sábado, 16 de julho de 2011

Escolhas

As escolhas são difíceis, mas são as nossas escolhas...
Colha dela a experiência que trás...
Nunca a amargura do aprendizado,
Mas a acolhida de tudo dela que se fez porque não se volta mais atrás...
O que foi feito não se colhe mais.
Poty – 04/01/2008

Entre o poeta e o pintor






Você pinta
Eu escrevo

Você faz/maneja seres
Eu falo sobre eles/para eles

Você expressa em imagens
Eu em letras

Você encanta em cores
Eu em palavras

Você faz formas
Eu versos

Você faz nascer em telas
Eu em palavras

Você viaja nas linhas
Eu nas entrelinhas

Você imagina pitando
Eu escrevo imaginando

Você encanta os olhos
Eu a mente

Você satisfaz
Eu seduzo

Você idealiza
Eu harmonizo

Você pitando
Eu poetando

Você um pintor da vida
Eu um poeta do amor

Amigo/irmão/camarada
Vai ser de todas as jornadas
Poty – 08/01/2008

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Homenageando as mães

Esta mensagem vai às Mães adolescentes/jovens/de mais idade, mas lutadores!
Cada uma com sua singularidade, particularidade e com muita determinação com suas condições reais de criar seus filhos.
Estou aprendendo a entendê-las.
Sinto lisonjeado em homenageá-las, porque cada uma tem o que ensinar, tem seus momentos, tem o seu jeito de pedir e são maravilhosas!
Sei que não é só neste dia que são mães! São, será e serão para sempre, mas este dia é de festejar que está chegando, domingo, aproveitem! É Dia de Festa e Vocês merecem muito mais!
Beijos e abraços
Poty – 05/05/2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sarau da mentira


SARAU DA MENTIRA NO 1° DE ABRIL



O quê: SARAU DA MENTIRA

Onde: ARISTOS LONDON HOUSE

Quando: dia 1° de abril

Hora: 23:00

Quanto: R$10,00

Poderia ser piada, mas é verdade que a trupe Da Gaveta apresentará o Sarau da Mentira no dia 1° de abril. O mote do evento pega carona no espírito do famoso “dia dos bobos”, e sob o guarda-chuva temático “mentira” a troupe aproveita para fazer sua reflexão crítica sobre o mundo, civilização, valores e esquisitices do homem contemporâneo.

A noite cultural acontece no Aristos London Pub e promete uma variada gama de gêneros e estilos artísticos, com apresentações de esquetes teatrais, récitas poéticas, prosa, dança música, vídeo, teatro de bonecos, comédia stand up, artes visuais e outros babados. De quebra, o Sarau da Mentira ainda disponibiliza uma área tipo “zona franca” para exposição e venda de peças artesanais No Bazar DaGaveta, estarão à disposição do público as bijuterias e luminárias de Dio Gonçalves, camisetas estampadas do Movimento Alforria , camisetas bordados artesanais da Polvo Store, e o livro “Sem poder e sem pudor” de Endrigo Demétrio. Fazendo a sua parte no azeitamento pró boa leitura, a organização está provocando a todos para participarem da Feira Livre: basta levar aqueles livros que já foram lidos e relidos, disponibilizá-los no balcão da feira e escolher outros títulos ali expostos, oferecidos em cortesia, no sistema troca-troca. Depois das apresentações, a festa continua com música para dançar.

O movimento cultural DaGaveta surgiu a partir da organização de escritores ainda no anonimato, no entorno da produção de um fanzine de mesmo nome, que publica os textos não utilizando censura ou orientação editorial e ainda é ofertado gratuitamente ao público. As múltiplas habilidades e dotes artísticos do grupo sugeriu um aproveitamento que veio a cristalizar-se na forma de sarau. O Sarau da Mentira foi antecedido pelo “Sarau do Desespero” e o ”Sarau da Loucura”.

As intervenções artísticas desta edição apresentarão criações próprias ou emprestadas de outros autores, mantendo o tema “mentira”. A proposta cultural do grupo é revisitar o cotidiano através de uma ótica crítica, manifestando pela arte suas inconformidades, seus sonhos e desejos, levando o público a refletir sobre as incoerências do dia-a-dia do presente estágio da civilização.

Uma programação extensa, com número superior a 30 quadros cuja duração média fica em torno de oito minutos cada, denunciará o ritmo da noitada. A apresentação será do controverso personagem Cláudio Troian, e o sarau mostrará bandas de rock (Lonely Heart Club Band, Vagabundos Iluminados, Jack Beer e outros), as cantoras Natália Ferrarini e Débora Chiari e a colorida e contagiante participação do movimento Hare Krishna; o teatro será apresentado por Jhow & Adriel, Karine Padilha e Paulo Nazareno (bonequeiro); stand ups comedy pocket de Gabriel Scopel, Rafael Campos, Gerônimo e Júnior Grandi; vídeos de Adriano Richardi, Gustavo Gasparin & Karine Padilha, Uili Bergamin; textos poéticos e em prosa por Zé dos Rios, Makian, Mônica Montanari, Johnny Ariotti e Jaqueline Pivotto, Jocélia Almeida, Poty e Andrius Wagner; a dança contará com o Essência Crew, Carla Barcellos e Mauro Copetti; o artista plástico Marcos Leal apresentará seus manequins originais e pintará o tema “mentira” ao vivo durante o evento. Por suas características e tradição, o sarau estará aberto para manifestações espontâneas, resguardado o seu viéz temático.



Trupe DaGaveta

domingo, 13 de março de 2011

Corpo sem idade

Corpo sem idade,
Mente sem fronteiras...
Corpo que grita
Corpo escultural
Corpo que rola,
Fica em pensamentos...
O corpo fala
O corpo responde,
Corresponde...
Corpo que se mexe,
Remexe...
Enche meus olhos,
Não sei o que fazer
É uma tentação...
Bem assim que acontece
E vai continuar assim
Poty – 12/03/2011

sábado, 12 de março de 2011

Inesperado













Não estamos prontos para o inesperado...
Chega e nos pega de surpresa,
Será?!
Ou deixamos correr como se fosse algo que não acontecesse...
Acredito que se prefere nem falar sobre,
Prefere deixar a vida rolar,
Mas somos corpos fracos perante a composição genética.
Achamos que somos inacabáveis,
Imutáveis,
Ilimitados
E esquecemos que somos mutáveis,
Temos nossos limites
E seremos comidos pela mãe terra.
Tornaremos insignificante diante este planeta imenso.
Nunca imaginamos que o final fosse o que foi...
... A morte...
Que tanto falamos,
Mas quando chega é inesperadamente.
Poty – 27/02/2011

Quando penso em você





Quando penso em você são sensações de alívio, de prazer...
Entro numa zona de conforto.
É prazeroso pensar em ti
É confortante conversar contigo
Sinto estar voando
Percebo ao meu lado
Como é bom saber moras em meu coração.
Sonhar contigo me faz bem
Sentir-me outro
Pensei, penso
Sonhei e gostei
Vou sonhar muito mais!
Você é demais!
Poty – 22/02/2011



Vamos lá prestigiar!!!

Não percam!!!

Mil atrações: Poesia, Dança, Teatro, Música, Vídeos etc.

Toda Caxias e Região.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal luz

Natal é luz que irradia as mentes
Faz ter outro pensar
... Reações de compaixão...
...Tolerância com o próximo...
Sentimentos de liberdade,
Tranqüilidade
E sorriso diante tanto brilho...
Faz parar e sentir menos stress
Também repensar suas atitudes durante o ano
Poty – 10/12/2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Rabiscos







Os rabiscos não devem ser jogados fora,
Não rasgue,
Guarde-o
Porque sairá a iniciativa
De revê-lo
Reeditar
Reescrever
Suas inquietudes
Artimanhas
Paixões
Diversões...
... Aproveita e rever teus versos
Poty – 07/05/2010
É de uma época que não tem época.
Poty – 08/05/2010
Vai atrás do compasso,
Desfaço
No mesmo passo
Descompasso
Sigo disfarçado
Trago comigo o traço
Poty – 07/05/2010
Se for pra fazer porque sofrer, se não é pra fazer porque se lastimar.
Poty – 02/05/2010

Cor do pecado

Você não é a cor, é o próprio pecado e quero pecar para sempre.
Poty – 01/05/2010

A troca

Entre a música e a poesia vai se dando um par perfeito... Eu mando poesia e você responde com música... Vai se tornando uma relação sem fim porque realiza a amizade, o carinho entre nós.
Poty – 23/04/2010

Tudo certo?!

Está tudo certo,
Pra quê dar errado.
O erro é a conseqüência.
O acerto a causa.

Entre o certo e o errado –
Acertamos e às vezes erramos –
Vamos seguindo esta vidinha.

Há os que sempre dizem que nunca erra
E nem quer saber se errou
E dizem que os outros estão sempre errados.

Os que erram nem assume que estão errados
E dizem que o errado é o outro.

Deixa assim, faço parte dos que sabe errar e acertar
E não vive em função simplesmente de viver desta conjunção.
Poty – 16/04/2010

Acreditar

O que me assusta
É não acreditar mais.
É não sonhar mais.
Não a dor que sinto.

O que me entristece
É deixar de acreditar
Em ti.
Não por causa do que és,
Mas o que deixou de fazer.

Quero sentir o calor dos teus braços
Do que a indiferença que nos afasta.

Tenho que acreditar
Se não serei algo sem vida.
Poty – 13/04/2010



Entre tuas flores vou seguido-a sem saber no que vai dá.
Poty – 11/04/2010

Dom Juan Marginal

Sou o Don Juan
Galanteador
Gentil...
Dizem que sou da antiga...
São raros neste imenso mundo
Ligado a bilhões de informações
Usufruo dela
Para ser o gentil galanteador,
Cantor, não!
Poeta namorador com sua gentileza gozando desse privilégio de sê-lo.
Roubo corações,
Mais os deixo livres
Sem levar um pedaço se quer.
Prefiro-os inteiros para viver e
Continuar pulsando porque quero ouvi-los.
Poty – 10/04/2010

O barulho

A chuva começou a bater na porta, na janela de meu quarto... As gotas fortes geraram barulhos ensurdecedores mais eram necessárias elas.
Segui acompanhando o seu som e com ela me levantei.
É incomparável este barulho!
Meio cambaleando levantei-me, sonolento fui ao banheiro...
Não consegui prosseguir meu sono.
O mais perturbador era o toque do celular, dando sinal que a bateria estava fraca, mas que barulhinho chato... Este tan tan tan tan incomoda tanto... Não teve jeito levantei, o peguei, o levei até a cozinha e depois acendi a luz da sala e fui ao computador... Fiquei na dúvida se ligava ou não, decidir ligar.
Quando estava no computador despertei-me e não tinha mais jeito de voltar à cama, o que aconteceu?! Parou a chuva e o toque do celular também. Ufa, até que enfim! Mas o sono foi de uma vez.
Poty – 04/04/2010

Critica

De qualquer maneira me animo a escreve...
Seja para os que querem ler ou não...
É a minha viagem
Vôo como uma Águia quando poetizo
Eternizo-me diante de meus versos
Enamoro quando me inspiram
Desejo quando as letras se delineiam em meus pensamentos
Satisfaz-me os que lêem minhas poesias
Aprendo com os que criticam
E dela continuo a escrever.
Poty – 02/04/2010

O ponto

Independente o que somos,
O que devemos deixar de ser,
Seremos apenas porções que serão jogadas ao ar,
Nas profundezas da terra,
Ao mar talvez...
E nada adianta ficar se maltratando pelo que fez
Ou deixou de fazer...
Se quiseres faça,
Se não queres deixa assim mesmo...
A vida é um ponto entre tantos pontos (milhares, milhões)
Que não tem como constatar.
Poty – 29/03/2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

SARAU DA LOCURA



SERÁ COM MUITAS ATIVIDADES CULTURAIS: POESIA, TEATRO, MÚSICA, DANÇA, VÍDEOS E MUITO MAIS...
A novidade é que teremos várias bandas que irão dar continuidade a festa após o Sarau.

muita loucuraaaaaaaaaa

Loucura
Tantas loucuras que vamos nos enlouquecer
Deixemos contagiar porque dela seremos mais loucos ainda
Viveremos como loucos pensantes sem que a razão imponha a certeza de ser
Poty – 08/10/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

A que atenta

A que inventa
é atenta,
as vezes desatenta...
firme
lúcida
pequena,
mas
na sua pequenez
vem o amor
que mexe
com a gente
e não se agüenta.
Poty – 29/03/2010

O poeta




O poeta voa sem precisar de asas,
É como se fosse Águia em direção ao sol,
Em busca do lugar mais alto.

Penetra no mais profundo ser da imaginação.

Viaja em todos os sentidos.
Pisa firme quando quer
E
Flutua quando escreve.

Observador nato.

Inquieto em seu mundo
De imortais
Para mortais.

Vive o seu tempo
Vai contra o tempo
Esquece
Ultrapassa o próprio tempo.
Poty – 25/03/2010

Teste

O texto que não vem, mas fica testado.
Feito o teste, confirmo.
Está afirmado o contexto do texto testado.
Seja o teste do pretexto anexado sem nexo com o teste que nem sei,
seja lá o que for, foi seguido respondido, é apenas teste.
Poty – 20/03/2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


Deixem o amor fluir na mente e no coração sem preconceito e distinção...

Apenas viva!

Faça o que é de melhor e lute para acabar a discriminação.

Viva a Parada Livre!

Poty

domingo, 29 de agosto de 2010

Vou te dar braços e abraços


Caio em teus braços,
fico nos teus braços,
naquele abraço,
com braços laçados,
nesses braços que é meu laço,
mais que abraço.
vem aos meus braços,
dou aquele abraço
sem lagar os teus...
Poty/Binha – 17/04/2010

Noites sem fim



Criei um cercado pra mim,
Mas não consegui guarda-te.

Construí um lar pra mim,
Não consegui segurar-te.

Eu tenho um sonho
Atravessarei rios
Para alcançar-te.

Estremeço quando chego perto de ti.

Sofro sem ter você ao meu lado.

Você fugiu
Procurei-te
Não sei mais o que fazer
Não sei onde te encontrar.

Sou um castelo de areia que se acaba com as ondas do mar.

O nosso amor se acabou.
Foram tempestades no deserto que devastou.

Varei noites pensando em ti...
Não sei mais o que fazer.
Poty – 16/03/2009

Não tem explicação



Minha pura sensação,
Minha excitação.
O absinto que sinto.
Meu tentamento.
Toque que não toquei.
Meu vulcão.
Minha relação sem está relacionada.
Desejo sempre desejado.
É o que fica, mas não a tenho.
O começo, mas nunca o fim...
O meio que não chegou e nem terminou...
É o tudo, do nada que tenho.
Haverá de ter!
É e será sempre o desejado!
Um dia pode ser,
Quem sabe?
Só você!
Sim, só você.
Poty – 13/03/2010

Nasce a mais bela, a mais linda das princesas...
Trazendo consigo a arvore do amor, do Genesis da vida procriada...
Será eterna princesa entre os mortais, meramente mortais...
Entre nós nasceu, veio viver esta nova geração, será a salvação da humanidade...
O brilho.
Regozijo.
A amada de todos!
Nasceu para amar e ser amada... Eterna luz!
Poty – 06/02/2009

Paixão é tolice



Sou feita de paixão,
Propensa a tolices
E capaz de fazê-la.

Sei que vou deixar acontecer
Sem pensar nas conseqüências,
Poderei sofrer com este fogo que me arrebata,
Louca paixão.

Direi em pensamentos que nunca mais hei de fazer,
Mais vem outra e entro de corpo e alma
Como sendo a primeira vez...
Serei tola outra vez.

Por causa dela sou o poço;
Não ficarei no fundo
Porque quero a paixão dilaceradamente,
Meu corpo grita incansavelmente,
Incessantemente pelo o amor que não terei.
Poty – 06/03/2010

Corações separados


A saudade aumenta,
A distância diminui,
O coração acelera,
A vida consome...
A imaginação vai longe
E como vai a busca do impossível, do proibido...
... O pensar voa...
Olhar atento
As vezes à toa...
Ainda mais quando está friozinho,
Uma garoa fina a bater na janela,
O coração acelera e pensamentos voam...
Vou seguindo sem você,
Mas acelera os compassos das batidas que fazem pensar na distancia e também no quanto seriamos felizes perto...
Juntando os dois corações num só coração.
Poty – 04/03/2010

Ela passa


Quando a vida passa,
Só passa...
E as marcas ficarão.
Quando insiste em ficar...
Não tem jeito...
Chegará o dia que se tornará pó.
Não tem como ficar
No alto da compadecida
Em lamentações
Compadecendo-se
Do flagelo carcomido
Pelo tempo.
Poty – 02/03/2010
Se não fossem os meus sonhos,
A minha liberdade não viveria.
Poty – 19/02/2009

É lindo esta parte que me cabe ver... Imagino você por completa... Ai/ai/ai/ai/ ai... Não suportaria a velocidade do meu coração.
Poty – 20/02/2010


Sorria encanto...
O meu desencanto some com o vôo de teu sorriso.
Poty – 20/02/2010

Amparo


Guardarei nossos segredos
Não como algo inabalável, intocável,
Mas como anteparo da hipocrisia e
Como sendo a nossa causa...
... Só nossa e de mais ninguém.

Não repararei as nossas desavenças
Porque delas tiraremos proveitos...
... É através delas que aprendemos.

Aguardo e não reparo.

Despreparados estão
Para ser guardião
De nossas convicções.

Não darei guarida aos invasores,
Aos que se intrometem
Em nossas relações
Seja ela qual for.

Seremos o amparo
De nós mesmos...
Resguardando as devidas pretensões.
Poty – 16/02/2010

Você chega de mansinho...
... Quieta fica.
Não sei se é por causa de mim
Ou por causa de ti,
Somente ti.

Deixa-me pensativo,
Inquieto
Querendo resposta...
... Apenas resposta.

Quero algo a mais.
Quero penetrar
Em teus pensamentos,
Descobri-los,
Fazer parte deles.
Será que deixas?!
Vou assim mesmo!

Cativa-me com teu jeito bruto a ser lapidado...
... Serei o artífice que lapidará esta jóia preciosa.
Poty – 14/02/2010

Teu telhado


Vou ter o telhado?
Pode ser o quarto ao lado.

Você deixa entrar?
Passo a chuva e vou embora.

Não o quero pra mim!
Apenas um aconchego e partirei sem deixar vestígios.

Não é de vidro
É espaço forte
E nem quero ser invisível.

Deixa ir!
Não preciso pra sempre, são alguns dias e seguirei meu destino.

Não levarei nada, ficará sobre teu telhado... Quero apenas teu amor!

O que se construiu sob ele não será cobrado e nem será abraçado como sendo a última causa...
... És a própria causa de viver.

Sob teu telhado vai ficar o passado -
Não me deixas entrar porque dormes dele, -
És executora do acontecido que caia sobre ti.
E recusas eu entrar!
Poty – 08/02/2010

Eu não tenho

Eu não tenho nada -
Eu não vejo então -
Fico sem nada.

Eu não tenho,
O que fazer sem pão?

Vaza pelas mãos
Escorre nesta vazão,
Eu não tenho.

O que fazer nesta imensa solidão?
Não tenho anda.

Continuo nesta vastidão,
Sem nada ter.

Durmo sem colchão
No chão duro
E não sei o que remediar.

Não tenho onde morar
Fico perambulando por ai neste mundo que cabe
E me coube ficar sem chão.
Poty – 30/01/2010

Apenas Mãos


Apenas mãos
Mãos calejadas,
Mãos que escreve
Mãos que acaricia, ah essas mãos...
Mãos que abanam
Mãos que tapeiam
Mãos que cuidam... Mãos, ah mãos...
Mãos que agarram
Mãos que afagam
Mãos sensíveis,
Mãos que acenam... Mãos são mãos, mas que mãos!
Mãos que tocam,
Mãos carinhosas,
Mãos protetoras,
Mãos salientes, ah como queria essas mãos.
Mãos traçando mãos,
Mãos roubando irmãos,
Mãos doadoras,
Mãos louvando,
Mãos tocando seja lá o que for, são mãos!
Foi escrito por várias mãos!
Poty/Binha – 28/01/2010
Na janela há flores

As flores exalam na janela recebendo fluídos do sol irradiando as pétalas...
Assim transformando o canto que as têm.
... Eu tenho o sentimento sem expressão...
Deixo-as pairando sobre a luz que surge pela janela.
Colher e ser colhida com exatidão.
... Na minha janela tem a flor de mirra...
(Na minha tem a flor que mereces),
Flor de todo dia,
Flor que se espalha
A flor que regamos...
Seja onde estiver,
Mas na janela tem seu brilho.
Poty – 13/01/2010
O mundo é a estância viva que fecunda.
Poty – 10/01/2010
O Corredor
Corredor azarento
Corredor que passa,
Dos andarinhos,
Dos fantasmas...
Que a noite se movimenta,
De criancinhas brincando,
De pessoas andando sonâmbulos em busca do nada...
De almas penadas,
De vivos azarentos,
Zombando por nada...
Corredor das passaradas
Trafegando sem nada...
Parece trafego de almas penadas
Querendo levar os que ainda permanecem brincando e azarando a bicharada...
Os que são e os que já foram,
Passasse, mas repassasse também...
E ficam os sentimentos partilhados.
O corredor não vai a lugar nenhum!
Poty – 08/01/2010
Entre nós...
Pelo menos te faço algo
Que satisfaz e me satisfaz também,
Mas fala muito de ti contigo mesmo
E de mim comigo mesma...
Sinto eco em mim.
Poty – 08/01/2010
Tenta-me

Você me tenta
E quero ser tentado por ti.
Contenta-me a tua perdição.
Sinto bem pelo teu tentar,
Pela tua sensibilidade
Por tua sensualidade
Pelo teu sorriso
Pela tua pele
Pelo teu olhar
Pela tua timidez
Por tua sensatez
Por tuas imaginações
Por tua solidão
Pela tua mansidão
... A tua causa, sem causa...
Poty – 07/01/2010
Alma...
Energia flutuante
Água corrente que desce montanhas
Segue caminhos inesquecíveis
Vai energizando por onde passa
Por quais afluentes circula...
Poty – 03/01/2010
Não adianta Plástica

Nada adianta se não te faz bem,
Nada adianta se tua morada interior não se encontra bem,
Se você não se sente segura para seguir a vida.
Quando a plástica recobre os defeitos externos e encobre os internos.
Para quê uma boa estética se a ética encontra-se desmoronando.
Se quiseres fazer, que faça, mais seja num ato de reconciliação do corpo com suas energias.
Poty – 03/01/2010

terça-feira, 6 de julho de 2010










Zine Da Gaveta apresenta
Sarau do Desespero
Música, vídeo, teatro, dança, literarura... Tudo com o tempero do desespero.
O desespero alimentando a arte!
Lançamento do zine Da Gaveta n 5.
10 de julho às 22h
Studio Mix 54 (Rua Visconde de Pelotas, 87 - Centro - Caxias do Sul)
Valor: R$ 7,00
Ingressos antecipados no Leeds Pub (Rua Os 18 do Forte, 314 - Lourdes - Caxias do Sul)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Desespero








Vou desesperadamente em busca de algo...

Não sei o que...

O desespero chegou

Pegou

E arrasou...

Aflito fiquei

Apaguei-me

Não desesperei...

Veio de surpresa

Levou-me feito louco apaixonado

Transtornado

Desesperado...

... Não tenho mais o que fazer se estou sem esperança –

Dizem que é a última que morre –

... Vou deixar para alguém...

Porque a desesperança é minha!

Não quero contagiar ninguém.

Poty – 12/05/2010

No cárcere



Não fiquei quieto diante meu cárcere.

Aproveitei as paredes e escrevi sobre este momento.

Nos porões não há como se sujeitar da infeliz situação.

Manifestei-me!

Usarei os carrascos para torná-las evidentes!

... O que fiz na prisão foi disseminado além muro...

Sustentei-me!

Permaneci firme diante meus torturadores.

Pois a liberdade de escrever é potente e

Não há cárcere que derrube.

Poty – 29/05/2010

Arisco



Vivo no risco, com risco

... Arisco...

Risquei da vida danos normais

Mais arisquei as memórias que guardei...

Riscarei os danos, folharei o que nos fez bem.

Poty – 19/05/2010

Existência


Somos cavaleiros andante, errante que segue sem se deixar cair, mais que caia e se levante.

A vida é passagem sem que seja algo que difere de nossa relação de mortal.

Continuemos entre altos e baixos sem querer ficar no lodo que resvala sobre nós.

Deixemos os males fazerem parte não tomando conta por si só e que a outra parte seja o contrapeso deste equilíbrio.

A existência inexiste desde que não queira existir.

Sejamos o fragmento da existência ou não?!

Poty – 22/05/2010

Tsunami










Leva

Lava

Arrasa

Deixa vestígios...

Renova

Inova

Os males...

Teima

Persiste

E não deixa se levar...

Segue.

Resiste

Fica

E começa tudo de novo.

Poty - 28/04/2010

Não tenho tempo


Não tenho tempo...

... Dê tempo ao tempo e qualquer dia terá tempo que o tempo dirá e fará dele o teu tempo.

Poty – 20/05/2010

O Animal que vive dentro de mim










O animal que vive dentro de mim...

Nestas andanças

Mato o animal

A Cada dia que se encontra dentro de mim



Revigora-se o instinto que

Faz-me ser

Caçado

Caçador



Enfrento todos os dias

Este animal

Que acorda em mim

Ferozmente



Abraço-me ao meu temor

Envolvo-me com minhas verdades

Encaro-os as inverdades...



Solto o corpo tenro.

Abandono a rigidez

Que este animal faz-me sofrer...

Vou continuar com ele...

É a garantia de minha sobrevida.

Poty – 26/05/2010

Acreditar

O que me assusta

É não acreditar mais.

É não sonhar mais.

Não a dor que sinto.



O que me entristece

É deixar de acreditar

Em ti.

Não por causa do que és,

Mas o que deixou de fazer.



Quero sentir o calor dos teus braços

Do que a indiferença que nos afasta.



Tenho que acreditar

Se não serei algo sem vida.

Poty – 13/04/2010

domingo, 11 de abril de 2010

Dá-me

Dá-me
O teu prato
Porque não tenho o que comer

Dá-me
O teu amor
Porque sem ele não sei viver

Dá-me
O teu lado que não conheço
Porque hei de saber reconhecer

Dá-me
A razão de viver
Porque sem ela
Não saberei te ver

Dá-me
Apenas o pouco
Ou o suficiente –
Se não vier –
Basta o que tiver
Poty – 08/01/2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sem estágio

Todos querem ir ao céu,
Mas não querem morrer!

Querem ter a vida eterna,
Mais não faz por onde tê-la!

Vivem o flagelo
E querem o martírio.

Destroem a vida
E querem a ressurreição.

Querem ser elevados sem passar pela agonia que construiu.

Da sublevação
Ao sufrágio.

Querem o céu dos vivos,
Não o inferno dos mortos...
A gélida palidez d’alma
Do que o calor infernal.

Só querem,
Mas ficam sem.
Poty – 26/02/2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amar é

Sempre há lugares para novos amores...
Não sou fechado aos amores...
Amar é sem fronteira...
É ser livre.
... Amar é...
Nada mais o possível do impossível.
Poty – 30/01/2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Minhas travessuras

Eu, feito menino
Vou brincando
Com minhas artimanhas
Se querer parar.

Sou menino rebelde.
Dou gargalhadas
De minhas travessuras.
As vezes deixo pessoas horrorizadas.
Só faço coisas boas para alegrar os que estão carentes, tristes, necessitando de algo a mais...

Sou menino travesso
Que atravesso
E permaneço no mesmo lado...
Vou ao outro lado para cometer travessuras.

Não fico quieto,
Me inquieto diante tanta arte...
Contesto.

Sou o arquiteto
Que detesto
A pequenez,
Por isso sou a própria travessura.
Poty – 06/02/2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Meu presente...

Ainda não sei se vai...

Não terá laços, nem fitas e tão pouco papel maché luminoso...

Se for será surpresa...

Será com emoção...

Não será comentado a ninguém...

Será de coração...

De mente aberta sem querer cobrar outro de volta...

Poty – 21/01/2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

A dita ditadura

O ditado
Da ditadura
Não é escrito...
É proscrito nos porões,
Na tortura,
E na repressão.

É com subterfúgios
E não há negociação...
É à base de bala,
Coturnos
E prisões...
... O terror é a solução.

O medo impera...
Quem dita
São os canhões.

Há os mortos
E jogados nos crotões.

Continuam a ditar o medo
Para ninguém saber
Como foi ditado nos porões.
Poty – 16/01/2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Terra dando resposta

Entre escombros há vida!
Desmorona construções,
Outros se vão
E há os que ainda querem controlar os irmãos.

A terra respondendo com sua vida em ebulição,
Vai mexendo nas profundezes,
Vai trepidando entre placas
E chega a terra com imensa precisão.

Do espaço vem conjugando a mais tenra situação...
Trovões, tempestades, chuvas torrenciais, enchentes
E fica o homem nadando em seus próprios descasos.

Usufruiu de sua morada (da terra)
E a fez de mera ocasião...
Deixando catástrofe,
Fome (miserabilidade)
E nem quis saber o que poderia acontecer após a usurpação.

O descaso com a vida,
Com a terra,
Com os que sofrem...
Só se juntam,
Só há irmandade,
Solidariedade...
(Sem olhar a quem)
É quando chocalha as nossas mentes através
Da destruição.
Poty – 16/01/2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mate















Partilha esse chimarrão comigo?...
Todo!
Até o fim
A última gota
O último roncado
A última chupada
E vamos papeando
Passando de mão e mão
O mate amargo que faz bem
A roda ta feita para o chimarrão circular...
Poty – 09/01/2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O que virá depois deste?

Apenas o novo que não sei...

São expectativas,

Desejos a realizar,

Sonhos a concretizar.

Estarei neste último dia a esperar o inesperado,

Mas festejando o que realizei,

Conquistei,

O trabalho que desenvolvi

E Dentre delas,

Amizades,

Amores...

Para permanecer vou está de branco, vermelho, verde, amarelo, azul, rosa...

Colorido total!

Vai ser assim!

São cores do amor.

Da Sorte.

Da Paixão.

Da Paz.

Da Esperança.

É o que basta!

O que quero mais?!

É só deixa passar,

Porque virá outro e outros.

Poty 28/12/2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O presente que ganhamos!

Não ganhei,
Mas tive carinho
Abraço e
Beijos.

Tive triste porque me senti mal com a desolação do outro.

Não quero presente por causa da pressão comercial,
Por obrigação,
Mas por livre escolha.

Quero ganhar presente
Por estima,
Dedicação,
Espontaneidade,
Amor e
Paixão.

Sem demérito aos que vivem achando que é oblação.
Há os que acham que compra os outros dando as migalhas
E há os que escolhem o presente que quer ganhar.

Quero ganhar presente,
Mas que seja sem pretensão.
Poty – 25/12/2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal que passa...

A cada Natal que vem,
Outros passarão.

Vem outro e passará.

Fica a preparação do próximo.
Agonia sem fim.

Todos a festejar!

Comida farta
Outros sem pão.

Uns choram
Alguns até soltam gargalhadas.

Celebram a vida
Outros lembram a morte.

O Natal será o mesmo.
Poty – 17/12/2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Sozinho...

Na escuridão
Do meu silêncio
Continuo a varar a noite

Fico a testar-me
Perante o silêncio
Que me faz calar

Sou o silêncio
Que não quer falar

Deixa-me quieto
Quero estar sozinho

Serei a calma
Que lavará a alma

A retidão
Com exatidão

O afastamento
Do dia
Que permeia em mim

O alongamento
Da noite
Que me toma conta

Na escuridão
Permaneço
E não quero mais nada
Poty – 28/11/2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Distância

Que o sussurrar do vento te leve um beijo carinhoso e eterno e me deixe em seus pensamentos para que a distância não apague de ti minha existência.
Não deixarei apagar. Os ventos sopram no quadrante, - entre o sul e o norte, de leste a oeste - e carrega-me até ti. A distância é física de corpo presente, mas a gente sente com a mente esvoaçante voando sem fim.
Poty – 21/11/2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Sorte

Fico a me perguntar,
Precisamos de sorte ou de oportunidade?
Será que sorte é ter direito de viver?!
Onde se ganha sorte?!
Nasce com ela
Ou ela vem?!
Será que é para todos
Ou para alguns?!
Onde se materializa,
No caça níquel,
No carteado,
Na noitada...
... Em Deus...
Para alguns há sorte,
E para outros azar.
Como se materializa?
Se não vem para todos...
Então há os fortes
E fracos.
Deixemos a sorte de lado
E faremos acontecer
Oportunidades para todos.
Poty – 11/10/2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Descendência/ascendência

Está escrito na genética
A tua com a minha
A minha com a tua
Aparência.

Não tem como esconder,
Encontra-se na minúscula partícula
De nossos ancestrais.

Somos antepassados
Que as células nos conduzem.

Traz-se marcado
Traços traçado pelas digitais.

Não há de se negar
As aparências
Que nos é negada.

Transcende o que se descende.
Poty – 20/10/2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Nega-me

Nega-me o teu amor, a tua indiferença, a tua raiva, a tua insensatez, mas nunca a tua liberdade, porque não viveria.
Poty – 01/011/2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Há...

Há...
Há os que vivem
Há os que nascem
Há os que continuam vivendo
Há os que não querem nada com a vida
Há os que vivem numa boa
Há os que desistem de viver
Há os que não dão bola...
Há os que nem querem saber...
Há os sem destino/rumo
Há os que aproveitam
Há os que a tiram...
Há os que se jogam do precipício
Há os que somem
Há os que vão subitamente
Há os que nos deixam se avisar
Há os pelo menos dão recado
Há os que vão e não voltam mais
Há os que voltam e nem dão satisfação
Há os que permanecem
Há os que ficam para sempre
Há de tudo nesta vida
Poty – 31/10/2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Assexuada/sexuada

Se dizes que sou sua juventude, que te faço viver, então não és assexuada, és sexuada porque vives animada com minha presença, com minha vivacidade, com minha juventude, com minha animação, que sou a tua alegria personificada, que sou teu amor fraternal, mas quero ser carnal... É melhor carnal porque me excitas para vida, para além de minha imaginação...
Poty – 24/10/2009

sábado, 10 de outubro de 2009

Minha

Minha Carlota Joaquina...

Minha diva no divã...

Minha rainha sem realeza...

Minha santa sem altar...

Minha advogada sem direito/sem causa...

Minha, mas pode ser livre sem pestanejar...

Minha Deusa sem dono...

Minha fã no afã...

Minha musa lusa...

Minha jovem menina...

Minha mulher que aqui termina,

Mas fica a marca de estima.

Poty – 04/10/2009

sábado, 12 de setembro de 2009

Sol, meu Sol

Sol, meu Sol

Ilumina esta escuridão que quer invadir...

Irradia o meu amanhecer...

Jorre teus raios sobre nós...

Sol, meu Sol.

Não me queime, mas quero raiando o dia

Para com você a navegar.

Vai, brilha e

Esquenta

Meu sol.

Aquece-me.
Poty – 05/09/009

domingo, 6 de setembro de 2009

Inspire-se

Surge do nada...
De alguma observação...
De algo que chama atenção...
D’um estalo,
D’um olhar,
De qualquer acontecimento...
Fonte inspiradora, você mulher.
Tudo há inspiração
Solte a imaginação.
Deixe teus sentimentos falar alto.
Dance se for possível.
Cante sem saber cantar.
Escreva sem parar
Para a inspiração não falhar...
Inspire-se, não deixe para depois!
Poty – 05/09/09

domingo, 30 de agosto de 2009

Gotas e Penas

Gotas caem...
Vai gota molha meu coração!

Penas voam...
Dão asas a imaginação,
Fustiga a pousar em minhas mãos
Sublimes plumas com sua leveza vão ao ar.
Poty - 30/08/2009

sábado, 29 de agosto de 2009

Fico a te esperar

Fico a te esperar
Entre olhares
Mil...
O tempo passa
E você
Não vem.

O que faço
Sem você?!

Espero
Ou
Parto pra outra?

A resposta

O tempo dirá!

Não sou
De
Esperar,
Mas
Não quero
Deixar você!

Naquele
Instante,
Fico
Com outra,
Mas
Não deixo
De
Pensar
No
Esperar
Em você.

Não faça
Mais isto,
Não
Sou
De ferro...
Sou
Tentação,
Paixão
Sem
Razão.

Quero
Amar
Você,
Sem não vem,
Amo outro alguém.
Poty – 28/08/2009

domingo, 23 de agosto de 2009

Liberte-se

A mente tem que se soltar.

Livre para voa.

Deixar levitar a mente,
O corpo não...

... é como a pluma no ar!...

Quando a mente se solta,
O corpo voa.

Sinta-se livre!
Sinta-se leve!

Sinta-se como se fosse à ave a voar ao horizonte...
Sem que perceba se há algo a atrapalhar...
Quando voa nada atrapalha...
Não tenha medo de fazer, reaja-o...
Fuja dele, faça sua fantasia, seu desejos e não se re-crime...
Desfrute de tua satisfação...
Deixe ir embora à insatisfação.

Aproveite enquanto há tempo...
Poderá ser tarde quando quiser...
Deixe fluir a mente.

Sentimentos presos,
Desejos que se encontram no calabouço...
O mal é não realizar,
Doente fica se não externar...
Nem que seja no menor lugar...
Não precisa o mundo saber,
Apenas seja você.
Poty – 22/08/2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Recado

Alguns escrevem um livro com lindas palavras, às vezes incompreensível que precisa até de um dicionário na cabeceira da cama, na mesa, onde estiver.
Outro no jornal: na capa, na coluna social, na página policial.
Tem os críticos de cinema, de teatro, de dança, de novela, até de tudo que aparece dão seu recado.
Os analistas que analisam tudo.
E os comentaristas nem se fala!
Tem os que encenam, representam, cantam, interpretam, traduz e faz emocionar.
Eu apenas mando meu recado por alguém, pelo pombo correio, por sedex, por e-mail e às vezes vou pessoalmente levá-lo.
poty - 22/08/2009

domingo, 16 de agosto de 2009

Detenha-me

Meus pensamentos são vorazes,
Tão aguçados...
Então me detenha!

Hoje meu dia é de cão,
Venha detenha-me!

A situação é caótica
Não deixe de me deter!

Sou teu furor...
Não tem como me deter!

Serei teu juiz
Sem prejuízo...
Algoz de tua insatisfação

Teu caso infernal
Não tem nada anormal
Neste mundo normal.

... Venha detenha-me!...

Caberá a você deter-me!
Caso contrário serei a tua penúria.
Astúcia em minha detenção.
Poty – 14/08/2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Nada

Nada

Não dou nada
Não faço nada
Nada não faço
Não faz nada

Ando no nada,
Ando sem nada...
No nada eu fico

Nado no nada...
Nada nadando
Fico nadando

Fico sem nada
Não quero nada

O nada não é solução...
Nada é o vácuo sem animação.

Eu não tenho nada,
Mas o nada está em mim...

O nada toma conta de mim
De mim ele toma conta e me decepciona...

Vislumbro o nada no horizonte
Poty – 09/08/2009

domingo, 9 de agosto de 2009

Vai Pai...

Vai pai...
Abraça-me
Feito homem
Tua presença
Satisfaz-me
Não faz mal
Sentir
Teu carinho
Tua sensibilidade escondida,
Nunca dita,
Nem externada
Mais sei que tens.

Sei que preciso
De tua firmeza –
Com certeza –
Ela
Será
Minha
Afirmação.
Poty – 09/09/2009

sábado, 8 de agosto de 2009

Desconstrução humana

Destruir
O que se construí...
... Não me venha com esta
Que somos seres racionais,
Mas para quê tanta irracionalidade?!

A banalidade
Destitui
A capacidade de perceber
De ater-se
De relacionar-se

Não tem como negar
A existência do caos...
... Dele pode ser que
Consigamos reatar-se
Com o universo.

Alguns vendo morrer
Ajuda a matar,
Outros nem dá a mínima
E vão seguindo como se não
Acontecesse nada,
Mas este nada
Vira contra eles!

Enquanto tiver em busca
Incessante da perfeição
Além da condição humana,
Haverá intolerância;
Precisa sim,
Captar que a composição –
Mal/bom, bem/mau –
Está intrínseca
Em nós animais
Ditos racionais.

É saber aprender
A lhe dar com
Esta condição
E, assim saberemos
Conviver em harmonia
Conosco e com os
Demais desta energia universal.
Poty – 08/08/2009

domingo, 2 de agosto de 2009

Elas não usam...
A alta estima é a melhor arma da mulher...
... Digo isto porque elas vivem se achando que não pode nada...
... Imaginem se elas não soubessem que não são, seria uma fraqueza permanente.

Elas têm esta arma no subterrâneo de sua mente.
Basta ir às profundezas e emergir para o céu.
Será uma nova revolução, mais forte do que a do anticoncepcional.

Com isto será uma mulher além de suas curvas, sua sensualidade aflorada, de seus traumas e suas percepções negativas.

Basta querer emergir sua fortaleza e quando precisa é a nobre realeza que impera com sua sensibilidade de mãe, mulher, singular emoção que ajuda ao homem observar em todos os ângulos precisos...

Use-a com vigor, com amor, destemido coração, mente aberta para o mundo saber, reconhecer a sabedoria, a melodia que o corpo tem...

Não deixe escapar a força que vocês têm!

Serão lindas, mais lindas com a arma da alta estima e com ela furar o cerco milenar cultural que se mantêm.
Poty – 02/08/2009

domingo, 5 de julho de 2009

Eu e a noite

Ando
Na
Noite,
A
Noite
Anda
Em
Mim...
Somos
Crianças
Sem
Sono.
Poty – 04/07/2009

sábado, 4 de julho de 2009

Deixe a vida circular

Deixe o coração pulsar
Deixe a mente fluir/oxigenar
Deixe o desejo acontecer...
Nada melhor do que a liberdade para se expressar!

Deixe o corpo flutuar
Deixe as pernas tremer
Deixe sua boca balbuciar
Deixe o corpo responder...
Nada melhor do que viver e atuar!

Deixe os olhos ir além, muito além...
... Nos confins da terra
No alto mar
As estrelas no céu...
Nada melhor do que observar e corresponder!

Deixe a imaginação fantasiar...
Nada melhor do que asas para imaginar!
Poty – 01/07/2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Entrada

Entra como se fosse nunca ou não entra jamais, mas deixo uma brecha para entrar. É melhor ainda quando encontramos este meio de entrar. Pior quando as brechas se fecham.
Poty – 29/06/2009

sábado, 27 de junho de 2009

Delicias

Uma delicia que tenho vontade de provar, mas não provei...
Ah! Se um dia provar não vou querer mais parar...
Delicia é pra viciar
Sem querer se tornar vicio vicioso...
Vou me deliciando!
De tuas delicias mil
Provarei sem provar,
Mas cabe em meu lugar.
Deixa te deliciar!
A tua delicia é longa e duradoura, a minha e vindoura!
Poty – 25/06/2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Caminhe...

Caminhe e nem imagine se vai errar...
Como saberás se não faz acontecer?!...
Porque ficar triste se nem saber o que vai ocorrer...
Se chorar, chore até faz bem, mas não o deixe ser eterno...
... Serão como nuvens passageiras...
Dele tire proveitos para continuar caminhando...
Não busque nas lamentações o teu viver, dê um basta.
Faça hoje o que não pode fazer amanhã.
Viva intensamente sem pensar que você é incapaz.
Tu podes, tu és capaz.
Não deixe a tua baixa estima vencer a tua alta estima.
Motivos há de ter,
Senões há de advir,
Dúvidas provêm...
Ressurja de suas cinzas...
Deste queimar vem a renovação
E siga a tua resignação.
Poty – 25/06/2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Corpus Crhisti

Há! Santo
Sacro-santo
Doara
Teu
Corpo
Aos abutres
E tornara
Zombaria por causa de tuas atitudes...
... Em lugar chamado sagrado...
E nele foste chicoteado,
Tapeado,
Coroado
E jorrara sangue.

O teu corpo
É a tua morada.
Santa a tua ação,
Tu não vieste em vão!

Marchaste ao calvário
E lá ficaste.

Do teu manto manchado de sangue
Transformara em pão e vinho

Comera/bebera a tua sagrada doação

Tu quiseste desistir, mas continuaste - eles quiseram - e foste à cova dos leões e não voltaste mais!
Segue o teu corpo em adoração!
Poty – 10/05/2009

sábado, 30 de maio de 2009

A vida resume-se a...

A vida resume-se a...
... As atitudes, as ações, ao carinho, ao amor, ao desprendimento, ao bem-estar, ao companheirismo, a solidariedade, aos momentos de estar entre amigos e fazê-lo acontecer... Fazer sem cobranças.
A compaixão, a paixão, ao bem-viver, ao aconchego, a estar livre sem amarras, a ser feliz sem olhar a quem... É seguir o rumo sem rodeios.
A continuar a viver sabendo que um dia vai, mas deixa o mais importante... Os teus ensinamentos, a tua vontade de querem bem, o teu legado, a tua memória... Os objetos não importam! E isto se resume.
Poty – 30/05/2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Raimundo

É como não fosse nada,
Mas é tudo porque tem o mundo,
Simples!
Tem o mundo no seu nome.
Poty – 01/05/2009

domingo, 24 de maio de 2009

Entre grades








Vivo no meu refúgio
Por causa das mazelas
Que criei.

Não é obra do acaso!

É o subterfúgio
Do mundo maldito
E não obra de qualquer Deus,
Sim de nossas artimanhas.

Somos prisioneiros
De nós mesmos.

Criamos nossos muros,
Nossas grades
As nossas muralhas
E não sabemos como fugir delas!

Escolhemos os que vão para o gueto
E quem serão os donos das armações, das mansões
Armados de unhas e dentes e depois querem que aja paz,
Mas a guerra ta feita dentro de nossas prisões.

Seremos o próprio véu
Da violência entre nossos
Arranhas céu, condomínios, favelas, palafitas, mangues
Ribeirinhos etc. etc. etc. etc.
Poty – 23/05/2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Tédio





Deparo-me
Sem nenhuma
Vontade de falar,
Num silêncio profundo –
Neste momento tosco –
Apenas querendo escrever.

Não quero saber
Do certo
Ou
Errado...
Fique para quem
Quiser julgar
E dar seu veredicto final.

Pois eu continuarei
Como o meu silêncio
E continuarei escrevendo
Sem a mínima arrogância.

Apenas recitando
Neste pequeno papel –
Que só o tempo dirá –
Quero anotar
O meu momento que aqui termina!

Fica para vocês
A resposta
Sem pergunta...
Tire suas conclusões
Do que imaginam!

Deixarei lacunas
A ser preenchidas.

A vontade é extravasar,
Mas vou negar-lhes!

Ficará o amargo
O gosto de fel
No véu...
Prefiro assim,
Hoje sou assim.
Poty – 06/05/2009

domingo, 10 de maio de 2009

Não quero pela metade, quero por inteira

Não quero pela metade, quero por inteira

Para quê a metade

Se posso tê-la inteira



Se você vier pronta

É melhor!



O pedaço não serve

Se tenho em mãos você integral



Como ficarei com uma parte?!



Quero toda perto de mim!



Seu todo é meu complemento



O meu inteiro

É o seu terço,

Então seremos complemento



Entre o meu todo

Como o teu também



O resquício não serve para ninguém

Não aceitarei também



Venha de mente e alma

É plena que me convém!

Poty – 10/05/2009

sábado, 9 de maio de 2009

Mãe para sempre


















Mãe dar colo
Dar nanar/ninar
Acalenta
Dar de mamar

Mãe é carinhosa
Amorosa
Talentosa
Cuidadosa

Mãe é sempre protetora

Nem vou chamar de santa,
Mas é caridosa
Atenciosa

Sempre pronta
Para cuidar
Nem se sente cansada
Prontifica-se
E nem que saber como vai ficar.

Nós marmanjos,
Pra ela um bebê

Se possível
Nenhum sai de perto dela

Mãe sempre a disposição
Não tem tempo ruim
É capaz de tudo,
Vai seguindo a sua resignação.

Mãe
Mamã, ama-de-leite/babá/criadeira
Mãezinha é só minha
Mamãe, genetriz/genitora/progenitora
Mãe de coração imenso sempre cabe mais um!
Poty – 08/05/2009

domingo, 3 de maio de 2009

Ser velho ou novo, qual a diferença?

Não importa a tua idade, o que importa é você, o teu sorriso, a tua simpatia, o teu olhar, as tuas manias, a tua experiência, os teus anseios... A nossa troca, seja ela de diferença de idade, mas é de sentimento, de carinho, de amor (carnal, de desejos, de fantasias), que seja de amizade, mas sincero não porque a idade nos impõe... Foi a nossa vida que nos fez encontrar.

Poty – 28/03/2009