Não sei o que em mim
Só quer se lembrar
Que um dia o céu
Reuniu-se à terra
Um instante por nós dois
Pouco antes do ocidente se assombra.
Adriana Calcanhoto
domingo, 1 de abril de 2012
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que em pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar
Desejo ainda que você tenha inimigos,
Nem muitos, nem poucos
E que entre eles, haja pelo menos um que seja para que você não se sinta demasiado seguro.
Victor Hugo
Que mesmo maus e inconseqüentes
Sejam corajosos e fiéis
E que em pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar
Desejo ainda que você tenha inimigos,
Nem muitos, nem poucos
E que entre eles, haja pelo menos um que seja para que você não se sinta demasiado seguro.
Victor Hugo
Nunca conheci quem tivesse levado porrada
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo e eu, tantas vezes reles, tanta vezes porco, tanta vezes vil
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, indesculpalvemente
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas
Que me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Fernando Pessoa
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo e eu, tantas vezes reles, tanta vezes porco, tanta vezes vil
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, indesculpalvemente
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas
Que me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Fernando Pessoa
De repente do riso fez-se o pranto...
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente, não mais que de repente fez-se de triste o que se fez amante e de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius Moraes
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente, não mais que de repente fez-se de triste o que se fez amante e de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius Moraes
Eu sou aquele cara que você descartou
Aquele braço forte que você não confiou
Aquele mortal que você sempre ignorou
E que você nunca, nunca vai conseguir superar
... incapaz de se importar com alguém
um cara que você ingnorou e desfez matou a bola da vez.
Deita que eu sou tua sombra
Deita que eu sou teu estrado
Deita que eu sou tua esteira.
Paulinho Moska
Aquele braço forte que você não confiou
Aquele mortal que você sempre ignorou
E que você nunca, nunca vai conseguir superar
... incapaz de se importar com alguém
um cara que você ingnorou e desfez matou a bola da vez.
Deita que eu sou tua sombra
Deita que eu sou teu estrado
Deita que eu sou tua esteira.
Paulinho Moska
Paixão
Eu quero te mostrar o que é paixão
Como é indescritível o desejo
Na sua plena forma de insanidade
Na maravilhosa loucura de estar perto
Estar dentro embrulhado em suor em saliva
Em cheiro de êxtase em exaustão
Olhar através dos olhos travessos e infames
Com palavras despudoradas e puras
Vou te contar que o dia não tem fim
Que lá poderia ser o fim do mundo ou o paraíso
Que troca-se qualquer eternidade por aquele momento
Que trás a voz a cor, entontecido pelo cheiro, envolvido pela língua.
Quando a noite vai perdendo suas luzes e a idéia de estar voltando à lucidez traz consigo o
Embriaga mento da felicidade e do desespero
Da dor do afastamento
Dos minutos contados atentamente como ponte de reencontro
Quantos olhares de rapina cabem em um desejo
Ter o cuidado em não segurar tão forte para que não se escape
Quanta dor em soltar aquilo que nunca foi segurado
Estar apaixonado é viver a flor da pele
É estar em ponto de suicídio
É ficar com a mente amortecida
O corpo incendiado
É ser um privilegiado
Rosa 04/02/007
Como é indescritível o desejo
Na sua plena forma de insanidade
Na maravilhosa loucura de estar perto
Estar dentro embrulhado em suor em saliva
Em cheiro de êxtase em exaustão
Olhar através dos olhos travessos e infames
Com palavras despudoradas e puras
Vou te contar que o dia não tem fim
Que lá poderia ser o fim do mundo ou o paraíso
Que troca-se qualquer eternidade por aquele momento
Que trás a voz a cor, entontecido pelo cheiro, envolvido pela língua.
Quando a noite vai perdendo suas luzes e a idéia de estar voltando à lucidez traz consigo o
Embriaga mento da felicidade e do desespero
Da dor do afastamento
Dos minutos contados atentamente como ponte de reencontro
Quantos olhares de rapina cabem em um desejo
Ter o cuidado em não segurar tão forte para que não se escape
Quanta dor em soltar aquilo que nunca foi segurado
Estar apaixonado é viver a flor da pele
É estar em ponto de suicídio
É ficar com a mente amortecida
O corpo incendiado
É ser um privilegiado
Rosa 04/02/007
O último
Pés que pisaram um chão longínquo
Olhos que viram mudanças de tempos
Gerações que nasceram
Tempos que passaram
Ombros arcados pelo peso das lembranças
Rosto com marcas fincadas pelo uso
Memórias repletas de visões
Fantasmas caminham junto
Novos rostos lhe trazem esquecimento
O chapéu de palha é sua proteção
Esconderijo que lhe serve de invisibilidade
Testemunha de uma vida
Sua e de outros
Quantos nomes vivem em sua memória
O ultimo vive sem vida
Morto por seu coração
Perdido num tempo
Despreza esse tempo
Que não lhe pertence mais....
Rosa 01/03/2007
Olhos que viram mudanças de tempos
Gerações que nasceram
Tempos que passaram
Ombros arcados pelo peso das lembranças
Rosto com marcas fincadas pelo uso
Memórias repletas de visões
Fantasmas caminham junto
Novos rostos lhe trazem esquecimento
O chapéu de palha é sua proteção
Esconderijo que lhe serve de invisibilidade
Testemunha de uma vida
Sua e de outros
Quantos nomes vivem em sua memória
O ultimo vive sem vida
Morto por seu coração
Perdido num tempo
Despreza esse tempo
Que não lhe pertence mais....
Rosa 01/03/2007
O quarto era grande
O quarto era grande
Havia buracos a me assustar
Suas mãos eram lindas e seguras
Sua respiração poderia ser a minha
Em sintonia com a sua
O cheiro de mãe não era suficiente
O gosto do batom não a trazia pra mim
Mas o sol brilhava e a balança era boa
Estávamos juntas
Sonhávamos tudo o que não tínhamos
E com isso passamos a ter
Se você acreditasse, então tudo era verdade.
E a vida era boa
Gosto de cepilho ainda me dá a sensação de esconderijo
Dor de nariz ainda me faz feliz
Éramos juntas
Éramos sós
Éramos nós
Em homenagem a Rose, Roseli e Rosa
Havia buracos a me assustar
Suas mãos eram lindas e seguras
Sua respiração poderia ser a minha
Em sintonia com a sua
O cheiro de mãe não era suficiente
O gosto do batom não a trazia pra mim
Mas o sol brilhava e a balança era boa
Estávamos juntas
Sonhávamos tudo o que não tínhamos
E com isso passamos a ter
Se você acreditasse, então tudo era verdade.
E a vida era boa
Gosto de cepilho ainda me dá a sensação de esconderijo
Dor de nariz ainda me faz feliz
Éramos juntas
Éramos sós
Éramos nós
Em homenagem a Rose, Roseli e Rosa
há tempo
Nossa casa era um amontoado de tijolo
A luz vinha de uma sensível camisa
O chão era duro como terra, mas era nosso solo.
Era só o que eu conhecia
As paredes eram de caminhos sinuosos
Onde tudo era possível até certo coelho me encontrar
E me encantar
As luzes de natal eram escassas que até hoje as persigo
Dão-me clareado, embora não precise mais delas.
As noites eram frias, ventos que vinham de um telhado inacabado.
Onde o acolchoado era insuficiente
E as roupas eram finas que cortavam a pele
O dia era de um cinza que sinto saudade
Onde o cabelo vermelho se destacava
Para minha timidez
O bolo não era perfeito para minha vergonha
E o pãozinho era fatiado em três
O cheiro de pão queimado com margarina me trazia final de escola
E também estou ocupada para suas necessidades
A gaveta não dava cria
E a carne tinha seu preço
Então preferia a salsicha
Bem frita com companhia
Sem brigas
Eram as melhores
Sem falar na carne moída com temperos da dona Arminda
Tudo ficava mais lindo
Ah... mas quando um caminhão parava a nossa porta com tudo que é de bom
Como era bom
Sempre tinha cheiro de natal
Lembranças de andanças
Que não víamos
Apenas recebíamos
E não sabíamos por que tanta insatisfação
Mas era bom
Chegou a tempo
Sempre para nós ele chegou a tempo!
O motor estava quente
Provando que passou por tudo....mas chegou a tempo!
A luz vinha de uma sensível camisa
O chão era duro como terra, mas era nosso solo.
Era só o que eu conhecia
As paredes eram de caminhos sinuosos
Onde tudo era possível até certo coelho me encontrar
E me encantar
As luzes de natal eram escassas que até hoje as persigo
Dão-me clareado, embora não precise mais delas.
As noites eram frias, ventos que vinham de um telhado inacabado.
Onde o acolchoado era insuficiente
E as roupas eram finas que cortavam a pele
O dia era de um cinza que sinto saudade
Onde o cabelo vermelho se destacava
Para minha timidez
O bolo não era perfeito para minha vergonha
E o pãozinho era fatiado em três
O cheiro de pão queimado com margarina me trazia final de escola
E também estou ocupada para suas necessidades
A gaveta não dava cria
E a carne tinha seu preço
Então preferia a salsicha
Bem frita com companhia
Sem brigas
Eram as melhores
Sem falar na carne moída com temperos da dona Arminda
Tudo ficava mais lindo
Ah... mas quando um caminhão parava a nossa porta com tudo que é de bom
Como era bom
Sempre tinha cheiro de natal
Lembranças de andanças
Que não víamos
Apenas recebíamos
E não sabíamos por que tanta insatisfação
Mas era bom
Chegou a tempo
Sempre para nós ele chegou a tempo!
O motor estava quente
Provando que passou por tudo....mas chegou a tempo!
AQUIETA-ME SENHOR
Diminui as batidas do meu coração,tranqüilizando a minha mente;
Reduza meu passo apressado pela visão do eterno alcance do tempo;
Proporciona-me, entre as confusões do dia, a calma das montanhas perenes;
Abranda a tensão de meus músculos e nervos com o confortante murmúrio dos regatos que vivem em minha memória;
Ajuda-me a conhecer a restauradora magia do sono;
Ensina-me a arte de tirar férias de minutos, parando-me para olhar uma flor, conversar com um amigo, afagar um animal e ler algumas linhas de um bom livro;
Aquieta-me e inspira-me a lançar minhas raízes profundamente no solo dos permanentes valores da vida, para que eu possa crescer rumo às estrelas de meu destino maior.
Claudete Alves Eda
Reduza meu passo apressado pela visão do eterno alcance do tempo;
Proporciona-me, entre as confusões do dia, a calma das montanhas perenes;
Abranda a tensão de meus músculos e nervos com o confortante murmúrio dos regatos que vivem em minha memória;
Ajuda-me a conhecer a restauradora magia do sono;
Ensina-me a arte de tirar férias de minutos, parando-me para olhar uma flor, conversar com um amigo, afagar um animal e ler algumas linhas de um bom livro;
Aquieta-me e inspira-me a lançar minhas raízes profundamente no solo dos permanentes valores da vida, para que eu possa crescer rumo às estrelas de meu destino maior.
Claudete Alves Eda
Ainda somos tão jovens
Esse som me confunde
Entra em minha alma
Quase não acredito
Me traz dias felizes
Sonhos de minha vida
Serão os meninos de minha vida
Será verdade
Acho que não
Não há problema, é só ilusão.
Salva-me de minha ilusão
Sinto-me ok
Muitas pessoas me trazem sonhos
Muitos me avisam
Eu quase não acredito querem me salvar de mim mesmo
Querem que eu fique feliz
Me dão sonhos prontos como avisos
Muitas pessoas falam
Que em casos de salvação as procure
E eu digo, estou ok
Estranhos me dizem
Falam de uma vida feliz
Quase sabem de minha vida
Como sombras atrás de mim
Loucas pessoas com idéia de me salvar
Coitadas nem me conhecem
Procuram um lugar feliz para mim
Como um aviso
São sombras de minha vontade
Eu até queria acreditar nelas
Mas elas não sabem quem sou
Elas só querem me ajudar
Ahhh...coitadas, me sinto confusa
Sem problemas em relação as suas soluções
Eu não acredito nelas
Por minha responsabilidade
É minha responsabilidade
Como minha própria vida
Nem sabia que toda essa vida era minha responsabilidade
Mas a minha solução
Nesse tempo
Estou tão solta
Estou tão sem compromisso
Só com minha solução
Sou tão jovem!
Entra em minha alma
Quase não acredito
Me traz dias felizes
Sonhos de minha vida
Serão os meninos de minha vida
Será verdade
Acho que não
Não há problema, é só ilusão.
Salva-me de minha ilusão
Sinto-me ok
Muitas pessoas me trazem sonhos
Muitos me avisam
Eu quase não acredito querem me salvar de mim mesmo
Querem que eu fique feliz
Me dão sonhos prontos como avisos
Muitas pessoas falam
Que em casos de salvação as procure
E eu digo, estou ok
Estranhos me dizem
Falam de uma vida feliz
Quase sabem de minha vida
Como sombras atrás de mim
Loucas pessoas com idéia de me salvar
Coitadas nem me conhecem
Procuram um lugar feliz para mim
Como um aviso
São sombras de minha vontade
Eu até queria acreditar nelas
Mas elas não sabem quem sou
Elas só querem me ajudar
Ahhh...coitadas, me sinto confusa
Sem problemas em relação as suas soluções
Eu não acredito nelas
Por minha responsabilidade
É minha responsabilidade
Como minha própria vida
Nem sabia que toda essa vida era minha responsabilidade
Mas a minha solução
Nesse tempo
Estou tão solta
Estou tão sem compromisso
Só com minha solução
Sou tão jovem!
O poeta
Seu designo é observar absorver
Ser todos sendo ninguém
Ele é escriba, sem opinião, usando de todas as opiniões.
Viajando tranquilamente de mente em mente
Seu êxtase é ter todas as versões em suas mãos em seu papel
Desenha sentimentos em forma de símbolos adequadamente, com a destreza de formar o belo.
Sem abrir mão do feio, expondo sem pudor o que choca, pois não lhe diz respeito.
Nada lhe prende
Tem alma livre, presa em seu observatório.
Escondido atrás de sua obra fortalece-se
Sem ela é nu, é frágil é fraco.
Vive de ilusão de sombras de nuances
No silêncio de seus pensamentos elabora sua felicidade
Brinca com ela, muda de cor de lugar de imagem
Como rocha posicionada, presencia as águas correntes chocar-se ao seu encontro.
Arrebentando-se espumando, voltando a outra tentativa.
Imóvel ao choro das águas segue seu prazer, sua alegria.
Em paixão plena e eterna, leva em seus arquivos um amontoado de emoções.
Divide orgulhosamente e generosamente sua obra
Mas não sabe o caminho do seu próprio coração.
Rosa 15/02/007
Ser todos sendo ninguém
Ele é escriba, sem opinião, usando de todas as opiniões.
Viajando tranquilamente de mente em mente
Seu êxtase é ter todas as versões em suas mãos em seu papel
Desenha sentimentos em forma de símbolos adequadamente, com a destreza de formar o belo.
Sem abrir mão do feio, expondo sem pudor o que choca, pois não lhe diz respeito.
Nada lhe prende
Tem alma livre, presa em seu observatório.
Escondido atrás de sua obra fortalece-se
Sem ela é nu, é frágil é fraco.
Vive de ilusão de sombras de nuances
No silêncio de seus pensamentos elabora sua felicidade
Brinca com ela, muda de cor de lugar de imagem
Como rocha posicionada, presencia as águas correntes chocar-se ao seu encontro.
Arrebentando-se espumando, voltando a outra tentativa.
Imóvel ao choro das águas segue seu prazer, sua alegria.
Em paixão plena e eterna, leva em seus arquivos um amontoado de emoções.
Divide orgulhosamente e generosamente sua obra
Mas não sabe o caminho do seu próprio coração.
Rosa 15/02/007
Acorda amor
Peguei tua caneta
Usei teu papel
Emprestei teu caminho
Usei teus olhos
Lembrei da tua boca
Acomodei meu coração
Lavei minhas mãos
Fiquei com o olhar triste
Mas simples
Fechei a porta
Guardei minha alma
Atrás da porta
Olhei pra longe
E não te vi
Acorda amor
Vem te ver no meu papel
Chega perto
E veja como estou longe
Perceba como o dia é claro
Seja farto
Verifique o avesso
Pra que fique completo
Usei de paz
Essa eu já tinha
Acorda amor
Vem buscar o teu papel
Usei teu papel
Emprestei teu caminho
Usei teus olhos
Lembrei da tua boca
Acomodei meu coração
Lavei minhas mãos
Fiquei com o olhar triste
Mas simples
Fechei a porta
Guardei minha alma
Atrás da porta
Olhei pra longe
E não te vi
Acorda amor
Vem te ver no meu papel
Chega perto
E veja como estou longe
Perceba como o dia é claro
Seja farto
Verifique o avesso
Pra que fique completo
Usei de paz
Essa eu já tinha
Acorda amor
Vem buscar o teu papel
Tenho vergonha de mim (Rui Barboza)
Tenho vergonha de mim
... pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim,
pois faço parte de um povo,
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha importância,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.
... pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim,
pois faço parte de um povo,
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha importância,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.

Não percebi a chegada do outono. Mas eu sentia que estava embarcando numa nova estação: todas as árvores que (não) plantei, de repente, estavam nuas. E eu caminhava num tapete de folhas e flores. Os caminhos também se estreitaram e tive uma sucessão de perdas, ou melhor, tive uma sucessão de trocas. E assim, como toda pessoa que tem um coração pulsando, fiquei assustada demais com as mudanças. Mas agora já consigo perceber beleza na nudez de cada uma das minhas árvores prediletas. Elas apenas estão trocando de roupa enquanto eu troco de pele, tamanha cumplicidade.
Marla de Queiroz
sexta-feira, 30 de março de 2012
Vaso quebrado
Entre um feriado e outro vou me deliciando com a oportunidade de diminuir meu ritmo emocional da pressão do trabalho, do meu dia a dia, deixar o acaso tomar conta sem querer estressar-me; pra quê correr se posso chegar onde quero ir.
Vou apreciando com as paisagens.
Elas vão ficando para trás.
Tento apagar da memória todo período que me levou a dias de fúria, de angústia...
Este parar fez-me recuar.
Dar um passe atrás.
Ter bom senso.
Ser capaz de sofrer menos, assim ajudar-me e contribuir com dias melhores.
É diante deste momento que não serei a força bruta para não ser pego subitamente; o descaso poderá gerar fatal para o que não pensei ou pensei ser infalível.
Serei a causa da minha causa.
Então serei a macha ré antes que cai no abismo criado.
Aproveitarei este dia de folga para desafogar!
Ir sem pretensão de correr raivosamente,
Vou lentamente neste feriado.
Poty – 21/04/2011
Vou apreciando com as paisagens.
Elas vão ficando para trás.
Tento apagar da memória todo período que me levou a dias de fúria, de angústia...
Este parar fez-me recuar.
Dar um passe atrás.
Ter bom senso.
Ser capaz de sofrer menos, assim ajudar-me e contribuir com dias melhores.
É diante deste momento que não serei a força bruta para não ser pego subitamente; o descaso poderá gerar fatal para o que não pensei ou pensei ser infalível.
Serei a causa da minha causa.
Então serei a macha ré antes que cai no abismo criado.
Aproveitarei este dia de folga para desafogar!
Ir sem pretensão de correr raivosamente,
Vou lentamente neste feriado.
Poty – 21/04/2011
Está feito
Fiz
Marcou
Marquei
Registrei o feito
O caso foi
Não teve mais como desmanchar
Aconteceu
Desmarcar por que
Agora fica
... Não esquecerei
Por que esquecer
Se não consigo mais
Permanecerei sem
Mas firme no que desejo
Transcorrer com o devido tempo
Dar tempo ao tempo
Sem o prejuízo
Que me convém
Poty - 17/06/2011
Fiz
Marcou
Marquei
Registrei o feito
O caso foi
Não teve mais como desmanchar
Aconteceu
Desmarcar por que
Agora fica
... Não esquecerei
Por que esquecer
Se não consigo mais
Permanecerei sem
Mas firme no que desejo
Transcorrer com o devido tempo
Dar tempo ao tempo
Sem o prejuízo
Que me convém
Poty - 17/06/2011
Num toque longo e demorado. Para quê ter pressa neste imenso e sensível corpo se a essência é o passar das mãos nesta maciez que emociona a minha libido. Deixo para os incrédulos e ditadores do padrão corporal a sua insatisfação. Fico eu, com minha liberdade de imaginar quanto é prazeroso voar sem padronizar.
Poty – 28/01/2012
Poty – 28/01/2012
Mordendo o osso

Vai chupando, chupando, chupando...
E nem se nota que já chegou ao osso.
Fica mordendo, mordendo e não quer parar mais!
É desse jeito mesmo! Coisa de cachorro.
Somos animais também, às vezes deixamos de ser racionais e vamos pelo instinto...
Imagina se usássemos somente o instinto?
Seria em qualquer lugar comendo osso, carne etc...
Quando desse esta vontade, estivesse no cio...
É voraz!
Com mordidas fortes.
É profunda a insana vontade de morder.
Poty – 29/02/2012

Colocamos um punhado da sal num copo dágua
e outro punhado num lago...
A dor na vida de uma pessoa não muda
Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos
Quando sentimos a dor,a única coisa que se deve fazer
é aumentar o sentido de tudo q...ue está a sua volta
E dar mais valor ao que você tem,do que você perdeu
Em outras palavras:
Deixar de ser um copo dágua ,para se tornar um lago
Pensamento Zen-Budista

As vezes vou longe sozinho.
Como se a multidão não existisse sobre mim
Sinto o vazio, mas não um vazio sem nada vem com intenso pensamento sobre o que acontece ao meu redor.
Viajo com o olhar profundo no horizonte, mas estou pensando sobre meus atos e dos outros também.
Parece que estou em outra dimensão e vou continuando nela e as vezes ninguém compreende e não quero compreensão quero que aceite este êxtase único.
Poty – 02/03/2012
Quero tanto que aconteça este momento pessoalmente,
Só nós num lugar que caiba nós.
Sem interrupções.
Sem lamúrias.
O risco é nosso neste quarto, nesta casa, seja onde for. É só nosso.
Não tem senão.
... Tem reação
Comoção
Terá tudo que somos capazes...
Este lugar é o vestígio do que faremos.
Poty – 28/02/2012
Só nós num lugar que caiba nós.
Sem interrupções.
Sem lamúrias.
O risco é nosso neste quarto, nesta casa, seja onde for. É só nosso.
Não tem senão.
... Tem reação
Comoção
Terá tudo que somos capazes...
Este lugar é o vestígio do que faremos.
Poty – 28/02/2012
Língua

Esta borboleta pousou sobre mim e não deixei que fosse... Pensei/ pensei/ pensei e preferi voando para admirar suas cores da liberdade - cores como o Arco-Íris - foi assim que ela sempre voltava e pousava sobre mim, me deliciava, ficava sobre meu colo... Dava meu ombro, no meu corpo ela passeava... Durava, depois voava e voltava quando necessitava e assim se tornará minha borboleta favorita.
Poty – 30/10/2011

Enquanto enxugam as lágrimas
Continua a luta cotidiana
Dupla jornada de trabalho
Cozinha
Lava
Dar de mamar
... Ainda tem tempo para amar e se amada
Tem seus dilemas
Enfrenta com determinação
Vão chorando
Não deixa cair o que lhes impõe
Aprendeu a viver com diversidade numa realidade nua e crua
Não se entrega fácil
As vezes cai e do nada surge de bandeira em mão
Não importa que denominação queiram dar as sua ações
São importantes
Sejam feministas, socialistas seja o que for tem que ser para alterar o status quo, modus operandi, a discriminação etc...
Sabe reagir
Discernir
Decidi continuar esta milenar luta
Mulher não só por essência, mas que quer transformar esta triste situação.
Poty -8/03/2012

Tua timidez é fascinante. Fica com medo não sei do quê... Sei pensas em sofrimento por isso a mente pesa é coração de pedra e achas que não deve amar se apaixonar se soltar porque vai se sentir mal em amar com prazer e não vai se coresponder... Só se sabe se acontecer. Se deixar petrificado continua a doer. O sofrimento é uma escolha não por causa de que ama.
Poty – 02/03/2012

Sumiste porque
Te fiz algo
Que não gostou
Ou gostate
E não quer repetir
... Sente-se culpada de que?
Insistí
Deixaste
Somos culpados de que?
Se gostamos
Deixaste
Se gostamos
Para que ficarmos nos escondendo
Um do outro
Seremos a experiência viva
A presença corporal
E devemos acatar
E não punir
Pelo nosso ato
Da mais livre sensação de se estar
Do real prazer
E sentir o gozo de sermos uno
Poty 19/06/2010

A vida é constante, é a estação permanente...
Mas com paradas para momentos de descanso, recarregar as baterias, ver onde falhou e consertar para continuar a caminhada que segue com seus obstáculos, limites, com pedras por onde passa e flores, empenhos, brilho e assim vai...
É assim que com medo ou não e entre grade ou não que a vida permanece.
Poty – 21/01/2012
Chorar...Refletir...Avaliar...

Recomeçaçar
Não importa onde você parou …
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
... Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo…
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você que chegar?
Ir alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor…
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos…
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos ….
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 29 de março de 2012
Grande Matheus
Foi naquele momento
Naquele curto espaço de tempo
O passado ficou pra trás
E o futuro pareceu distante
O chão desapareceu
As certezas igualmente
E vieram outras certezas
Agora tão incertas
Que acabaram com a tranqüilidade
Surgiu o desejo da liberdade
Mas ele é questionável
Como ser livre se até a liberdade tem limites?
Cristina Moschen - 13.03.12
Naquele curto espaço de tempo
O passado ficou pra trás
E o futuro pareceu distante
O chão desapareceu
As certezas igualmente
E vieram outras certezas
Agora tão incertas
Que acabaram com a tranqüilidade
Surgiu o desejo da liberdade
Mas ele é questionável
Como ser livre se até a liberdade tem limites?
Cristina Moschen - 13.03.12
quarta-feira, 14 de março de 2012
Te conheci ideologia e te descobri poesia
Pé no chão e alma na estrada
Chão
Fábrica, construção
Fez-se assim o teu canto e coração
Viajante
Fixou aqui raízes errantes
Vazantes de tanta emoção
- desta que se derrama na escrita -
À escrita, emoção para a escrita
Verso à verso com profusão
Sem se preocupar copm a crítica,
Vida psota na mesa
Exposição
Explosão.
Não serei eu nem será o outro
Está em ti
Sentido e sentimento
Toda a aceitação.
Mônica Montanari
Pé no chão e alma na estrada
Chão
Fábrica, construção
Fez-se assim o teu canto e coração
Viajante
Fixou aqui raízes errantes
Vazantes de tanta emoção
- desta que se derrama na escrita -
À escrita, emoção para a escrita
Verso à verso com profusão
Sem se preocupar copm a crítica,
Vida psota na mesa
Exposição
Explosão.
Não serei eu nem será o outro
Está em ti
Sentido e sentimento
Toda a aceitação.
Mônica Montanari
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Poesias na mesa
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Desnuda
domingo, 13 de novembro de 2011
É preciso
É preciso amor para corresponder
É preciso vida para viver
É preciso razão para saber
É preciso emoção para apaixonar-se
É preciso solução para resolver
É preciso amigos para conviver
É preciso paixão para o fogo acender
É preciso colo para o carinho atender
É preciso sofrer para acolher
É preciso dor para entender
É preciso acolher para sentir
É preciso gritar para ser ouvido
É preciso fazer para ter
É preciso ser amigo
É preciso ser
É preciso ter sem abusar
É preciso...
Poty - 29/03/2008
É preciso vida para viver
É preciso razão para saber
É preciso emoção para apaixonar-se
É preciso solução para resolver
É preciso amigos para conviver
É preciso paixão para o fogo acender
É preciso colo para o carinho atender
É preciso sofrer para acolher
É preciso dor para entender
É preciso acolher para sentir
É preciso gritar para ser ouvido
É preciso fazer para ter
É preciso ser amigo
É preciso ser
É preciso ter sem abusar
É preciso...
Poty - 29/03/2008
A flor da pele

... A flor da pele...
Da sua flor na pele
A pele na flor
Vai à dor
Que fica o odor
Sem se opor
Vai pondo a minha cor
Sem se expor
Vem com a tua
Vou com a minha
Rolando sem dispor
Expondo sem rancor
E sem pudor...
Foi gostoso
É gostoso
Estar gostoso
Ficará gostoso...
Tudo depende de tudo
E não fico querendo a chibata para me penitenciar
Poty – 25/03/2008
Madrugada

Madrugada é a essência das fantasias e desejos que despertam numa velocidade que a mente não esconde...
Faz-nos viajar onde não se pode chegar...
Remete-nos a loucuras que a noite tem...
Num lance que se imagina...
Vai chegando o dia
Com o sol batendo no corpo,
Mas espera-se dela
Como se fosse a Deusa
Com sua inocência,
Mas descaradamente
Sendo eterno deslumbre
Que penetra em nossa mente
A penumbra
Que dela recai sobre os infiéis,
Também os fies...
Entre os traídos e traidores,
Mas todos gostam
Deste frenesi...
Ela ficou para os amantes/amado-desalmados
Loucos insanos,
Mas com danos, desenganos,
Não será engano
Porque queremos viver
Do que ela trás.
Poty – 22/032008
Páscoa
Páscoa é libertação,
É vida nova,
É reconciliação,
É ver o outro como irmão,
É amor em si e nos outros também;
Páscoa é momento de refletir o ano vindouro,
É festejar a colheita...
Os frutos do trabalho;
Páscoa é dizer sim e também não...
Quando não se tem resposta de um mundo sem guerra,
Mas lutemos por paz.
Páscoa é momento de comer chocolate.
Páscoa é fertilidade representada pelo coelho por ser um animal muito fértil... Por isso brindemos à páscoa.
Poty - 22/03/2008
É vida nova,
É reconciliação,
É ver o outro como irmão,
É amor em si e nos outros também;
Páscoa é momento de refletir o ano vindouro,
É festejar a colheita...
Os frutos do trabalho;
Páscoa é dizer sim e também não...
Quando não se tem resposta de um mundo sem guerra,
Mas lutemos por paz.
Páscoa é momento de comer chocolate.
Páscoa é fertilidade representada pelo coelho por ser um animal muito fértil... Por isso brindemos à páscoa.
Poty - 22/03/2008
Outono

Dias melancólicos,
Mas de amor também
Dias inspiradores
Noites mais longas
Sol ameno
Tristeza vem
Brisa, vento
Neblina também
Folha no chão...
Um tom amarelado,
Mas um momento alado
Deixemos que chegue
E tiremos o que convém
No aconchego dele
Seremos amor/melancolia
Sem deixar a tristeza tomar
Conta do seu frio que faz bem
Poty – 20/03/2008
O mar

Entre tuas ondas
Teu vai e vem
Fico a imaginar
No alto mar...
Quanto és grande,
Colossal!
És capaz de engolir,
Derrubar grandes navios
És imenso!
Não tem quem te segure
Tu te agigantas
Dás muito medo!
Tu levas seres vivos...
Peixes, baleias, tubarões...
São tantos que nem sei contar!
Tu és capaz de derrubar
Tudo que encontra pela frente.
Nesta tua imensidão
Deixa-nos extasiado!
Ficamos olhando para o teu horizonte
Vendo o sol nascendo
A lua surgindo
Vai a tua procura
E continuas lá!
Vens até nós
Ou talvez nós até ti...
Mas continuas lá,
Forte
Aguerrido
Soberano com os Deuses titãs
Poty – 20/03/2008
Vida de poeta é assim
Ora está vagando
Ora está perdido...
Ora é insano
Ora se acha
Ora fica fora
Ora fica dentro
Ora viaja
Viaja...
São tantas emoções...
Ora deseja
Ora fantasia
Ora deixa a toa
Ora não quer saber de nada
Ora chama
Ora quer todos ao seu redor...
Ora que ficar sozinho
Ora foge do mundo
Ora quer ficar com ele...
Ora fica em silêncio,
Ora grita nos versos,
Ora sai,
Ora se esconde...
Ora fica a observar,
Ora fala sem contar,
Ora vai longe,
Ora a mente diz tudo que não quer calar...
Ora ninguém entende,
Ora ele deixa pra lá,
Ora vai esperando que um dia aconteça...
Ora vai ficando sem esperar.
Ora chora
Ora reclama
Ora sorrir
Ora fica a refletir...
Ora nem dá bola
Ora nem quer saber do óbvio...
Poty – 19/03/2008
Ora está vagando
Ora está perdido...
Ora é insano
Ora se acha
Ora fica fora
Ora fica dentro
Ora viaja
Viaja...
São tantas emoções...
Ora deseja
Ora fantasia
Ora deixa a toa
Ora não quer saber de nada
Ora chama
Ora quer todos ao seu redor...
Ora que ficar sozinho
Ora foge do mundo
Ora quer ficar com ele...
Ora fica em silêncio,
Ora grita nos versos,
Ora sai,
Ora se esconde...
Ora fica a observar,
Ora fala sem contar,
Ora vai longe,
Ora a mente diz tudo que não quer calar...
Ora ninguém entende,
Ora ele deixa pra lá,
Ora vai esperando que um dia aconteça...
Ora vai ficando sem esperar.
Ora chora
Ora reclama
Ora sorrir
Ora fica a refletir...
Ora nem dá bola
Ora nem quer saber do óbvio...
Poty – 19/03/2008
Mistério...

Mistérios da meia noite
Que se escondem ao sol raiar
Mistérios que no dia
Ficam na mente
No obscuro sentimento
Sem querer avisar
Mistérios guardados na tumba
Feito tesouro a ser descoberto
Mistérios que marcam
Mistérios que subjugam
Mistérios que não atendem os anseios
Mistérios de alguém
Que se escondem nas catacumbas do além
Mistérios que se revigoram
Mistérios que vão embora
Mistérios/ mistérios que se tenta,
Mas não consegue...
Continua sendo mistérios para uns
E outros descobrem
Poty – 14/03/2008
A amizade deve continuar

Chegam
Aparecem...
Num bate papo
Querendo saber:
Como somos
Se solteiro,
Casado
Que idade se tem...
Depois começa
A amizade...
Vai muito além...
Beija-me
Abraça-me
Satisfaz a sua vontade
E some como se não tivesse acontecido nada
(sem deixar rastro)
Vivo a perguntar:
O que adianta se
A marca ficou?!
Apareça para conversar!
Tem que saber lhe dar com as situações desejadas...
Pelo menos ser amigos
O que foi feito não se apaga mais.
Será a nossa marca.
Fizemos por desejos, fantasias e paixão...
Foi uma opção
E não por obrigação.
Por isso é bom ficar com o que restou.
Poty – 12/03/2008
O povo na luta

O povo querendo resolver sua situação...
Saiu de suas casas
Desceu o barranco...
De madeira nas costas,
Martelo em mãos,
Serrote na outra,
Barraca,
Lona preta
E segue com determinação
Vai descendo em fila indiana
Atravessando mato
Não tem outro jeito,
Mas vão seguindo o caminho
Para fazer o que se decidiu
E garantir melhor vida a todos da associação.
Vão ocupar a área para resolver na pressão
Porque não tem como esperar a inoperância
Do prefeito que já tem a solução.
Estão chamando atenção porque não querem
Ser soterrados em suas casas
Sabendo que tem o projeto a ser feito...
Neste dia ocuparam o que é seu
E vem a Brigada de arma da mão
Soltando piada
Se achando donos da situação...
Foram embora porque não tinham nada o que fazer,
Mas veio a guarda municipal
E ficaram em negociação...
... Só sairemos quando vir a resolução.
O governo não deu resposta
Ficamos a fazer pressão.
Não venha dizer que estamos errados
Porque eles têm o projeto em mãos.
Foi o dia bom...
Parecia um oásis.
O povo precisa
De um lugar para viver com dignidade
E não relegados a triste oblação,
Mas querendo o que é de direito...
Que é a sua nova construção...
Todos querendo construir uma nova casa para viver de bem com a vida...
Nada de resposta.
Como se nada tivesse acontecido.
Via-se crianças se aproveitando do espaço como se fosse sua liberdade
Porque onde estão não tem como brincar.
E neste lugar tem árvores...
Armou-se rede
Correu-se
Rodas de bate papo...
Chimarrão,
Comida,
Churrasco
E diversão
Além da luta
Teve-se momento de libertação
Vão continuar a pressão
Para saírem do risco de vida
E terem qualidade de vida
Na área destinada à nova morada
Que será a melhor solução
Poty – 10/03/2008
Mulheres
Elas são sensíveis
Mas lutam com unhas e dentes
Elas vão vivendo diante do sofrimento que lhes impõem
Elas sabem criar a prole que deram
Elas vivem sós
Mas, não porque querem...
Foram levadas a labutar
Elas choram,
Elas sorriem,
Elas dançam.
Elas festejam as suas angústias,
Elas agonizam
Mas, sabem se sair com altivez.
Elas assumem
E não têm medo
Mas com receio vão continuar
O que o homem não terminou
Elas mimam,
Elas dão carinho
E, elas querem também.
Elas são determinadas
E seguem seu caminho
E, marcham em prol da justiça.
Por causa da sua dor
E da dos outros também.
E, marcharão de bandeira em pé.
Lutando por seus ideais
Sem para trás deixar jamais
A sua ternura de ser mulher.
Poty – 07/03/2008
Mas lutam com unhas e dentes
Elas vão vivendo diante do sofrimento que lhes impõem
Elas sabem criar a prole que deram
Elas vivem sós
Mas, não porque querem...
Foram levadas a labutar
Elas choram,
Elas sorriem,
Elas dançam.
Elas festejam as suas angústias,
Elas agonizam
Mas, sabem se sair com altivez.
Elas assumem
E não têm medo
Mas com receio vão continuar
O que o homem não terminou
Elas mimam,
Elas dão carinho
E, elas querem também.
Elas são determinadas
E seguem seu caminho
E, marcham em prol da justiça.
Por causa da sua dor
E da dos outros também.
E, marcharão de bandeira em pé.
Lutando por seus ideais
Sem para trás deixar jamais
A sua ternura de ser mulher.
Poty – 07/03/2008
Com você, por você
Com você vou passar dias maravilhosos,
Com você passarei uma tarde sem limites,
Com você não cansarei,
Com você não saberei aonde ir,
Mas vou sem perguntar;
Com você estarei pronto sem querer reclamar,
Por você nado rios,
Mares,
Oceanos para te ajudar;
Com você viajo,
Fantasio um mundo sem agonizar,
Com você vou onde ninguém foi,
Com você deixo tudo e sigo o caminho de espinhos,
Mas ao final te dou um jardim de flores...
Por você vou além...
Por você fico a espera sem querer olhar a quem...
Com você atravesso tempestades e te protegerei da ressaca...
Por você nem sei mais o que faço...
Já perdi a conta porque não se calcula o meu amor por ti.
Poty - 07/03/2008
Com você passarei uma tarde sem limites,
Com você não cansarei,
Com você não saberei aonde ir,
Mas vou sem perguntar;
Com você estarei pronto sem querer reclamar,
Por você nado rios,
Mares,
Oceanos para te ajudar;
Com você viajo,
Fantasio um mundo sem agonizar,
Com você vou onde ninguém foi,
Com você deixo tudo e sigo o caminho de espinhos,
Mas ao final te dou um jardim de flores...
Por você vou além...
Por você fico a espera sem querer olhar a quem...
Com você atravesso tempestades e te protegerei da ressaca...
Por você nem sei mais o que faço...
Já perdi a conta porque não se calcula o meu amor por ti.
Poty - 07/03/2008
Fugir
Porque fugir
Não tem para onde ir
Não se tem o que esconder
Não adianta correr
Não vai escapar,
Mas proceder ao que se passa no mundo
Não escapa do que se comete
Fugir do que não serve,
Mas provar daquilo que é proibido
Esquivar quando pode,
Mas não por causa do que não se fez
E nem do que se pratica...
Assumir sem evitar
Fugir não adianta...
Um dia vai ser pego
Com a boca na botija
Ou com as mãos,
Talvez com os pés
Ou com o corpo todo
Corre, corre e não consegue esquivar-se...
Vive-se num eterno escapar...
Um jeitinho aqui
Uma escapadinha ali
Uma mentirinha para aliviar a dor
Uma verdade absoluta para esconder...
Vive-se escondendo do que se faz
Colocando-o no baú a sete chaves,
Mas sem conseguir jogá-las ao fundo do mar
Porque não tem como impedir
Poty – 29/02/2008
Não tem para onde ir
Não se tem o que esconder
Não adianta correr
Não vai escapar,
Mas proceder ao que se passa no mundo
Não escapa do que se comete
Fugir do que não serve,
Mas provar daquilo que é proibido
Esquivar quando pode,
Mas não por causa do que não se fez
E nem do que se pratica...
Assumir sem evitar
Fugir não adianta...
Um dia vai ser pego
Com a boca na botija
Ou com as mãos,
Talvez com os pés
Ou com o corpo todo
Corre, corre e não consegue esquivar-se...
Vive-se num eterno escapar...
Um jeitinho aqui
Uma escapadinha ali
Uma mentirinha para aliviar a dor
Uma verdade absoluta para esconder...
Vive-se escondendo do que se faz
Colocando-o no baú a sete chaves,
Mas sem conseguir jogá-las ao fundo do mar
Porque não tem como impedir
Poty – 29/02/2008
Meu homem filho/filho homem

Vai passando o tempo
Você crescendo
... Chegando uma época...
Um momento de tua transformação...
De menino para adolescente...
... Mudanças no corpo e na mente
Vamos ter conversas diferentes,
Mas cada um com seus limites humanos
Seremos pai/filho, filho/pai...
Mais muito do que isto
Seremos amigos para sempre
Poty – 17/02/2008
Retorno
Viveremos noites
De núpcias
Como se fosse à primeira vez...
Imaginar
Fantasiar
Desejar
É a essência do amor
Entre a gente
Vamos nos acasalar
Toda vez como se não tivesse presente
Num retorno eternamente
Retornar é o âmago
Da atração que nos move
Na vida
E nos faz ser amantes para sempre
Poty – 17/02/2008
De núpcias
Como se fosse à primeira vez...
Imaginar
Fantasiar
Desejar
É a essência do amor
Entre a gente
Vamos nos acasalar
Toda vez como se não tivesse presente
Num retorno eternamente
Retornar é o âmago
Da atração que nos move
Na vida
E nos faz ser amantes para sempre
Poty – 17/02/2008
Calcinha
À volta
Volta...
Viagem com destino certo...
Vai chegando
Voando de volta
Faz seu ninho aonde chega,
Mas volta ao seu cantinho
Vem de volta de uma
Viagem de dias contados,
Mas a vontade é ficar
Por causa do oásis
Que encontrou...
Retornou pelo que deixou
Poty – 17/02/2008
Viagem com destino certo...
Vai chegando
Voando de volta
Faz seu ninho aonde chega,
Mas volta ao seu cantinho
Vem de volta de uma
Viagem de dias contados,
Mas a vontade é ficar
Por causa do oásis
Que encontrou...
Retornou pelo que deixou
Poty – 17/02/2008
Tempestade
O tempo escurecia
O vento circulava...
Barulho se fazia...
Balançava árvores
Balançava a vida
Lavava a alma
Trovejava
Relampeava
A chuva caia
A sujeira se ia
E levava o que se escondia
O escuro do tempo que se fazia...
Era chuva que o calor transformou em sua harmonia
Vai vento forte
Carrega toda nossa indecência
Chove pedra
Que deixa em agonia,
Mas leva toda nossa imundice
Poty – 09/02/2008
O vento circulava...
Barulho se fazia...
Balançava árvores
Balançava a vida
Lavava a alma
Trovejava
Relampeava
A chuva caia
A sujeira se ia
E levava o que se escondia
O escuro do tempo que se fazia...
Era chuva que o calor transformou em sua harmonia
Vai vento forte
Carrega toda nossa indecência
Chove pedra
Que deixa em agonia,
Mas leva toda nossa imundice
Poty – 09/02/2008
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