quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Jack Kerouac

Infância e juventude

Kerouac, de origem franco-canadense, teve uma infância séria, onde era muito dedicado à mãe. Frequentou um colégio jesuíta e ajudou o pai numa fábrica de impressão. Um de seus traumas mais trágicos, que voltaria relatado nos seus romances, foi a morte do seu irmão Gerard quando ele tinha apenas nove anos.
Devido às dificuldades económicas por que passava a família, Jack resolveu fazer parte da equipe de futebol americano do colégio para tentar uma bolsa de estudo na faculdade. Conseguiu entrar na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, para onde se mudou com a família. Devido a um acidente que o impossibilitou de jogar por alguns meses, Kerouac começou a passar mais tempo frequentando a biblioteca da universidade, tendo assim seu primeiro contacto com autores que influenciaram muito da sua obra, entre os quais cita : Louis-Ferdinand Céline, Jack London
Não se ajustando à Marinha de guerra, acabou na Marinha mercante, onde ficou algum tempo. Quando não estava em viagem, Jack andava por Nova Iorque acompanhado pelos seus amigos "delinquentes" da Universidade de Columbia, entre eles Allen Ginsberg e William Burroughs, chamado de Bill pelos camaradas, além do seu maior companheiro de viagens, Neal Cassady.Este,recém chegado em Nova York,com sua esposa de 16 anos.Neal Cassady era um verdadeiro produto das ruas,passou sua infância e parte da juventude em reformatórios . Foi a época em que Jack conheceu os grandes amigos que formariam, alguns anos mais tarde, o "pelotão de frente" da geração beat, para desgosto da mãe.

[editar]As grandes viagens e escritos

Kerouac "começou" escrevendo um romance, The Town and The City, sobre os tormentos sofridos na tentativa de equilibrar a vida selvagem da cidade com os seus valores do velho mundo. Segundo relatado em seus diários, publicados em 2004, Kerouac tentou dar ao livro excessivo planejamento e regularização, o que tornou sua composição cansativa e desgastante. The Town and The City foi o seu primeiro romance publicado, porém não chegou a lhe trazer fama. Devido também à má experiência, passaria muito tempo sem publicar novamente. Durante o período que se sucedeu, criou os rascunhos de outras grandes obras suas - Doctor Sax e On the Road. Na tentativa de escrever sobre as surpreendentes viagens que vinha fazendo com o amigo de Columbia, Neal Cassady, Kerouac experimentou formas mais livres e espontâneas de escrever, contando as suas viagens exatamente como elas tinham acontecido, sem parar para pensar ou formular frases. O manuscrito resultante sofreria 7 anos de rejeição até ser publicado. Jack escrevia vários romances, que ia guardando em sua mochila, enquanto vagava de um lado a outro do país.
Escreveu Tristessa, obra sobre uma viciada em morfina que vive na Cidade do Mexico… É um romance triste, cheio de ensinamentos budistas, repleto de compaixão pelo sofrimento humano.
Viagens de Kerouac pela América.
A relação do escritor com Neal foi determinante para despertar em Jack sua vontade reprimida de botar o pé na estrada e desfrutar de uma liberdade ainda não experimentada. Os dois viajaram por sete anos percorrendo a rota 66, que cruza os EUA na direção leste-oeste, com descidas freqüentes ao México. Saíram de Nova York e cruzaram o país em direção a São Francisco. Nessa jornada baseou-se a obra On the Road, cujos protagonistas, Dean Moriarty e Sal Paradise, aludem a Cassady e ao próprio Kerouac.
No verão de 1953 Jack Kerouac envolveu-se com uma moça negra, experiência que usou para escrever em 1958 "Os Subterrâneos". Escrito em três dias e três noites, Os Subterrâneos foi gerado a partir do mesmo tipo de rompante inspiracional que produziu o grande clássico de Kerouac,On the Road (traduzido no Brasil em 1987 como Pé na Estrada, por Eduardo Bueno). Em 1955 Kerouac apaixonou-se por uma prostituta indígena chamada Esperanza.
Foi publicado pela primeira vez em 1960 e baseado em fatos biográficos.

[editar]O método de escrever inovador

Jack Kerouac escreveu sua obra-prima “On The Road”, livro que seria consagrado mais tarde como a “Bíblia Hippie”, em apenas três semanas. O fôlego narrativo alucinante do escritor impressionou bastante seus editores. Jack usava uma máquina de escrever e uma série de grandes folhas de papel manteiga, que cortou para servirem na máquina e juntou com fita para não ter de trocar de folha a todo momento. Redigia de forma ininterrupta, invariavelmente sem a preocupação de cadenciar o fluxo de palavras com parágrafos.
O material bruto que chegou às mãos de Malcom Cowley, da editora Viking Press, em 1957, deu trabalho. Os rolos quilométricos de texto tiveram de ser revisados, foram inseridos pontos e vírgulas e praticamente 120 páginas do original foram eliminadas. O estilo-avalanche de Jack tinha ainda um elemento intensificador. Ao contrário às idéias correntes, segundo as quais trabalhou em cima do livro sob o efeito de benzedrina, uma droga estimulante; Kerouac, em admissão própria, abasteceu seu trabalho com nada mais que café.

[editar]Drogas

O uso de drogas era comum entre Jack Kerouac e seus amigos. Sobre o assunto, o amigo Allen Ginsberg comentou que “Começamos a experimentar benzedrina e anestésicos. Eu pensava que não poderia escrever porque minha mente ficava confusa, mas Jack sentia que podia escrever romances usando isso. E acho que alguns dos seus romances do início dos anos 50 foram escritos sob efeito desses e outros tóxicos. Jack praticamente se sentava e datilografava por várias semanas, fazia correções, escrevia continuamente 5, 6 ou 7 horas por dia, às vezes até o dia inteiro”.
“Jack sempre foi muito tímido, ainda que parecesse durão, era doce, sensível, passional. Neal era mais espontâneo, machão sem fazer esforço, mas também se interessava muito pelas palavras. Ele esperava Jack ensiná-lo a ser do seu jeito. Eles eram opostos e muita gente pensava que se pareciam. Neal era rude, Jack era mais introvertido e gostaria de ter a mesma iniciativa com as mulheres. Ele gostava de ver Neal fazer isso”, diz a novelista e mulher de Neal, Carolyn Cassady.

[editar]Sucesso e crítica

O sucesso e o prestígio conquistados após a publicação de “On the Road”, em 1957, deixaram Jack atormentado. Apesar de eventuais críticas positivas que realçavam o caráter inovador da obra, muitos o tacharam de subliterato e imoral. A primeira resenha escrita por Gilbert Millstein no jornal The New York Times foi satisfatória. Ele recorda no documentário “O Rei dos Beats” qual foi sua sensação ao ler o livro: “Eu li o livro e fiquei simplesmente estupefato. Eu disse ali que acreditava naquilo como a expressão perfeita de uma geração, assim como Hemingway em ‘The Sun Also Rises’ também foi uma expressão da sua geração naquela época”.
O efeito imediato da fama causou apreensão e relutância em Jack. Joyce Johnson, a jovem namorada com quem o escritor morava na época, relembra a reação dele diante da celebração instantânea: “Ele estava agitado e com medo. Ele também sentia que teria de viver para sua imagem pública, pois todos esperariam que ele fosse como Dean Moriarty ou Neal Cassady, mas ele era só Jack Kerouac. Era bastante tímido, preferia ficar num canto olhando, refletindo.”
Logo após a publicação, Jack trabalhou intensamente em outros projetos. “The Dharma Bums”, lançado em 1958, foi a tentativa do escritor de estabelecer afinidades com o Budismo. É o relato de uma escalada com o amigo poeta Gary Snyder em busca de realizações espirituais.

[editar]Isolamento

Nesta mesma época, Jack resolveu se isolar do convívio humano. Subiu até o alto de uma colina e passou longos dias sozinho confinado em uma cabana sem eletricidade e sem vidros nas janelas. Tomava quase uma garrafa de bebida por dia e sofreu com alucinações e paranóias. A experiência foi registrada no livro “Big Sur”, de 1962.
O problema do alcoolismo piorou com o tempo. Derrotado e solitário, vai morar com a sua mãe em Long Island. Seus últimos trabalhos exibiam uma alma desconectada de um ser humano perdido em ilusões. Apesar do estereótipo de beat - ou "beatnik", alcunha que Kerouac detestava e rejeitava - o escritor era um conservador, especialmente sob a influência de sua mãe católica. O vigor deu lugar ao cansaço, e o escritor resignou-se a uma vida ordinária.
Frequentemente apaixonado, ele chegou a casar duas vezes ao longo da vida, mas ambos os matrimônios acabaram em poucos meses. Na metade dos anos 60, Jack casa novamente, agora com uma velha conhecida de infância. Ele, a esposa e a mãe se mudam para St. Petersburg, na Flórida
Em 21 de outubro de 1969, Jack Kerouac morreu de hemorragia, consequência de uma cirrose, com 47 anos, num hospital em St. Petesburg, na Flórida. O amigo e agente literário Allen Ginsberg reverencia seu talento: “Eu não conheço outro escritor que teve influência tão produtiva quanto Kerouac, que abriu o coração como escritor para contar o máximo dos segredos da sua própria mente”.
Wikiquote
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

A Mosca Azul

Ela engana
É sorrateira
Faz pensar que se têm possibilidades...
Pica e deixa suas larvas

É maldosa
Age como se fosse dona do poder
Entrega fácil
É soberba
Entra-se logo na sua lábia
Vai se rastejando
E vai pegando gosto pela ganância
É a lógica de tudo

Fica parecendo o Rei
Pode tudo
Não existe lei
Tudo pode
Tudo se faz
Não será importunado
Nem sacrificado
É assim que se engana

A Mosca pegou de jeito
O fez ser mordiscado
Pelo gosto da comida que nunca teve
Deste pão não se terá

Foi audaz
Maquiavélica
E o ouvinte incapaz

Ela pousou e amaldiçoou
Deixou seu azul
Não quis saber

Foste como bobo
E Ela armou perfeito
Surge o otário
E continua a largar suas larvas
A barbeiragem é a mesma

Cai mais um em sua sopa
Achando que vai dar tudo certo
Entre opulência e poder

O desgraçado entrou no jogo dela
Sonhando que ia ter
Poty – 25/09/2012
 

Dores

Sobre dores infernais
Inchaço
Nem consigo caminhar
Tento seguir
Chego a tomar remédio
Noite sem fim

Continua a dor
Eu cá num lamento
Não me entrego
Continuo firme
Ora deitado de perna levantada.
Ora sentado
Na cama uma agonia sem dormir
Pego as muletas,
Ah!
Muletas minha salvadora
Ajuda-me a caminhar sem pisar firme no chão
Não desisto são tantas informações
Recebo de todos (as)
Sigo com minha aflição
Vou conseguir
Não tem explicações
Todos querem saber...
Vou sair dessa!
Não tenho dúvidas
Sigo as orações
Pedidos
Até reclamações...
Acho que tu fazes direito
Tá indo contra os dizeres da profissão 
Seja lá o que for
Continuo sentindo dor
O inchaço também
Como se fosse um eterno sofredor
Fica vermelho
Nem sei mais que cor
Só sei que é dor incolor
Vou descobrir para não mais torcer
Voltou outra vez
Chega de tanta dor!
Poty – 24/09/2012

Fêmea

Fêmea
Louca
Cheia de inquietação...
Queima por dentro
Um furacão!
Incontrolável seu momento de prazer...
Sua libido sem controle
Deixa-me sem percepção
Poty - 22/09/2012

Tombo

Caiu
Tentei segurar
Foi tão rápido que nem vi, quando vi você já se encontrava no chão.
Fui ao teu encontro
Peguei-a em meus braços
Sobre eles te acalentei para aliviar a dor.
Poty – 19/09/2012

Medo

Deixa eu te olhar
Deixa eu te tocar...
Não tenha medo!
Não serei teu mal,
Serei a força que te acalma
A tua energia
Que te faz viver...
Que te abala,
Estremecer tuas bases.

Deixa ser o que você não quer que seja,
Mas lá no mais profundo sentimento
Queres que eu vá
E te faça ser teu rebento.
Teu bebê inocente/indecente/ardentemente...
Para arrebatar o teu calabouço,
Das profundezas da terra
Que esconde o teu desejo latente.

Deixa-me entrar em tuas teias,
Emaranhado sentimento
Assolando em demência
Surgindo do oculto/obscuro
Lamaçal soltando os seus bichos,
Que não quer soltar.

Serei teu libertador!
Soltarei os teus diabos
Acabado/inacabado-exaltados.
Deixa teu fogo acender,
Porque as brasas estão pipocando em você.
Poty – 23/05/2008

Meu corpo

Meu corpo grita
Meu corpo exclama
Meu corpo reclama
Meu corpo chora

Meu corpo aclama
Meu corpo sua
Meu corpo anda
Meu corpo nada (num vai-e-vem),
Meu corpo emerge, imerge
E não conhece ninguém.
Meu corpo fica paralisado dentro do trem
Meu corpo na rua vagando...
Meu corpo sentado no banco da praça
E nem sente o tempo passar.
 
 
 
Meu corpo flutua...
Meu corpo voa sem precedente.
Meu corpo vai
Meu corpo morre,
Mas vive numa boa!
Meu corpo numa janela a procura das multidões!
Meu corpo balança,
Mas volta a sentir o chão.
Meu corpo não é nada diante do cosmo
Meu corpo vira bicho
Meu corpo é puro pó...
Dele veio,
Dele se vai!
Meu corpo na areia
Meu corpo é energia/sinergia
Meu corpo é atração/retração
Meu corpo é tudo e ao mesmo tempo não vale nada!
Poty-2008

O nosso encontro

Quando te encontrei
Não tive o que fazer
Apenas te olhei
Olhos serrados

Fitei-te

Começamos a falar
Não queríamos mais parar

Como se fosse eternidade

Olhamos-nos outra vez
Paramos
Parecia que o tempo não passava
De repente estávamos nos abraçando

Deste encontro ficou a vontade de ter mais
Poty – 03/01/2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Vila dos Poetas




Não sei se existe
Nem seria preciso
Mas sonhar com a vila
Onde tivesse paixões
Sem censuras
Admoestação
Somente amantes
Não deixaria ser rotina
Porque desafina
A poesia seria sem noção
Poty – 20/09/2012


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54-9129-7233(Marcos)
54-3538-8477 (atelier)
54-9148.5012 ou 54 8402.9908 (Jussara / vendas e financeiro ) 

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"Obra do grande artista Marco Leal"





Anoitecer




Ao anoitecer a lua aparecia sobre a janela de casa
Eu me transfigurava
Não sei transformava em lobisomem
Ou ficava homem
Só sei que continuava no anoitecer.
Poty – 20/09/2012

 

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Mulher no balanço


Ela no balanço feito criança sem imaginar em suas curvas delineadas num toque sensual de mulher.
Poty – 20/09/2012



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