de cepilho ainda me dá a sensação de esconderijo
Dor de nariz ainda me faz feliz
Éramos juntas
Éramos sós
Éramos nós
Em homenagem a Rose, Roseli e Rosa
há tempo
Nossa casa era um amontoado de tijolo
A luz vinha de uma sensível camisa
O chão era duro como terra, mas era nosso solo.
Era só o que eu conhecia
As paredes eram de caminhos sinuosos
Onde tudo era possível até certo coelho me encontrar
E me encantar
As luzes de natal eram escassas que até hoje as persigo
Dão-me clareado, embora não precise mais delas.
As noites eram frias, ventos que vinham de um telhado inacabado.
Onde o acolchoado era insuficiente
E as roupas eram finas que cortavam a pele
O dia era de um cinza que sinto saudade
Onde o cabelo vermelho se destacava
Para minha timidez
O bolo não era perfeito para minha vergonha
E o pãozinho era fatiado em três
O cheiro de pão queimado com margarina me trazia final de escola
E também estou ocupada para suas necessidades
A gaveta não dava cria
E a carne tinha seu preço
Então preferia a salsicha
Bem frita com companhia
Sem brigas
Eram as melhores
Sem falar na carne moída com temperos da dona Arminda
Tudo ficava mais lindo
Ah... mas quando um caminhão parava a nossa porta com tudo que é de bom
Como era bom
Sempre tinha cheiro de natal
Lembranças de andanças
Que não víamos
Apenas recebíamos
E não sabíamos por que tanta insatisfação
Mas era bom
Chegou a tempo
Sempre para nós ele chegou a tempo!
O motor estava quente
Provando que passou por tudo....mas chegou a tempo!
A luz vinha de uma sensível camisa
O chão era duro como terra, mas era nosso solo.
Era só o que eu conhecia
As paredes eram de caminhos sinuosos
Onde tudo era possível até certo coelho me encontrar
E me encantar
As luzes de natal eram escassas que até hoje as persigo
Dão-me clareado, embora não precise mais delas.
As noites eram frias, ventos que vinham de um telhado inacabado.
Onde o acolchoado era insuficiente
E as roupas eram finas que cortavam a pele
O dia era de um cinza que sinto saudade
Onde o cabelo vermelho se destacava
Para minha timidez
O bolo não era perfeito para minha vergonha
E o pãozinho era fatiado em três
O cheiro de pão queimado com margarina me trazia final de escola
E também estou ocupada para suas necessidades
A gaveta não dava cria
E a carne tinha seu preço
Então preferia a salsicha
Bem frita com companhia
Sem brigas
Eram as melhores
Sem falar na carne moída com temperos da dona Arminda
Tudo ficava mais lindo
Ah... mas quando um caminhão parava a nossa porta com tudo que é de bom
Como era bom
Sempre tinha cheiro de natal
Lembranças de andanças
Que não víamos
Apenas recebíamos
E não sabíamos por que tanta insatisfação
Mas era bom
Chegou a tempo
Sempre para nós ele chegou a tempo!
O motor estava quente
Provando que passou por tudo....mas chegou a tempo!
AQUIETA-ME SENHOR
Diminui as batidas do meu coração,tranqüilizando a minha mente;
Reduza meu passo apressado pela visão do eterno alcance do tempo;
Proporciona-me, entre as confusões do dia, a calma das montanhas perenes;
Abranda a tensão de meus músculos e nervos com o confortante murmúrio dos regatos que vivem em minha memória;
Ajuda-me a conhecer a restauradora magia do sono;
Ensina-me a arte de tirar férias de minutos, parando-me para olhar uma flor, conversar com um amigo, afagar um animal e ler algumas linhas de um bom livro;
Aquieta-me e inspira-me a lançar minhas raízes profundamente no solo dos permanentes valores da vida, para que eu possa crescer rumo às estrelas de meu destino maior.
Claudete Alves Eda
Reduza meu passo apressado pela visão do eterno alcance do tempo;
Proporciona-me, entre as confusões do dia, a calma das montanhas perenes;
Abranda a tensão de meus músculos e nervos com o confortante murmúrio dos regatos que vivem em minha memória;
Ajuda-me a conhecer a restauradora magia do sono;
Ensina-me a arte de tirar férias de minutos, parando-me para olhar uma flor, conversar com um amigo, afagar um animal e ler algumas linhas de um bom livro;
Aquieta-me e inspira-me a lançar minhas raízes profundamente no solo dos permanentes valores da vida, para que eu possa crescer rumo às estrelas de meu destino maior.
Claudete Alves Eda
Ainda somos tão jovens
Esse som me confunde
Entra em minha alma
Quase não acredito
Me traz dias felizes
Sonhos de minha vida
Serão os meninos de minha vida
Será verdade
Acho que não
Não há problema, é só ilusão.
Salva-me de minha ilusão
Sinto-me ok
Muitas pessoas me trazem sonhos
Muitos me avisam
Eu quase não acredito querem me salvar de mim mesmo
Querem que eu fique feliz
Me dão sonhos prontos como avisos
Muitas pessoas falam
Que em casos de salvação as procure
E eu digo, estou ok
Estranhos me dizem
Falam de uma vida feliz
Quase sabem de minha vida
Como sombras atrás de mim
Loucas pessoas com idéia de me salvar
Coitadas nem me conhecem
Procuram um lugar feliz para mim
Como um aviso
São sombras de minha vontade
Eu até queria acreditar nelas
Mas elas não sabem quem sou
Elas só querem me ajudar
Ahhh...coitadas, me sinto confusa
Sem problemas em relação as suas soluções
Eu não acredito nelas
Por minha responsabilidade
É minha responsabilidade
Como minha própria vida
Nem sabia que toda essa vida era minha responsabilidade
Mas a minha solução
Nesse tempo
Estou tão solta
Estou tão sem compromisso
Só com minha solução
Sou tão jovem!
Entra em minha alma
Quase não acredito
Me traz dias felizes
Sonhos de minha vida
Serão os meninos de minha vida
Será verdade
Acho que não
Não há problema, é só ilusão.
Salva-me de minha ilusão
Sinto-me ok
Muitas pessoas me trazem sonhos
Muitos me avisam
Eu quase não acredito querem me salvar de mim mesmo
Querem que eu fique feliz
Me dão sonhos prontos como avisos
Muitas pessoas falam
Que em casos de salvação as procure
E eu digo, estou ok
Estranhos me dizem
Falam de uma vida feliz
Quase sabem de minha vida
Como sombras atrás de mim
Loucas pessoas com idéia de me salvar
Coitadas nem me conhecem
Procuram um lugar feliz para mim
Como um aviso
São sombras de minha vontade
Eu até queria acreditar nelas
Mas elas não sabem quem sou
Elas só querem me ajudar
Ahhh...coitadas, me sinto confusa
Sem problemas em relação as suas soluções
Eu não acredito nelas
Por minha responsabilidade
É minha responsabilidade
Como minha própria vida
Nem sabia que toda essa vida era minha responsabilidade
Mas a minha solução
Nesse tempo
Estou tão solta
Estou tão sem compromisso
Só com minha solução
Sou tão jovem!
O poeta
Seu designo é observar absorver
Ser todos sendo ninguém
Ele é escriba, sem opinião, usando de todas as opiniões.
Viajando tranquilamente de mente em mente
Seu êxtase é ter todas as versões em suas mãos em seu papel
Desenha sentimentos em forma de símbolos adequadamente, com a destreza de formar o belo.
Sem abrir mão do feio, expondo sem pudor o que choca, pois não lhe diz respeito.
Nada lhe prende
Tem alma livre, presa em seu observatório.
Escondido atrás de sua obra fortalece-se
Sem ela é nu, é frágil é fraco.
Vive de ilusão de sombras de nuances
No silêncio de seus pensamentos elabora sua felicidade
Brinca com ela, muda de cor de lugar de imagem
Como rocha posicionada, presencia as águas correntes chocar-se ao seu encontro.
Arrebentando-se espumando, voltando a outra tentativa.
Imóvel ao choro das águas segue seu prazer, sua alegria.
Em paixão plena e eterna, leva em seus arquivos um amontoado de emoções.
Divide orgulhosamente e generosamente sua obra
Mas não sabe o caminho do seu próprio coração.
Rosa 15/02/007
Ser todos sendo ninguém
Ele é escriba, sem opinião, usando de todas as opiniões.
Viajando tranquilamente de mente em mente
Seu êxtase é ter todas as versões em suas mãos em seu papel
Desenha sentimentos em forma de símbolos adequadamente, com a destreza de formar o belo.
Sem abrir mão do feio, expondo sem pudor o que choca, pois não lhe diz respeito.
Nada lhe prende
Tem alma livre, presa em seu observatório.
Escondido atrás de sua obra fortalece-se
Sem ela é nu, é frágil é fraco.
Vive de ilusão de sombras de nuances
No silêncio de seus pensamentos elabora sua felicidade
Brinca com ela, muda de cor de lugar de imagem
Como rocha posicionada, presencia as águas correntes chocar-se ao seu encontro.
Arrebentando-se espumando, voltando a outra tentativa.
Imóvel ao choro das águas segue seu prazer, sua alegria.
Em paixão plena e eterna, leva em seus arquivos um amontoado de emoções.
Divide orgulhosamente e generosamente sua obra
Mas não sabe o caminho do seu próprio coração.
Rosa 15/02/007
Acorda amor
Peguei tua caneta
Usei teu papel
Emprestei teu caminho
Usei teus olhos
Lembrei da tua boca
Acomodei meu coração
Lavei minhas mãos
Fiquei com o olhar triste
Mas simples
Fechei a porta
Guardei minha alma
Atrás da porta
Olhei pra longe
E não te vi
Acorda amor
Vem te ver no meu papel
Chega perto
E veja como estou longe
Perceba como o dia é claro
Seja farto
Verifique o avesso
Pra que fique completo
Usei de paz
Essa eu já tinha
Acorda amor
Vem buscar o teu papel
Usei teu papel
Emprestei teu caminho
Usei teus olhos
Lembrei da tua boca
Acomodei meu coração
Lavei minhas mãos
Fiquei com o olhar triste
Mas simples
Fechei a porta
Guardei minha alma
Atrás da porta
Olhei pra longe
E não te vi
Acorda amor
Vem te ver no meu papel
Chega perto
E veja como estou longe
Perceba como o dia é claro
Seja farto
Verifique o avesso
Pra que fique completo
Usei de paz
Essa eu já tinha
Acorda amor
Vem buscar o teu papel
Tenho vergonha de mim (Rui Barboza)
Tenho vergonha de mim
... pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim,
pois faço parte de um povo,
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha importância,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.
... pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim,
pois faço parte de um povo,
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha importância,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.

Não percebi a chegada do outono. Mas eu sentia que estava embarcando numa nova estação: todas as árvores que (não) plantei, de repente, estavam nuas. E eu caminhava num tapete de folhas e flores. Os caminhos também se estreitaram e tive uma sucessão de perdas, ou melhor, tive uma sucessão de trocas. E assim, como toda pessoa que tem um coração pulsando, fiquei assustada demais com as mudanças. Mas agora já consigo perceber beleza na nudez de cada uma das minhas árvores prediletas. Elas apenas estão trocando de roupa enquanto eu troco de pele, tamanha cumplicidade.
Marla de Queiroz
sexta-feira, 30 de março de 2012
Vaso quebrado
Entre um feriado e outro vou me deliciando com a oportunidade de diminuir meu ritmo emocional da pressão do trabalho, do meu dia a dia, deixar o acaso tomar conta sem querer estressar-me; pra quê correr se posso chegar onde quero ir.
Vou apreciando com as paisagens.
Elas vão ficando para trás.
Tento apagar da memória todo período que me levou a dias de fúria, de angústia...
Este parar fez-me recuar.
Dar um passe atrás.
Ter bom senso.
Ser capaz de sofrer menos, assim ajudar-me e contribuir com dias melhores.
É diante deste momento que não serei a força bruta para não ser pego subitamente; o descaso poderá gerar fatal para o que não pensei ou pensei ser infalível.
Serei a causa da minha causa.
Então serei a macha ré antes que cai no abismo criado.
Aproveitarei este dia de folga para desafogar!
Ir sem pretensão de correr raivosamente,
Vou lentamente neste feriado.
Poty – 21/04/2011
Vou apreciando com as paisagens.
Elas vão ficando para trás.
Tento apagar da memória todo período que me levou a dias de fúria, de angústia...
Este parar fez-me recuar.
Dar um passe atrás.
Ter bom senso.
Ser capaz de sofrer menos, assim ajudar-me e contribuir com dias melhores.
É diante deste momento que não serei a força bruta para não ser pego subitamente; o descaso poderá gerar fatal para o que não pensei ou pensei ser infalível.
Serei a causa da minha causa.
Então serei a macha ré antes que cai no abismo criado.
Aproveitarei este dia de folga para desafogar!
Ir sem pretensão de correr raivosamente,
Vou lentamente neste feriado.
Poty – 21/04/2011
Está feito
Fiz
Marcou
Marquei
Registrei o feito
O caso foi
Não teve mais como desmanchar
Aconteceu
Desmarcar por que
Agora fica
... Não esquecerei
Por que esquecer
Se não consigo mais
Permanecerei sem
Mas firme no que desejo
Transcorrer com o devido tempo
Dar tempo ao tempo
Sem o prejuízo
Que me convém
Poty - 17/06/2011
Fiz
Marcou
Marquei
Registrei o feito
O caso foi
Não teve mais como desmanchar
Aconteceu
Desmarcar por que
Agora fica
... Não esquecerei
Por que esquecer
Se não consigo mais
Permanecerei sem
Mas firme no que desejo
Transcorrer com o devido tempo
Dar tempo ao tempo
Sem o prejuízo
Que me convém
Poty - 17/06/2011
Num toque longo e demorado. Para quê ter pressa neste imenso e sensível corpo se a essência é o passar das mãos nesta maciez que emociona a minha libido. Deixo para os incrédulos e ditadores do padrão corporal a sua insatisfação. Fico eu, com minha liberdade de imaginar quanto é prazeroso voar sem padronizar.
Poty – 28/01/2012
Poty – 28/01/2012
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