Tenho dez... Que dez?
Quero um presente para valer um dez!
Estou ansioso que me dêem nota dez...
Vejo papai chateado mais no fundo Ele é dez!
Mamãe fazendo de tudo por mim para chegar aos dez,
Não me importo se terei algo,
Só quero que se lembrem dos meus dez anos.
Se eu fizer dez...
O que será de mim após os dez anos?
Deixa primeiro eu viver os meus dez anos.
Eu avisei que ia completar dez...
E pensei de fazer um aniversário dez.
Mamãe tentou fazer uma festa para festejar o meu ano dez...
Festejamos e parabenizamos pelos seus dez anos...
Feliz aniversário! Você é dez...
Poty – 08/05/2006
sexta-feira, 25 de maio de 2012
A dona dos olhos
Descobri nos olhos montanhosos
Uns brilhos novos
Mais poderosos
Que os do espelho
Brilhantes olhos estes
Mais confiantes
Que os de muitos seres
Fizeram-me próximo
Fizeram-me querer
Ser um ser importante
Daquele instante em diante
Descobri
Que a dona dos olhos confiantes
Acha imporatante ser
Um ser dos meus próximos
A dona dos olhos brilhantes
Passou a ser um dos seres
Que mais gosto
Aposto que sente
Exatamente
Intensamente
O mesmo que eu.
Flávio Bougleux
Descobri nos olhos montanhosos
Uns brilhos novos
Mais poderosos
Que os do espelho
Brilhantes olhos estes
Mais confiantes
Que os de muitos seres
Fizeram-me próximo
Fizeram-me querer
Ser um ser importante
Daquele instante em diante
Descobri
Que a dona dos olhos confiantes
Acha imporatante ser
Um ser dos meus próximos
A dona dos olhos brilhantes
Passou a ser um dos seres
Que mais gosto
Aposto que sente
Exatamente
Intensamente
O mesmo que eu.
Flávio Bougleux
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Academia Caxiense de Letras
Meio século de história
Academia Caxiense de Letras, fundada em 1962, comemora jubileu
Corria o ano de 1962 quando, numa tarde de junho, um grupo de apaixonados pela literatura, incluindo nomes como Cyro de Lavra Pinto, Joaquim Pedro Lisboa e João Spadari Adami, resolveu fundar a Academia Caxiense de Letras. Passados 50 anos daquela primeira reunião, realizada numa saleta aos fundos da barbearia Pérola, de propriedade de Spadari, a ACL recebe amanhã às 19h30min, na Câmara de Vereadores, uma homenagem pelo seu jubileu de ouro, comemorado oficialmente no próximo dia 1º.Com 40 cadeiras, seguindo os moldes da Academia Brasileira de Letras, a ACL conta hoje com 33 acadêmicos e alguns simpatizantes. A intenção é, até o final do ano, completar o número de vagas, fato inédito nesse meio século de existência, conta a atual presidente, Marilene Caon Pieruccini:
– O grupo fundador tinha cerca de 10 pessoas. No dia seguinte (da fundação), o Cyro de Lavra Pinto, o primeiro presidente, colocou o livro de atas debaixo do braço e foi batendo nas portas de pessoas que gostavam de literatura, até chegar a 40 assinaturas, mas muitos não chegaram a frequentar a ACL.
Marilene, que mergulhou em pesquisas para a produção de dois livros – um que será distribuído nesta quinta, com textos dos atuais acadêmicos e alguns dados históricos, e outro mais aprofundado, com a história completa da entidade, com expectativa de lançamento ainda este ano –, conta que, na segunda reunião, João Spadari Adami levou a sugestão de 21 nomes de patronos, e só posteriormente chegou-se aos 40 oficiais.
– Curiosamente, também nunca se passou de 21 acadêmicos presentes nas reuniões, pois sempre há os que não podem comparecer – acrescenta.
Um dos primeiros acadêmicos, embora não estivesse na reunião de fundação, é o historiador Mário Gardelin, até hoje detentor da cadeira número 1. Ligia Dal Zotto, da 19, é outra do grupo de pioneiros.
Diferentemente do que muitos pensam, a Academia não reúne apenas escritores. Como destacado na ata da primeira reunião e nos discursos da data, a entidade deveria congregar “amantes das letras”, quer eles tivessem ou não algo publicado. É assim até hoje – inclusive há casos de acadêmicos que só publicaram após já integrarem o grupo. A própria ACL já realizou a publicação de cadernos, que eram coletâneas de textos, mas isso não acontece mais, por falta de verbas. Para o livro do jubileu, foi conseguida aprovação pelo Financiarte, e para o livro histórico também será pleiteado esse custeio.
A ACL reivindica, também, uma verba pública anual de R$ 50 mil, que seria usada para custear o Prêmio Etnias, a ser concedido anualmente a uma obra de escritor local publicada no ano anterior. Só na premiação ao vencedor, seriam gastos R$ 30 mil – o que o colocaria no nível de alguns dos maiores prêmios literários brasileiros, como Barco a Vapor.
Saraus literários e trabalho em escolas
A rotina da Academia Caxiense de Letras inclui duas reuniões mensais. A primeira, administrativa, ocorre na segunda sexta-feira do mês, às 19h. Entre outros assuntos, ali são comunicados lançamentos de livros e outras atividades envolvendo os membros do grupo. O principal encontro da ACL, no entanto, é o literário, realizado no dia seguinte, ou seja, no segundo sábado do mês, com início às 15h.A cada edição, um acadêmico se responsabiliza por trazer um tema para discussão. No último, Maria Helena Catani falou sobre a poesia em Caxias do Sul, desde os primórdios até 1972; no próximo, Alice Brandão vai falar sobre trova literária, promovendo ainda uma oficina sobre o gênero para os colegas. Depois da palestra ou oficina, ocorre uma confraternização, uma espécie de “chá das cinco” – que normalmente ocorre lá pelas seis, brinca a presidente da ACL.
Os trabalhos da academia, no entanto, não são apenas internos. Os membros participam de feiras do livro por todo o Estado, promovendo lançamentos, palestras e oficinas. Na feira caxiense, a ACL mantém sempre uma sala, com várias atividades. E, durante todo o ano, promove oficinas e atividades para o público externo, como nos projetos Clube dos Apaixonados pela Leitura, voltado às escolas da cidade, e Os Sentidos na Criação da Poesia, voltado à comunidade em geral, ou o Conto(ando), oficina de minicontos que ocorre tanto em escolas quando na sede da academia.
Retorno à sede
Por muitos anos, a Academia Caxiense de Letras não teve sede fixa. No início, as reuniões realizavam-se numa salinha nos fundos da Barbearia Pérola, em frente ao Eberle. Com o tempo, passou por vários lugares – casas de acadêmicos, clubes, biblioteca municipal, Câmara de Vereadores. Houve até uma reunião realizada na Praça Dante, quando se viram sem sede. Com a itinerância, grande parte dos arquivos da ACL acabou se perdendo.Há pouco menos de uma década, o grupo começou a se reunir na antiga capela do Centro de Cultura Ordovás, e, quando da gestão de José Clemente Pozenato na Secretaria da Cultura, o espaço foi cedido em comodato para a ACL por 50 anos, renováveis por mais 50. No entanto, quando o lugar passou por restauração, os acadêmicos acabaram indo para outra sala, também no Ordovás. Em abril, conseguiram retornar à capela.
Sessão Solene dia 24/05/2012.
Uma homenagem na Câmara de
Vereadores de Caxias do Sul, às 19h30min desta quinta-feira, dará início
às comemorações dos 50 anos da Academia Caxiense de Letras (ACL). A
solenidade terá a presença dos acadêmicos, devidamente paramentados, e servirá
também para a apresentação, pela primeira vez, do hino do jubileu, com
letra da atual presidente da instituição, Marilene Caon Pieruccini, e
música de M. Osmar Ferreira, simpatizante da ACL e que fará a
apresentação, com voz e violão.
Os festejos do meio século, que será completado oficialmente no dia 1º de junho, prosseguem na próxima semana. Nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, à noite, haverá programação na sede da Academia, na antiga capela do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, incluindo sarau e coquetel para os acadêmicos.
No dia 2 de junho, sábado, será inaugurado um memorial da ACL, também no Ordovás, às 10h, com cerimônia de quebra da matriz da medalha do jubileu. Ao meio-dia, haverá almoço festivo no Zarabatana Café.
No domingo, dia 3, às 11h, completam-se as comemorações com uma missa em trovas na Catedral Diocesana.
Os festejos do meio século, que será completado oficialmente no dia 1º de junho, prosseguem na próxima semana. Nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, à noite, haverá programação na sede da Academia, na antiga capela do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, incluindo sarau e coquetel para os acadêmicos.
No dia 2 de junho, sábado, será inaugurado um memorial da ACL, também no Ordovás, às 10h, com cerimônia de quebra da matriz da medalha do jubileu. Ao meio-dia, haverá almoço festivo no Zarabatana Café.
No domingo, dia 3, às 11h, completam-se as comemorações com uma missa em trovas na Catedral Diocesana.
domingo, 20 de maio de 2012
Pode fluir, que vou me abrir todo pra ti... pode liberar que vou estar
pronto pra ti... pode ser você que serei eu... deixe correr solto que
estarei a esperar quando esbarrar em mim... sinta que sentirei o teu
prazer... seja o objeto de teus pensamento que serei o atributo...
seja capaz do que nunca fez... não sou eu que te condenarei, serei o protetor.
Poty - 19/05/2012
seja capaz do que nunca fez... não sou eu que te condenarei, serei o protetor.
Poty - 19/05/2012
Crônica dos loucos
A loucura é algo que a nossa sã consciência não tem capacidade de perceber.
A doidice não será capaz de ter resposta para os que não a entende.
A insanidade cabe na alucinada condição do ser humano que vive no limiar de sua bipolaridade (entre a sua extrema felicidade e tristeza).
Cabe ele determinar aonde vai sua mania de sê-lo.
O que anda na rua vivendo sua imaginação de jogador, andarilho sem destino, o que vai de um lado pra outro sem ter a noção que os normais exigem tê-lo como se fosse algo de extrema necessidade, os que vivem de catar seus delírios e aqueles que ficam estáticos sem querer ir, esta é sua psicose.
E os que em sua paranoia de viver não consegue nem falar com outro e fica quieto em seu canto, seu único canto que não temos como chegar nele.
Também há os inseguros, imprecisos, depressivos e tantos!
Cada qual com suas alienações!
As vezes acontece dia de fúria, a raiva exaltar-se.
É turbilhão.
É como se fosse um pote cheio de água quebrando e esparrama pelo chão e não tem com segurar, jorra-se sem fim!
Poty – 13/05/2012
A doidice não será capaz de ter resposta para os que não a entende.
A insanidade cabe na alucinada condição do ser humano que vive no limiar de sua bipolaridade (entre a sua extrema felicidade e tristeza).
Cabe ele determinar aonde vai sua mania de sê-lo.
O que anda na rua vivendo sua imaginação de jogador, andarilho sem destino, o que vai de um lado pra outro sem ter a noção que os normais exigem tê-lo como se fosse algo de extrema necessidade, os que vivem de catar seus delírios e aqueles que ficam estáticos sem querer ir, esta é sua psicose.
E os que em sua paranoia de viver não consegue nem falar com outro e fica quieto em seu canto, seu único canto que não temos como chegar nele.
Também há os inseguros, imprecisos, depressivos e tantos!
Cada qual com suas alienações!
As vezes acontece dia de fúria, a raiva exaltar-se.
É turbilhão.
É como se fosse um pote cheio de água quebrando e esparrama pelo chão e não tem com segurar, jorra-se sem fim!
Poty – 13/05/2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Tudo nasce de um desejo,
De uma fantasia, De uma paixão,
De um olhar,
De uma atração física,
De um cheiro,
De um passar por perto...
Tudo é química que envolve este querer.
Essa querência também pode ser só fantasia, se esvai num sopro.
Até agora passou vários sopros e o vento não teve força para derrubar.
Veio vendavais!
Sim, teve muitos.
Passou-se por todos e continua-se em pé.
Poty - 13/05/2012
Macho não ganha flores
Fico me perguntando; porque macho não ganha flores?
Como seria interessante uma mulher, quiçá uma criança, minha mãe ou meu pai, talvez um amigo viesse presentear-me com flores... Seria sensacional!
As flores não têm culpa da relação machista de quem as levou não ser recebidas pelo macho homem/ homem macho;
São lindas com suas cores deslumbrantes!
Perfumadas com seus intensos aromas produzidos no orvalho e no estágio que perpassam pelo ambiente natural.
Não me venham com esta de que macho não pode ganhar flores!
Condená-las por quê?
Só por uma mera condição de ser macho?!
Por causa da sensibilidade que submete na imensa exatidão de querer esconder explorando o ser mundano.
Fico eu, a imaginar como seria emocionante receber flores de uma mulher querida... Mas, não to nem ai para os que pensam que me afeminei pelas flores que declarei a minha sensível emoção de macho homem que é e quer ganhar flores para dá um tom diferente nas cores rabugentas que permeia no escuro da noite.
Poty – 03/02/2007
domingo, 13 de maio de 2012
Sarau Antimanicomial
18/05 - sexta-feira
23h - Sarau Antimanicomial de encerramento no Bar Level Cult na Estação Férrea
Local: R Coronel Flores, 789 – São Pelegrino
Intervenções artísticas, exposição de obras de arte, declamações de poesias.
23h - Sarau Antimanicomial de encerramento no Bar Level Cult na Estação Férrea
Local: R Coronel Flores, 789 – São Pelegrino
Intervenções artísticas, exposição de obras de arte, declamações de poesias.
Caros amigos poetas caso queiram participar recitando
sobre este assunto esta uma boa oportunidade!
Espero tua confirmação até quarta-feira, é participação
limitada por causa do tempo e horário.
Fiquei nesta tarefa a pedido do amigo
Eduardo.
“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante (...)
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso (...)
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta (...)
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante (...)
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso (...)
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta (...)
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
sábado, 12 de maio de 2012
A todas as mães carinhosas
Que dar mamas desde o seu início
Lutadora incansável
Forte que sabe cuidar de seus homens
E ensinas suas filhas a serem futuras
mães
Cria suas crias como se fossem eternas
crianças
Com sua fortaleza inabalável nos
orienta
Meiga
Apaixonada como nunca
Sempre dando colo
Chora quando sofremos por causa de
outra mulher
Protege a outra, sua filha.
Imagina-se sendo mãe de novo
Mãe até o fim
Com seus netos mãe mais ainda.
Poty – 12/05/2012
O nascer da vida
A vida nasce refletindo raios de luz irradiando a todos;
Ser feliz é amar a vida, sabendo que nascesse de um amor fraternal de duas pessoas que chamas de mãe e pai, que te inspirou a viver;
Querer viver os passos é saber está atenta aos ensinamentos daqueles que te geraram;
Viver é sentir os momentos que vai e vão sem que torne um peso...
Viver é saber acolher as experiências que os anos te lançaram sem que percebesse...
Viver é entender a vida que passasse e que estar passando, trabalhando o adiante...
Viver é amar os que te rodeiam percebendo o que já foi construído;
Viver é compreender que as marcas da vida são frutos colhidos do amor que aprendeste e levaste por todos esses anos...
Deixando gerar a continuação deste amor...
Aprendendo que a vida é linda;
Viver é estar pronto para este dia...
Além de fechar mais um ano, é sentir mais experiente, mais mãe, mais mulher, mais amiga e isto é o que importa neste teu viver!
Viva! Bonita, Eterna, Radiante, Natural, Amiga.
Poty - 1998
Ser feliz é amar a vida, sabendo que nascesse de um amor fraternal de duas pessoas que chamas de mãe e pai, que te inspirou a viver;
Querer viver os passos é saber está atenta aos ensinamentos daqueles que te geraram;
Viver é sentir os momentos que vai e vão sem que torne um peso...
Viver é saber acolher as experiências que os anos te lançaram sem que percebesse...
Viver é entender a vida que passasse e que estar passando, trabalhando o adiante...
Viver é amar os que te rodeiam percebendo o que já foi construído;
Viver é compreender que as marcas da vida são frutos colhidos do amor que aprendeste e levaste por todos esses anos...
Deixando gerar a continuação deste amor...
Aprendendo que a vida é linda;
Viver é estar pronto para este dia...
Além de fechar mais um ano, é sentir mais experiente, mais mãe, mais mulher, mais amiga e isto é o que importa neste teu viver!
Viva! Bonita, Eterna, Radiante, Natural, Amiga.
Poty - 1998
Ó, com toda a pompa e petulância, venham com seus "lexotans" preparados! Depois de Clarice no ZarabatanaCafé Zarabatana again! — com Adriano de Angelis e outras 47 pessoas.
PAIXÃO
TU ÉS
Tu és a terra fértil onde semeio sementes de amor.
Acolha-me e guarda-me para sempre dentro de ti!
Corte as asas dos meus sonhos que voam alto tal qual o condor,
Faça-os voar rasante e aquietar-se diante as maravilhas encontradas aqui...
Tu és água cristalina a saciar meus sedentos desejos.
Transborda-me de felicidade!
Seja impetuosa enchente de abraços e beijos...
Minha sede de carinhos se robustece quando estou perto de ti!
Tu és o mais puro ar que respiro...
Oxigena meu ser, com mesclado de fantasias e realidades!
Seja a companheira e cúmplice nessa inescusável sedução...
Seja onda de carinhos... Ora indo, ora voltando...
Faça acelerar este coração... Patrimônio que entrego a ti!
Tu és meu céu em noite de luar.
Brilhe e clareie as profundezas da minh’alma!
Seja a estrela vespertina a guiar-me por onde quer que eu vá...
Seja o vento que sopra... O fogo que se alastra... O gemido que acalma...
Nos movimentos de seu corpo... Faça essa tempestade de desejos, passar!
domingo, 6 de maio de 2012
Poema da Noite
Roberto Piva
Eu sou o garoto que se masturba
na montanha
Eu sou o tecno pagão
Eu sou o Reich, Ferenczi & Jung
Eu sou o Eterno Retorno
Eu sou o espaço cibernético
Eu sou a floresta virgem
das garotas convulsivas
Eu sou o disco-voador tatuado
Eu sou o garoto e a garota
Casa Grande & Senzala
Eu sou a orgia com o
garoto loiro e sua namorada
de vagina colorida
(ele vestia a calcinha dela
& dançava feito Shiva
no meu corpo)
Eu sou o nômade de Orgônio
Eu sou a Ilha de Veludo
Eu sou a Invenção de Orfeu
Eu sou os olhos pescadores
Eu sou o Tambor do Xamã
(& o Xamã coberto
de peles e andrógino)
Eu sou o beijo de Urânio
de Al Capone
Eu sou uma metralhadora em
estado de graça
Eu sou a pomba-gira do Absoluto
Roberto Piva
Eu sou o garoto que se masturba
na montanha
Eu sou o tecno pagão
Eu sou o Reich, Ferenczi & Jung
Eu sou o Eterno Retorno
Eu sou o espaço cibernético
Eu sou a floresta virgem
das garotas convulsivas
Eu sou o disco-voador tatuado
Eu sou o garoto e a garota
Casa Grande & Senzala
Eu sou a orgia com o
garoto loiro e sua namorada
de vagina colorida
(ele vestia a calcinha dela
& dançava feito Shiva
no meu corpo)
Eu sou o nômade de Orgônio
Eu sou a Ilha de Veludo
Eu sou a Invenção de Orfeu
Eu sou os olhos pescadores
Eu sou o Tambor do Xamã
(& o Xamã coberto
de peles e andrógino)
Eu sou o beijo de Urânio
de Al Capone
Eu sou uma metralhadora em
estado de graça
Eu sou a pomba-gira do Absoluto
Tenho sede, tenho fome
Como feito um bicho da lata do lixo.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tomo água do riacho
Poluída feita o diacho.
Tenho sede, Tenho fome...
Não querem que eu seja humano.
Tenho sede,
Tenho fome...
Olham-me como um indigente
Tenho sede,
Tenho fome...
Apenas peço como gente.
Tenho sede,
Tenho fome...
Ofereceram-me os dejetos
Tenho sede,
Tenho fome...
Deram-me os restos
Tenho sede,
Tenho fome...
Não quero rejeitos.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tomo água do esgoto feito um porco.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tenho fome...
Que alegria! Vieram alguns e me deram água bem servida e comida.
Poty – 27/04/2006
Tenho sede,
Tenho fome...
Tomo água do riacho
Poluída feita o diacho.
Tenho sede, Tenho fome...
Não querem que eu seja humano.
Tenho sede,
Tenho fome...
Olham-me como um indigente
Tenho sede,
Tenho fome...
Apenas peço como gente.
Tenho sede,
Tenho fome...
Ofereceram-me os dejetos
Tenho sede,
Tenho fome...
Deram-me os restos
Tenho sede,
Tenho fome...
Não quero rejeitos.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tomo água do esgoto feito um porco.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tenho fome...
Que alegria! Vieram alguns e me deram água bem servida e comida.
Poty – 27/04/2006
Se eu pudesse
Se eu pudesse te abraçava,
Beijava
Acalentava...
Colocava-te no colo
Ardente desejo...
Apimenta essa imaginação
Far-te-ia o que mais queria
Chega bem perto de mim...
Sinta o calor no meu peito pulsar o meu coração pelo teu.
Querer a tua excitação em troca da minha...
Ser teu amante como se fosse seu...
Babo como um cão no cio,
Cheirando o odor que enlouquece os meus brios.
Poty – 29/06/2006
Órbita Literária
— com Ana Cardoso, Raimundo Poty, Jaqueline Pivotto e Vinicius Todeschini em Aristos London House. Outros participantes.
sábado, 5 de maio de 2012
Noite de lua cheia
Hoje a Lua vai tá linda, mais próxima
a terra.
Traz paz, mais amor, paixões.
Vamos admira-la!
Ontem a noite ao fechar a janela, me
chamou a atenção o clarão dela
Alucinante, apaixonantes... Noites de
passear... De dançar, de cantar...
De admirar as estrelas
O céu com seu brilho e sobre as
nuvens Ela se encontra...
Céu claro para caminhar, amar.
Hum... Essas são as alegrias que a vida
nos proporciona!
Noite de lua cheia, o rosnar dos
animais, o latido dos cachorros, o uivar do lobo no cio.
Momentos simples e tão significativos
Vai lua faz meu amor passar, ele vai
chegar cantarolando.
De mansinho como tu surges ao céu... Muitas
transformações em nossos pensamentos... Mudas a cada semana... Hoje és única, Lua
cheia!
Poty – 05/05/2012
Órbita Literária
Grande turma - Órbita Literária - A FESTANÇA: Ana, Adriana, Juli, Jaque, Troian, Vinicius e Eu. Dez esta turma!
Na Janela
Na janela há floresAs flores exalam na janela
recebendo fluidos do sol
irradiando as pétalas
Assim transformando o canto que as tem
...Eu renho o sentimento sem expressão...
Deixa-as pairando sobre a luz que surge
pela janela
Colher e ser colhido com exatidão
...Em minha flor tem mirra...
(Na minha tem a flor que mereço)
Flor de todo dia
Flor que regamos
Seja onde estiver
E na janela tem seu brilho
Poty 13/01/2010
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Casa na areia
Casa soterrada
O vento leva
Areia vem
Areia chega
E encosta na casa
O teto
Telhas de cerâmica
Fica a vista
É onde moro
Não tenho pra onde ir
Serei levada pela areia
Arrastada
Ela corre
Circula
A minha casa também
Vai coforme as dunas
Teimosa como Ela
Permanece intacta
O Morro e Ela
Poty – 30/04/2012
Poema "FELICIDADE DENTRO DA GENTE"
Um poema pra gente.
Vou me encher de ternura
... pensar na flor, na tanajura
nas calçadas riscadas de giz
onde pés infantis pulam descalços.
Vou me encher de silêncio
e ouvir o barulho escondido
lá no fundo do ouvido
da minha melhor gargalhada.
Vou me encher de felicidade
e saber que nessa idade
ainda há gente ternura,
gente sorriso,
gente amizade.
Rosa da Rosa*
Me contorcendo por dentro
Gemendo em silêncio
Uma luta interna sem precedentes.
Agonia sem resposta
Sem querer parar...
Um furacão
... A milhão...
Sem milhas
Num velocidade sem fim
Ultrapassa barreiras...
Barreiras não existem
Não se encontra resposta
Adrenalina toma conta de meu corpo,
Ferve
Me arremessa num mundo desconhecido
É complexo este meu desejo louco
Alucinado
Poty 29/04/2012
Gemendo em silêncio
Uma luta interna sem precedentes.
Agonia sem resposta
Sem querer parar...
Um furacão
... A milhão...
Sem milhas
Num velocidade sem fim
Ultrapassa barreiras...
Barreiras não existem
Não se encontra resposta
Adrenalina toma conta de meu corpo,
Ferve
Me arremessa num mundo desconhecido
É complexo este meu desejo louco
Alucinado
Poty 29/04/2012
In “A Solidão da América Latina”
Discurso proferido quando recebe o Nobel de Literatura, 1982.
“Ouso dizer que é esta desproporcional realidade, e não apenas sua expressão literária, que mereceu a atenção da Academia Sueca de Letras. Uma ...realidade não de papel, mas que vive dentro de nós e determina cada instante de nossas incontáveis mortes de todos os dias, e que nutre uma fonte de criatividade insaciável, cheia de tristeza e beleza, da qual este errante e nostálgico colombiano não passa de mais um, escolhido pelo acaso.
Poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e canalhas, todas as criaturas desta indomável realidade, temos pedido muito pouco da imaginação, porque nosso problema crucial tem sido a falta de meios concretos para tornar nossas vidas mais reais. Este, meus amigos, é o cerne da nossa solidão.”
In “A Solidão da América Latina”
Discurso proferido quaNdo recebe o Nobel de Literatura, 1982.
De: Projeto Releituras
Discurso proferido quando recebe o Nobel de Literatura, 1982.
“Ouso dizer que é esta desproporcional realidade, e não apenas sua expressão literária, que mereceu a atenção da Academia Sueca de Letras. Uma ...realidade não de papel, mas que vive dentro de nós e determina cada instante de nossas incontáveis mortes de todos os dias, e que nutre uma fonte de criatividade insaciável, cheia de tristeza e beleza, da qual este errante e nostálgico colombiano não passa de mais um, escolhido pelo acaso.
Poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e canalhas, todas as criaturas desta indomável realidade, temos pedido muito pouco da imaginação, porque nosso problema crucial tem sido a falta de meios concretos para tornar nossas vidas mais reais. Este, meus amigos, é o cerne da nossa solidão.”
In “A Solidão da América Latina”
Discurso proferido quaNdo recebe o Nobel de Literatura, 1982.
De: Projeto Releituras
“Certos namorados brigam dia sim, dia não. Na sexta se amam, no sábado se odeiam, no domingo fazem as pazes, na segunda prometem nunca mais se ver. São amores movido à adrenalina, que rendem bons versos e letras de música. Muito destes casa...is conseguem chegar ao altar e continuam entre tapas e beijos até as bodas de ouro. Brigam e voltam tantas, mas tantas vezes, que na verdade nunca chegam a se separar. Deixe que digam, que pensem, que falem. O amor é lindo.”
Martha Medeiros
Martha Medeiros
sábado, 28 de abril de 2012
A palavra mágica
"Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
... a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra."
Carlos Drummond Andrade
"Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
... a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra."
Carlos Drummond Andrade
Quero caminhar sobre ti,
Enroscar,
Ensopar,
Conter em meus braços...
Oferecer banho.
Fazer de ti minha escalada natural
Fazer juras de amor!
Quero te dar carinho,
Lambuzar toda com meu cheiro,
Meu calor animal
Demarcar...
... Demarcar minha marca...
Minha devoradora vontade...
Onde fores me levará contigo.
Poty – 28/04/2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Auto-retrato
De minha parte,
sou ou creio ser de nariz grande, de olhos pequenos, com poucos cabelos na cabeça,
de abdômen volumoso, de pernas compridas, de pés grandes, amarelo de pele,
generoso nos amores, impossível com cálculos, confuso com as palavras, terno com as mãos,
lento ao andar, de coração inoxidável, adorador das estrelas, marés, terremotos,
admirador de besouros, caminhante das areias, ignorante das instituições,
chileno perpétuo, amigo dos meus amigos, mudo com inimigos,
intrometido entre os pássaros, mal-educado em casa, tímido nos salões,
audaz na solidão, arrependido sem objeto, horrendo administrador, navegante de boca,
curandeiro da tinta, discreto entre animais, afortunado nas nuvens densas,
pesquisador de mercados, obscuro nas bibliotecas, melancólico nas cordilheiras,
incansável nas florestas, lentíssimo nas respostas, ocorrente anos depois,
vulgar durante todo o ano, resplandecente com meu caderno, de apetite monumental,
tigre para dormir, sossegado na alegria, inspetor do céu noturno,
trabalhador invisível, desordenado, persistente, valente por necessidade,
covarde sem pecado, sonolento por vocação, amável com mulheres,
ativo por padecimento, poeta por maldição e tonto dos tontos.
Pablo Neruda - (Chile, 1904-1973) Prêmio Nobel de Literatura em 1971.
Pensei, pensei, pensei... Vontade deu... Quis ir... Mas a dúvida vinha e não sabia se ia ou se ficava... Não fui.
Mas pensava, pensava, pensava... Está muito atarefada, sem tempo, sem espaço pra mim...
Fico eu sofrendo com minha vontade de quer ir. Decidir ficar para não atrapalhar.
Saber por que, você não me respondeu. A dúvida imperou sobre mim, será que não adiantou ou só foi fogo de palha ou não valeu... A dúvida continua e continuará, mas o que aconteceu valeu até por demais.
Poty – 22/04/2012
Eu não tenho
Eu não tenho nada -
... Eu não vejo então -
Fico sem nada.
Eu não tenho,
O que fazer sem pão?
Vaza pelas mãos
Escorre nesta vazão,
Eu não tenho.
O que fazer nesta imensa solidão?
Não tenho nada.
Continuo nesta vastidão,
Sem nada ter.
Durmo sem colchão
No chão duro
E não sei o que remediar.
Não tenho onde morar
Fico perambulando por ai neste mundo que cabe
E me coube ficar sem chão.
Poty – 30/01/2010
Eu não tenho nada -
... Eu não vejo então -
Fico sem nada.
Eu não tenho,
O que fazer sem pão?
Vaza pelas mãos
Escorre nesta vazão,
Eu não tenho.
O que fazer nesta imensa solidão?
Não tenho nada.
Continuo nesta vastidão,
Sem nada ter.
Durmo sem colchão
No chão duro
E não sei o que remediar.
Não tenho onde morar
Fico perambulando por ai neste mundo que cabe
E me coube ficar sem chão.
Poty – 30/01/2010
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