Eu não tenho nada -
Eu não vejo então -
Fico sem nada.
Eu não tenho,
O que fazer sem pão?
Vaza pelas mãos
Escorre nesta vazão,
Eu não tenho.
O que fazer nesta imensa solidão?
Não tenho anda.
Continuo nesta vastidão,
Sem nada ter.
Durmo sem colchão
No chão duro
E não sei o que remediar.
Não tenho onde morar
Fico perambulando por ai neste mundo que cabe
E me coube ficar sem chão.
Poty – 30/01/2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Apenas Mãos

Apenas mãos
Mãos calejadas,
Mãos que escreve
Mãos que acaricia, ah essas mãos...
Mãos que abanam
Mãos que tapeiam
Mãos que cuidam... Mãos, ah mãos...
Mãos que agarram
Mãos que afagam
Mãos sensíveis,
Mãos que acenam... Mãos são mãos, mas que mãos!
Mãos que tocam,
Mãos carinhosas,
Mãos protetoras,
Mãos salientes, ah como queria essas mãos.
Mãos traçando mãos,
Mãos roubando irmãos,
Mãos doadoras,
Mãos louvando,
Mãos tocando seja lá o que for, são mãos!
Foi escrito por várias mãos!
Poty/Binha – 28/01/2010
Na janela há flores
As flores exalam na janela recebendo fluídos do sol irradiando as pétalas...
Assim transformando o canto que as têm.
... Eu tenho o sentimento sem expressão...
Deixo-as pairando sobre a luz que surge pela janela.
Colher e ser colhida com exatidão.
... Na minha janela tem a flor de mirra...
(Na minha tem a flor que mereces),
Flor de todo dia,
Flor que se espalha
A flor que regamos...
Seja onde estiver,
Mas na janela tem seu brilho.
Poty – 13/01/2010
As flores exalam na janela recebendo fluídos do sol irradiando as pétalas...
Assim transformando o canto que as têm.
... Eu tenho o sentimento sem expressão...
Deixo-as pairando sobre a luz que surge pela janela.
Colher e ser colhida com exatidão.
... Na minha janela tem a flor de mirra...
(Na minha tem a flor que mereces),
Flor de todo dia,
Flor que se espalha
A flor que regamos...
Seja onde estiver,
Mas na janela tem seu brilho.
Poty – 13/01/2010
O Corredor
Corredor azarento
Corredor que passa,
Dos andarinhos,
Dos fantasmas...
Que a noite se movimenta,
De criancinhas brincando,
De pessoas andando sonâmbulos em busca do nada...
De almas penadas,
De vivos azarentos,
Zombando por nada...
Corredor das passaradas
Trafegando sem nada...
Parece trafego de almas penadas
Querendo levar os que ainda permanecem brincando e azarando a bicharada...
Os que são e os que já foram,
Passasse, mas repassasse também...
E ficam os sentimentos partilhados.
O corredor não vai a lugar nenhum!
Poty – 08/01/2010
Corredor azarento
Corredor que passa,
Dos andarinhos,
Dos fantasmas...
Que a noite se movimenta,
De criancinhas brincando,
De pessoas andando sonâmbulos em busca do nada...
De almas penadas,
De vivos azarentos,
Zombando por nada...
Corredor das passaradas
Trafegando sem nada...
Parece trafego de almas penadas
Querendo levar os que ainda permanecem brincando e azarando a bicharada...
Os que são e os que já foram,
Passasse, mas repassasse também...
E ficam os sentimentos partilhados.
O corredor não vai a lugar nenhum!
Poty – 08/01/2010
Tenta-me
Você me tenta
E quero ser tentado por ti.
Contenta-me a tua perdição.
Sinto bem pelo teu tentar,
Pela tua sensibilidade
Por tua sensualidade
Pelo teu sorriso
Pela tua pele
Pelo teu olhar
Pela tua timidez
Por tua sensatez
Por tuas imaginações
Por tua solidão
Pela tua mansidão
... A tua causa, sem causa...
Poty – 07/01/2010
Você me tenta
E quero ser tentado por ti.
Contenta-me a tua perdição.
Sinto bem pelo teu tentar,
Pela tua sensibilidade
Por tua sensualidade
Pelo teu sorriso
Pela tua pele
Pelo teu olhar
Pela tua timidez
Por tua sensatez
Por tuas imaginações
Por tua solidão
Pela tua mansidão
... A tua causa, sem causa...
Poty – 07/01/2010
Não adianta Plástica
Nada adianta se não te faz bem,
Nada adianta se tua morada interior não se encontra bem,
Se você não se sente segura para seguir a vida.
Quando a plástica recobre os defeitos externos e encobre os internos.
Para quê uma boa estética se a ética encontra-se desmoronando.
Se quiseres fazer, que faça, mais seja num ato de reconciliação do corpo com suas energias.
Poty – 03/01/2010
Nada adianta se não te faz bem,
Nada adianta se tua morada interior não se encontra bem,
Se você não se sente segura para seguir a vida.
Quando a plástica recobre os defeitos externos e encobre os internos.
Para quê uma boa estética se a ética encontra-se desmoronando.
Se quiseres fazer, que faça, mais seja num ato de reconciliação do corpo com suas energias.
Poty – 03/01/2010
terça-feira, 6 de julho de 2010

Zine Da Gaveta apresenta
Sarau do Desespero
Música, vídeo, teatro, dança, literarura... Tudo com o tempero do desespero.
O desespero alimentando a arte!
Lançamento do zine Da Gaveta n 5.
10 de julho às 22h
Studio Mix 54 (Rua Visconde de Pelotas, 87 - Centro - Caxias do Sul)
Valor: R$ 7,00
Ingressos antecipados no Leeds Pub (Rua Os 18 do Forte, 314 - Lourdes - Caxias do Sul)
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Desespero

Vou desesperadamente em busca de algo...
Não sei o que...
O desespero chegou
Pegou
E arrasou...
Aflito fiquei
Apaguei-me
Não desesperei...
Veio de surpresa
Levou-me feito louco apaixonado
Transtornado
Desesperado...
... Não tenho mais o que fazer se estou sem esperança –
Dizem que é a última que morre –
... Vou deixar para alguém...
Porque a desesperança é minha!
Não quero contagiar ninguém.
Poty – 12/05/2010
No cárcere

Não fiquei quieto diante meu cárcere.
Aproveitei as paredes e escrevi sobre este momento.
Nos porões não há como se sujeitar da infeliz situação.
Manifestei-me!
Usarei os carrascos para torná-las evidentes!
... O que fiz na prisão foi disseminado além muro...
Sustentei-me!
Permaneci firme diante meus torturadores.
Pois a liberdade de escrever é potente e
Não há cárcere que derrube.
Poty – 29/05/2010
Arisco
Existência

Somos cavaleiros andante, errante que segue sem se deixar cair, mais que caia e se levante.
A vida é passagem sem que seja algo que difere de nossa relação de mortal.
Continuemos entre altos e baixos sem querer ficar no lodo que resvala sobre nós.
Deixemos os males fazerem parte não tomando conta por si só e que a outra parte seja o contrapeso deste equilíbrio.
A existência inexiste desde que não queira existir.
Sejamos o fragmento da existência ou não?!
Poty – 22/05/2010
Tsunami
Não tenho tempo
O Animal que vive dentro de mim

O animal que vive dentro de mim...
Nestas andanças
Mato o animal
A Cada dia que se encontra dentro de mim
Revigora-se o instinto que
Faz-me ser
Caçado
Caçador
Enfrento todos os dias
Este animal
Que acorda em mim
Ferozmente
Abraço-me ao meu temor
Envolvo-me com minhas verdades
Encaro-os as inverdades...
Solto o corpo tenro.
Abandono a rigidez
Que este animal faz-me sofrer...
Vou continuar com ele...
É a garantia de minha sobrevida.
Poty – 26/05/2010
Acreditar
O que me assusta
É não acreditar mais.
É não sonhar mais.
Não a dor que sinto.
O que me entristece
É deixar de acreditar
Em ti.
Não por causa do que és,
Mas o que deixou de fazer.
Quero sentir o calor dos teus braços
Do que a indiferença que nos afasta.
Tenho que acreditar
Se não serei algo sem vida.
Poty – 13/04/2010
É não acreditar mais.
É não sonhar mais.
Não a dor que sinto.
O que me entristece
É deixar de acreditar
Em ti.
Não por causa do que és,
Mas o que deixou de fazer.
Quero sentir o calor dos teus braços
Do que a indiferença que nos afasta.
Tenho que acreditar
Se não serei algo sem vida.
Poty – 13/04/2010
domingo, 11 de abril de 2010
Dá-me
Dá-me
O teu prato
Porque não tenho o que comer
Dá-me
O teu amor
Porque sem ele não sei viver
Dá-me
O teu lado que não conheço
Porque hei de saber reconhecer
Dá-me
A razão de viver
Porque sem ela
Não saberei te ver
Dá-me
Apenas o pouco
Ou o suficiente –
Se não vier –
Basta o que tiver
Poty – 08/01/2010
O teu prato
Porque não tenho o que comer
Dá-me
O teu amor
Porque sem ele não sei viver
Dá-me
O teu lado que não conheço
Porque hei de saber reconhecer
Dá-me
A razão de viver
Porque sem ela
Não saberei te ver
Dá-me
Apenas o pouco
Ou o suficiente –
Se não vier –
Basta o que tiver
Poty – 08/01/2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Sem estágio
Todos querem ir ao céu,
Mas não querem morrer!
Querem ter a vida eterna,
Mais não faz por onde tê-la!
Vivem o flagelo
E querem o martírio.
Destroem a vida
E querem a ressurreição.
Querem ser elevados sem passar pela agonia que construiu.
Da sublevação
Ao sufrágio.
Querem o céu dos vivos,
Não o inferno dos mortos...
A gélida palidez d’alma
Do que o calor infernal.
Só querem,
Mas ficam sem.
Poty – 26/02/2010
Mas não querem morrer!
Querem ter a vida eterna,
Mais não faz por onde tê-la!
Vivem o flagelo
E querem o martírio.
Destroem a vida
E querem a ressurreição.
Querem ser elevados sem passar pela agonia que construiu.
Da sublevação
Ao sufrágio.
Querem o céu dos vivos,
Não o inferno dos mortos...
A gélida palidez d’alma
Do que o calor infernal.
Só querem,
Mas ficam sem.
Poty – 26/02/2010
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