domingo, 13 de novembro de 2011

Mistério...


Mistérios da meia noite
Que se escondem ao sol raiar

Mistérios que no dia
Ficam na mente
No obscuro sentimento
Sem querer avisar

Mistérios guardados na tumba
Feito tesouro a ser descoberto

Mistérios que marcam

Mistérios que subjugam

Mistérios que não atendem os anseios

Mistérios de alguém
Que se escondem nas catacumbas do além

Mistérios que se revigoram

Mistérios que vão embora

Mistérios/ mistérios que se tenta,
Mas não consegue...
Continua sendo mistérios para uns
E outros descobrem
Poty – 14/03/2008

A amizade deve continuar



Chegam
Aparecem...
Num bate papo
Querendo saber:
Como somos
Se solteiro,
Casado
Que idade se tem...
Depois começa
A amizade...
Vai muito além...
Beija-me
Abraça-me
Satisfaz a sua vontade
E some como se não tivesse acontecido nada
(sem deixar rastro)
Vivo a perguntar:
O que adianta se
A marca ficou?!
Apareça para conversar!
Tem que saber lhe dar com as situações desejadas...
Pelo menos ser amigos

O que foi feito não se apaga mais.
Será a nossa marca.

Fizemos por desejos, fantasias e paixão...
Foi uma opção
E não por obrigação.
Por isso é bom ficar com o que restou.
Poty – 12/03/2008

O povo na luta


O povo querendo resolver sua situação...
Saiu de suas casas
Desceu o barranco...
De madeira nas costas,
Martelo em mãos,
Serrote na outra,
Barraca,
Lona preta
E segue com determinação

Vai descendo em fila indiana
Atravessando mato
Não tem outro jeito,
Mas vão seguindo o caminho
Para fazer o que se decidiu
E garantir melhor vida a todos da associação.

Vão ocupar a área para resolver na pressão
Porque não tem como esperar a inoperância
Do prefeito que já tem a solução.

Estão chamando atenção porque não querem
Ser soterrados em suas casas
Sabendo que tem o projeto a ser feito...

Neste dia ocuparam o que é seu
E vem a Brigada de arma da mão
Soltando piada
Se achando donos da situação...
Foram embora porque não tinham nada o que fazer,
Mas veio a guarda municipal
E ficaram em negociação...

... Só sairemos quando vir a resolução.

O governo não deu resposta
Ficamos a fazer pressão.
Não venha dizer que estamos errados
Porque eles têm o projeto em mãos.

Foi o dia bom...
Parecia um oásis.
O povo precisa
De um lugar para viver com dignidade
E não relegados a triste oblação,
Mas querendo o que é de direito...
Que é a sua nova construção...
Todos querendo construir uma nova casa para viver de bem com a vida...
Nada de resposta.
Como se nada tivesse acontecido.

Via-se crianças se aproveitando do espaço como se fosse sua liberdade
Porque onde estão não tem como brincar.
E neste lugar tem árvores...
Armou-se rede
Correu-se
Rodas de bate papo...
Chimarrão,
Comida,
Churrasco
E diversão

Além da luta
Teve-se momento de libertação
Vão continuar a pressão
Para saírem do risco de vida
E terem qualidade de vida
Na área destinada à nova morada
Que será a melhor solução
Poty – 10/03/2008

Mulheres

Elas são sensíveis
Mas lutam com unhas e dentes
Elas vão vivendo diante do sofrimento que lhes impõem

Elas sabem criar a prole que deram
Elas vivem sós
Mas, não porque querem...
Foram levadas a labutar

Elas choram,
Elas sorriem,
Elas dançam.
Elas festejam as suas angústias,
Elas agonizam
Mas, sabem se sair com altivez.

Elas assumem
E não têm medo
Mas com receio vão continuar
O que o homem não terminou

Elas mimam,
Elas dão carinho
E, elas querem também.

Elas são determinadas
E seguem seu caminho
E, marcham em prol da justiça.
Por causa da sua dor
E da dos outros também.

E, marcharão de bandeira em pé.
Lutando por seus ideais
Sem para trás deixar jamais
A sua ternura de ser mulher.
Poty – 07/03/2008

Com você, por você

Com você vou passar dias maravilhosos,
Com você passarei uma tarde sem limites,
Com você não cansarei,
Com você não saberei aonde ir,
Mas vou sem perguntar;
Com você estarei pronto sem querer reclamar,
Por você nado rios,
Mares,
Oceanos para te ajudar;
Com você viajo,
Fantasio um mundo sem agonizar,
Com você vou onde ninguém foi,
Com você deixo tudo e sigo o caminho de espinhos,
Mas ao final te dou um jardim de flores...
Por você vou além...
Por você fico a espera sem querer olhar a quem...
Com você atravesso tempestades e te protegerei da ressaca...
Por você nem sei mais o que faço...
Já perdi a conta porque não se calcula o meu amor por ti.
Poty - 07/03/2008

Fugir

Porque fugir
Não tem para onde ir

Não se tem o que esconder
Não adianta correr
Não vai escapar,
Mas proceder ao que se passa no mundo

Não escapa do que se comete

Fugir do que não serve,
Mas provar daquilo que é proibido

Esquivar quando pode,
Mas não por causa do que não se fez
E nem do que se pratica...
Assumir sem evitar

Fugir não adianta...

Um dia vai ser pego
Com a boca na botija
Ou com as mãos,
Talvez com os pés
Ou com o corpo todo

Corre, corre e não consegue esquivar-se...

Vive-se num eterno escapar...
Um jeitinho aqui
Uma escapadinha ali
Uma mentirinha para aliviar a dor
Uma verdade absoluta para esconder...

Vive-se escondendo do que se faz
Colocando-o no baú a sete chaves,
Mas sem conseguir jogá-las ao fundo do mar
Porque não tem como impedir
Poty – 29/02/2008

Meu homem filho/filho homem



Vai passando o tempo
Você crescendo

... Chegando uma época...

Um momento de tua transformação...
De menino para adolescente...

... Mudanças no corpo e na mente

Vamos ter conversas diferentes,
Mas cada um com seus limites humanos

Seremos pai/filho, filho/pai...
Mais muito do que isto
Seremos amigos para sempre
Poty – 17/02/2008

Retorno

Viveremos noites
De núpcias
Como se fosse à primeira vez...

Imaginar
Fantasiar
Desejar

É a essência do amor
Entre a gente

Vamos nos acasalar
Toda vez como se não tivesse presente
Num retorno eternamente

Retornar é o âmago
Da atração que nos move
Na vida
E nos faz ser amantes para sempre
Poty – 17/02/2008

Calcinha




A escolha é tua...
Pode ser uma por vez,
Uma por dia,
Mas queria todas em uma só vez...
Pode ser todo o dia
Usando uma por vez

Eu a observar
Talvez as tirando
Com a boca
Com os dentes
Com as mãos,
Quiçá com os pés!

Serão lindas em ti

Excitando com tua marca
Com teu jeito
Dançando para mim
Poty – 17/02/2008

À volta

Volta...
Viagem com destino certo...

Vai chegando
Voando de volta

Faz seu ninho aonde chega,
Mas volta ao seu cantinho

Vem de volta de uma
Viagem de dias contados,
Mas a vontade é ficar
Por causa do oásis
Que encontrou...
Retornou pelo que deixou
Poty – 17/02/2008

Tempestade

O tempo escurecia
O vento circulava...
Barulho se fazia...
Balançava árvores
Balançava a vida
Lavava a alma
Trovejava
Relampeava
A chuva caia
A sujeira se ia
E levava o que se escondia
O escuro do tempo que se fazia...
Era chuva que o calor transformou em sua harmonia
Vai vento forte
Carrega toda nossa indecência
Chove pedra
Que deixa em agonia,
Mas leva toda nossa imundice
Poty – 09/02/2008

Quero ser teu...

Quero ser teu gelo para esfriar o teu calor,
Fazer a reação térmica entre o teu fogo e gelo que acalma

Quero ser teu macho para te fazer,
Satisfazer-te
Deixar-te como nunca ficou...
Ser o teu escravo na cama
Para te fazer mulher/dama

Quero ser teu como nunca você teve outro...
Para te tocar como nunca foi tocada,
Acariciada,
Desejada...

Quero ser teu para você fazer tuas fantasias
Sem hipocrisia...
Ser teu homem abominável,
admirável
Que te faz estripulias

Quero ser teu para amar-te!

Quero ser teu para fazer de você menina
Que desatina...
Treme de tanto ver o que se destina
De um homem que faz calar pela retina

Quero ser teu de qualquer jeito
Sem reclamar do teu peito
Vou te dar colo e respeito,
Mas quero com todos os defeitos!
Quero-te para todos os momentos que não fizemos...
Pode ser o que não podemos,
Mas nós queremos
E faremos neste instante
Que seja inebriante, excitante...
Como queria que não acabasse aqui,
Mas quero ser teu!
Poty - 06/02/2008

A distância que faz lembrar

Você bem longe
Eu aqui,
Quanto mais longe
Sinto mais próxima...
Como se fosse uma eternidade a tua viagem...
Vem logo!
Que te amarei para sempre,
Como se fosse o começo...
Iniciando outra vez
E não deixar que a rotina tome conta,
Mas fazer dela a novidade de um novo amanhã

Não me deixe aqui...
Você bem longe,
Eu num mundo sem fim,
Mas vai acabar logo ali...
Conto os dias que faltam!
Não sei o que fazer mais,
Mas não perco a esperança
De que terás meus braços
E terei os teus.
Poty – 05/02/2008

Medo

Não devemos ter medo do outro, mas da maldade que o trai;
Não devemos ter que fugir, mas seguir;
Não devemos ter medo da liberdade, mas da prisão;
Não devemos remediar, mas arriscar;
Não devemos se esconder por causa do amor, mas por causa da violência;
Não devemos se esconder da vida, mas do que se acaba;
Não devemos ter medo da solidariedade, mas da indiferença;
Não devemos ter medo dos seres, mas da banalidade que as impõem.
Poty – 10/01/2008

sábado, 16 de julho de 2011

Sentado no banco do hospital



Eu sentado
Transeuntes chegando...
Todos com algum problema...
Uns como se fosse morto,
Mas a vida está latente.

Sentado no banco a espera
De um atendente...
Eu com meu dedo latejando

Outro nem sei o que sente,
Mas é latente...

Parceiros do mal...
Doente
Um mal que assola a gente.
Poty – 16/01/2008

Aquele vestido preto



Quando te vi naquele vestido preto,
Colado no corpo...
Dando forma...
Extasiou-me!

Quando chegou perto de mim
Com teu toque de menina mulher
Querendo abraço, beijo e carinho...
Fiquei embriagado
Com tua vontade
Com teu abraço
Teu aperto...
Num sufoco malicioso,
Mas gostoso

Eu,
Em minha mente
Você é minha
Neste momento...
Naquele instante,
Foi excitante!

O beijo que você me deu
A leveza do ser se tornava...
Não queria que fosse embora,
A noite se ia,
Mas o dia surgia
E o sol aparecia
Como queria que este dia fosse uma eterna magia,
Não como outro qualquer...

Vem mulher mata minha sede
Que te darei a minha água para ensopar nossa secura...

... Fantasia que viaja com tanta ternura...

Aquele vestido preto que me seduziu
No corpo da mulher tocando no meu
Fez-me sentir frio
Suei na dança que a toquei
Beija-me, beijo você.
Que o corpo respondeu
Cativou-me no toque que me deu.
Poty – 31/01/2008

Eu e você



Você apareceu como se fosse um relâmpago
Que queima fazendo barulho
Dando rajadas...
Mas acalma
A alma...
O fogo que acendeu,
Mas não matou
O corpo,
Apenas mexeu com a libido que ensandeceu...
No aperto
No tocar
No dançar
No beijar
No olhar
No querer ficar,
Mas fica para outro dia
Numa eterna sinfonia
... Quero você como a minha harmonia...
Sem tirar a tua,
A nossa alegria,
Mas seremos o que poderemos ser...
Sem remorso do que podemos fazer,
Mas faremos tudo de maravilhoso
Que a vida nos proporciona...
Apenas deixemos acontecer
E não querer saber...
Deixa acontecer...
Viajaremos onde ninguém jamais foi...
Seremos nós dois
Poty – 31/01/2008

Você tem...


Você tem minha mente,
Mas não a liberdade;
Você tem o meu coração,
Mas não a pulsação;
Você tem meu corpo,
Mas não tem a parte que me cabe;
Você tem meu amor,
Eu tenho o teu,
Mas não a exclusividade;
Você tem meu sentimento,
Mas não o ressentimento;
Você tem tudo,
Eu nada.
Poty – 25/01/2008

Faço...









Faço dança

Faço samba...
Danço o que vier

Observo o toque que balança...

Harmoniza
A dor
Alegria

Vamos balançar
Dançando sem parar
Querendo extrapolar as emoções guardadas.
Poty – 20/01/2008

Eu vi



Olhamo-nos
Dançamos...

Sumiu como um pássaro
Que procura seu ninho...

... A dança foi sensacional...
Mas ficou só na dança
A nossa alegria
A dança faz a nossa euforia
Quando quis falar você fugia...
Escorregou no suou que descia
Foi sem que percebesse,
Mas fica para outro dia
Poty – 20/01/2008

Estrela rainha


Fazer parte deste teu dia é ser especial,
Porque nasceu para ser estrela...
Estrela minha
Estrela do céu
Estrela da terra
Estrela do mar...
Estrela de todos os amigos.
Poty – 19/01/2008

Lágrimas


Lágrimas sempre é bom para limpar a sujeira da tristeza, da saudade...
Das coisas mal resolvidas, portanto chore enquanto há tempo porque pode ser tarde para enxugar as lágrimas que foram deixadas para depois.
Poty – 16/01/2008

Saudade sofredora



Quando te vejo
Sinto muito calor
Sinto calafrios
Sinto tudo que possa imaginar
Você deixa-me sofrendo
Passando mal...
Você arranca meu coração
Faz-me chorar de saudades...
Sinto-me fraco para trabalhar
Sinto-me como se fosse um menino sem brincar
Querendo você aqui bem perto de mim
Não me deixe como um homem sofredor
Quero sua dor
Não me deixa calar pela dor...
Não consigo ficar aqui sem você
Quero você
Amo você...
Não deixe ficar muito tempo
Esperando-te
Não quero esperar
Quero tê-la para sempre
Poty – 16/01/2008

Medo



Não devemos ter medo do outro, mas da maldade que o trai;
Não devemos ter que fugir, mas seguir;
Não devemos ter medo da liberdade, mas da prisão;
Não devemos remediar, mas arriscar;
Não devemos se esconder por causa do amor, mas por causa da violência;
Não devemos se esconder da vida, mas do que se acaba;
Não devemos ter medo da solidariedade, mas da indiferença;
Não devemos ter medo dos seres, mas da banalidade que as impõem.
Poty – 10/01/2008

Insano



Todos nós somos insanos,
Mas também coração de cigano...
Não me engano neste pequeno mundo de insanos.

... Louco todo mundo tem um pouco...

Por causa do seu sangue tirano.
Poty – 09/01/200

Sinto sua falta



Prefiro você de qualquer jeito,
Quero você bem perto de mim,
Quero teu cheiro,
Teu odor,
Mas que seja aqui,
Ao meu lado
Para sentir teu corpo ao meu.

Prefiro você em meus braços à bem longe...
É melhor tê-la no aconchego para ter este olhar azul do céu,
Mas verde do mar que brilha quando amada, acariciada do deleite da cama,
Mas pode ser nos quatro cantos da casa.

Prefiro você entrelaçada comigo fazendo sexo, gozando, delirando...
Mas também brigando, discutindo...
Quem sabe dançando, conversando.

Quero você no nosso cantinho pintada, formosa, perfumada,
Mas pode ser de cara limpa,
De peito aberto
De mente livre...
Que venha voando como uma pluma,
Mas forte com uma loba...
Seja no cio
Com brio,
Mas me dê calafrios.

Quero você como nasceu
Aceite-me como conheceu
Porque te quero com o seu jeito que apareceu...
Mulher menina madura que aprendeu.
Prefiro aqui,
Nem que seja para ficar em silêncio,
Mas que esteja presente.

Prefiro aqui,
Nem que seja para ouvir tua voz,
Teu suspiro,
Teu dengo,
Deliciar tua comida.

Prefiro aqui,
Nem que seja para pensarmos diferente,
Mas é melhor do que está ausente.
Poty – 04/01/2008

Escolhas

As escolhas são difíceis, mas são as nossas escolhas...
Colha dela a experiência que trás...
Nunca a amargura do aprendizado,
Mas a acolhida de tudo dela que se fez porque não se volta mais atrás...
O que foi feito não se colhe mais.
Poty – 04/01/2008

Entre o poeta e o pintor






Você pinta
Eu escrevo

Você faz/maneja seres
Eu falo sobre eles/para eles

Você expressa em imagens
Eu em letras

Você encanta em cores
Eu em palavras

Você faz formas
Eu versos

Você faz nascer em telas
Eu em palavras

Você viaja nas linhas
Eu nas entrelinhas

Você imagina pitando
Eu escrevo imaginando

Você encanta os olhos
Eu a mente

Você satisfaz
Eu seduzo

Você idealiza
Eu harmonizo

Você pitando
Eu poetando

Você um pintor da vida
Eu um poeta do amor

Amigo/irmão/camarada
Vai ser de todas as jornadas
Poty – 08/01/2008

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Homenageando as mães

Esta mensagem vai às Mães adolescentes/jovens/de mais idade, mas lutadores!
Cada uma com sua singularidade, particularidade e com muita determinação com suas condições reais de criar seus filhos.
Estou aprendendo a entendê-las.
Sinto lisonjeado em homenageá-las, porque cada uma tem o que ensinar, tem seus momentos, tem o seu jeito de pedir e são maravilhosas!
Sei que não é só neste dia que são mães! São, será e serão para sempre, mas este dia é de festejar que está chegando, domingo, aproveitem! É Dia de Festa e Vocês merecem muito mais!
Beijos e abraços
Poty – 05/05/2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Sarau da mentira


SARAU DA MENTIRA NO 1° DE ABRIL



O quê: SARAU DA MENTIRA

Onde: ARISTOS LONDON HOUSE

Quando: dia 1° de abril

Hora: 23:00

Quanto: R$10,00

Poderia ser piada, mas é verdade que a trupe Da Gaveta apresentará o Sarau da Mentira no dia 1° de abril. O mote do evento pega carona no espírito do famoso “dia dos bobos”, e sob o guarda-chuva temático “mentira” a troupe aproveita para fazer sua reflexão crítica sobre o mundo, civilização, valores e esquisitices do homem contemporâneo.

A noite cultural acontece no Aristos London Pub e promete uma variada gama de gêneros e estilos artísticos, com apresentações de esquetes teatrais, récitas poéticas, prosa, dança música, vídeo, teatro de bonecos, comédia stand up, artes visuais e outros babados. De quebra, o Sarau da Mentira ainda disponibiliza uma área tipo “zona franca” para exposição e venda de peças artesanais No Bazar DaGaveta, estarão à disposição do público as bijuterias e luminárias de Dio Gonçalves, camisetas estampadas do Movimento Alforria , camisetas bordados artesanais da Polvo Store, e o livro “Sem poder e sem pudor” de Endrigo Demétrio. Fazendo a sua parte no azeitamento pró boa leitura, a organização está provocando a todos para participarem da Feira Livre: basta levar aqueles livros que já foram lidos e relidos, disponibilizá-los no balcão da feira e escolher outros títulos ali expostos, oferecidos em cortesia, no sistema troca-troca. Depois das apresentações, a festa continua com música para dançar.

O movimento cultural DaGaveta surgiu a partir da organização de escritores ainda no anonimato, no entorno da produção de um fanzine de mesmo nome, que publica os textos não utilizando censura ou orientação editorial e ainda é ofertado gratuitamente ao público. As múltiplas habilidades e dotes artísticos do grupo sugeriu um aproveitamento que veio a cristalizar-se na forma de sarau. O Sarau da Mentira foi antecedido pelo “Sarau do Desespero” e o ”Sarau da Loucura”.

As intervenções artísticas desta edição apresentarão criações próprias ou emprestadas de outros autores, mantendo o tema “mentira”. A proposta cultural do grupo é revisitar o cotidiano através de uma ótica crítica, manifestando pela arte suas inconformidades, seus sonhos e desejos, levando o público a refletir sobre as incoerências do dia-a-dia do presente estágio da civilização.

Uma programação extensa, com número superior a 30 quadros cuja duração média fica em torno de oito minutos cada, denunciará o ritmo da noitada. A apresentação será do controverso personagem Cláudio Troian, e o sarau mostrará bandas de rock (Lonely Heart Club Band, Vagabundos Iluminados, Jack Beer e outros), as cantoras Natália Ferrarini e Débora Chiari e a colorida e contagiante participação do movimento Hare Krishna; o teatro será apresentado por Jhow & Adriel, Karine Padilha e Paulo Nazareno (bonequeiro); stand ups comedy pocket de Gabriel Scopel, Rafael Campos, Gerônimo e Júnior Grandi; vídeos de Adriano Richardi, Gustavo Gasparin & Karine Padilha, Uili Bergamin; textos poéticos e em prosa por Zé dos Rios, Makian, Mônica Montanari, Johnny Ariotti e Jaqueline Pivotto, Jocélia Almeida, Poty e Andrius Wagner; a dança contará com o Essência Crew, Carla Barcellos e Mauro Copetti; o artista plástico Marcos Leal apresentará seus manequins originais e pintará o tema “mentira” ao vivo durante o evento. Por suas características e tradição, o sarau estará aberto para manifestações espontâneas, resguardado o seu viéz temático.



Trupe DaGaveta

domingo, 13 de março de 2011

Corpo sem idade

Corpo sem idade,
Mente sem fronteiras...
Corpo que grita
Corpo escultural
Corpo que rola,
Fica em pensamentos...
O corpo fala
O corpo responde,
Corresponde...
Corpo que se mexe,
Remexe...
Enche meus olhos,
Não sei o que fazer
É uma tentação...
Bem assim que acontece
E vai continuar assim
Poty – 12/03/2011

sábado, 12 de março de 2011

Inesperado













Não estamos prontos para o inesperado...
Chega e nos pega de surpresa,
Será?!
Ou deixamos correr como se fosse algo que não acontecesse...
Acredito que se prefere nem falar sobre,
Prefere deixar a vida rolar,
Mas somos corpos fracos perante a composição genética.
Achamos que somos inacabáveis,
Imutáveis,
Ilimitados
E esquecemos que somos mutáveis,
Temos nossos limites
E seremos comidos pela mãe terra.
Tornaremos insignificante diante este planeta imenso.
Nunca imaginamos que o final fosse o que foi...
... A morte...
Que tanto falamos,
Mas quando chega é inesperadamente.
Poty – 27/02/2011

Quando penso em você





Quando penso em você são sensações de alívio, de prazer...
Entro numa zona de conforto.
É prazeroso pensar em ti
É confortante conversar contigo
Sinto estar voando
Percebo ao meu lado
Como é bom saber moras em meu coração.
Sonhar contigo me faz bem
Sentir-me outro
Pensei, penso
Sonhei e gostei
Vou sonhar muito mais!
Você é demais!
Poty – 22/02/2011



Vamos lá prestigiar!!!

Não percam!!!

Mil atrações: Poesia, Dança, Teatro, Música, Vídeos etc.

Toda Caxias e Região.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal luz

Natal é luz que irradia as mentes
Faz ter outro pensar
... Reações de compaixão...
...Tolerância com o próximo...
Sentimentos de liberdade,
Tranqüilidade
E sorriso diante tanto brilho...
Faz parar e sentir menos stress
Também repensar suas atitudes durante o ano
Poty – 10/12/2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Rabiscos







Os rabiscos não devem ser jogados fora,
Não rasgue,
Guarde-o
Porque sairá a iniciativa
De revê-lo
Reeditar
Reescrever
Suas inquietudes
Artimanhas
Paixões
Diversões...
... Aproveita e rever teus versos
Poty – 07/05/2010
É de uma época que não tem época.
Poty – 08/05/2010
Vai atrás do compasso,
Desfaço
No mesmo passo
Descompasso
Sigo disfarçado
Trago comigo o traço
Poty – 07/05/2010
Se for pra fazer porque sofrer, se não é pra fazer porque se lastimar.
Poty – 02/05/2010

Cor do pecado

Você não é a cor, é o próprio pecado e quero pecar para sempre.
Poty – 01/05/2010

A troca

Entre a música e a poesia vai se dando um par perfeito... Eu mando poesia e você responde com música... Vai se tornando uma relação sem fim porque realiza a amizade, o carinho entre nós.
Poty – 23/04/2010

Tudo certo?!

Está tudo certo,
Pra quê dar errado.
O erro é a conseqüência.
O acerto a causa.

Entre o certo e o errado –
Acertamos e às vezes erramos –
Vamos seguindo esta vidinha.

Há os que sempre dizem que nunca erra
E nem quer saber se errou
E dizem que os outros estão sempre errados.

Os que erram nem assume que estão errados
E dizem que o errado é o outro.

Deixa assim, faço parte dos que sabe errar e acertar
E não vive em função simplesmente de viver desta conjunção.
Poty – 16/04/2010

Acreditar

O que me assusta
É não acreditar mais.
É não sonhar mais.
Não a dor que sinto.

O que me entristece
É deixar de acreditar
Em ti.
Não por causa do que és,
Mas o que deixou de fazer.

Quero sentir o calor dos teus braços
Do que a indiferença que nos afasta.

Tenho que acreditar
Se não serei algo sem vida.
Poty – 13/04/2010



Entre tuas flores vou seguido-a sem saber no que vai dá.
Poty – 11/04/2010

Dom Juan Marginal

Sou o Don Juan
Galanteador
Gentil...
Dizem que sou da antiga...
São raros neste imenso mundo
Ligado a bilhões de informações
Usufruo dela
Para ser o gentil galanteador,
Cantor, não!
Poeta namorador com sua gentileza gozando desse privilégio de sê-lo.
Roubo corações,
Mais os deixo livres
Sem levar um pedaço se quer.
Prefiro-os inteiros para viver e
Continuar pulsando porque quero ouvi-los.
Poty – 10/04/2010

O barulho

A chuva começou a bater na porta, na janela de meu quarto... As gotas fortes geraram barulhos ensurdecedores mais eram necessárias elas.
Segui acompanhando o seu som e com ela me levantei.
É incomparável este barulho!
Meio cambaleando levantei-me, sonolento fui ao banheiro...
Não consegui prosseguir meu sono.
O mais perturbador era o toque do celular, dando sinal que a bateria estava fraca, mas que barulhinho chato... Este tan tan tan tan incomoda tanto... Não teve jeito levantei, o peguei, o levei até a cozinha e depois acendi a luz da sala e fui ao computador... Fiquei na dúvida se ligava ou não, decidir ligar.
Quando estava no computador despertei-me e não tinha mais jeito de voltar à cama, o que aconteceu?! Parou a chuva e o toque do celular também. Ufa, até que enfim! Mas o sono foi de uma vez.
Poty – 04/04/2010

Critica

De qualquer maneira me animo a escreve...
Seja para os que querem ler ou não...
É a minha viagem
Vôo como uma Águia quando poetizo
Eternizo-me diante de meus versos
Enamoro quando me inspiram
Desejo quando as letras se delineiam em meus pensamentos
Satisfaz-me os que lêem minhas poesias
Aprendo com os que criticam
E dela continuo a escrever.
Poty – 02/04/2010

O ponto

Independente o que somos,
O que devemos deixar de ser,
Seremos apenas porções que serão jogadas ao ar,
Nas profundezas da terra,
Ao mar talvez...
E nada adianta ficar se maltratando pelo que fez
Ou deixou de fazer...
Se quiseres faça,
Se não queres deixa assim mesmo...
A vida é um ponto entre tantos pontos (milhares, milhões)
Que não tem como constatar.
Poty – 29/03/2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

SARAU DA LOCURA



SERÁ COM MUITAS ATIVIDADES CULTURAIS: POESIA, TEATRO, MÚSICA, DANÇA, VÍDEOS E MUITO MAIS...
A novidade é que teremos várias bandas que irão dar continuidade a festa após o Sarau.

muita loucuraaaaaaaaaa

Loucura
Tantas loucuras que vamos nos enlouquecer
Deixemos contagiar porque dela seremos mais loucos ainda
Viveremos como loucos pensantes sem que a razão imponha a certeza de ser
Poty – 08/10/2010

domingo, 24 de outubro de 2010

A que atenta

A que inventa
é atenta,
as vezes desatenta...
firme
lúcida
pequena,
mas
na sua pequenez
vem o amor
que mexe
com a gente
e não se agüenta.
Poty – 29/03/2010

O poeta




O poeta voa sem precisar de asas,
É como se fosse Águia em direção ao sol,
Em busca do lugar mais alto.

Penetra no mais profundo ser da imaginação.

Viaja em todos os sentidos.
Pisa firme quando quer
E
Flutua quando escreve.

Observador nato.

Inquieto em seu mundo
De imortais
Para mortais.

Vive o seu tempo
Vai contra o tempo
Esquece
Ultrapassa o próprio tempo.
Poty – 25/03/2010

Teste

O texto que não vem, mas fica testado.
Feito o teste, confirmo.
Está afirmado o contexto do texto testado.
Seja o teste do pretexto anexado sem nexo com o teste que nem sei,
seja lá o que for, foi seguido respondido, é apenas teste.
Poty – 20/03/2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


Deixem o amor fluir na mente e no coração sem preconceito e distinção...

Apenas viva!

Faça o que é de melhor e lute para acabar a discriminação.

Viva a Parada Livre!

Poty

domingo, 29 de agosto de 2010

Vou te dar braços e abraços


Caio em teus braços,
fico nos teus braços,
naquele abraço,
com braços laçados,
nesses braços que é meu laço,
mais que abraço.
vem aos meus braços,
dou aquele abraço
sem lagar os teus...
Poty/Binha – 17/04/2010

Noites sem fim



Criei um cercado pra mim,
Mas não consegui guarda-te.

Construí um lar pra mim,
Não consegui segurar-te.

Eu tenho um sonho
Atravessarei rios
Para alcançar-te.

Estremeço quando chego perto de ti.

Sofro sem ter você ao meu lado.

Você fugiu
Procurei-te
Não sei mais o que fazer
Não sei onde te encontrar.

Sou um castelo de areia que se acaba com as ondas do mar.

O nosso amor se acabou.
Foram tempestades no deserto que devastou.

Varei noites pensando em ti...
Não sei mais o que fazer.
Poty – 16/03/2009

Não tem explicação



Minha pura sensação,
Minha excitação.
O absinto que sinto.
Meu tentamento.
Toque que não toquei.
Meu vulcão.
Minha relação sem está relacionada.
Desejo sempre desejado.
É o que fica, mas não a tenho.
O começo, mas nunca o fim...
O meio que não chegou e nem terminou...
É o tudo, do nada que tenho.
Haverá de ter!
É e será sempre o desejado!
Um dia pode ser,
Quem sabe?
Só você!
Sim, só você.
Poty – 13/03/2010

Nasce a mais bela, a mais linda das princesas...
Trazendo consigo a arvore do amor, do Genesis da vida procriada...
Será eterna princesa entre os mortais, meramente mortais...
Entre nós nasceu, veio viver esta nova geração, será a salvação da humanidade...
O brilho.
Regozijo.
A amada de todos!
Nasceu para amar e ser amada... Eterna luz!
Poty – 06/02/2009

Paixão é tolice



Sou feita de paixão,
Propensa a tolices
E capaz de fazê-la.

Sei que vou deixar acontecer
Sem pensar nas conseqüências,
Poderei sofrer com este fogo que me arrebata,
Louca paixão.

Direi em pensamentos que nunca mais hei de fazer,
Mais vem outra e entro de corpo e alma
Como sendo a primeira vez...
Serei tola outra vez.

Por causa dela sou o poço;
Não ficarei no fundo
Porque quero a paixão dilaceradamente,
Meu corpo grita incansavelmente,
Incessantemente pelo o amor que não terei.
Poty – 06/03/2010

Corações separados


A saudade aumenta,
A distância diminui,
O coração acelera,
A vida consome...
A imaginação vai longe
E como vai a busca do impossível, do proibido...
... O pensar voa...
Olhar atento
As vezes à toa...
Ainda mais quando está friozinho,
Uma garoa fina a bater na janela,
O coração acelera e pensamentos voam...
Vou seguindo sem você,
Mas acelera os compassos das batidas que fazem pensar na distancia e também no quanto seriamos felizes perto...
Juntando os dois corações num só coração.
Poty – 04/03/2010

Ela passa


Quando a vida passa,
Só passa...
E as marcas ficarão.
Quando insiste em ficar...
Não tem jeito...
Chegará o dia que se tornará pó.
Não tem como ficar
No alto da compadecida
Em lamentações
Compadecendo-se
Do flagelo carcomido
Pelo tempo.
Poty – 02/03/2010
Se não fossem os meus sonhos,
A minha liberdade não viveria.
Poty – 19/02/2009

É lindo esta parte que me cabe ver... Imagino você por completa... Ai/ai/ai/ai/ ai... Não suportaria a velocidade do meu coração.
Poty – 20/02/2010


Sorria encanto...
O meu desencanto some com o vôo de teu sorriso.
Poty – 20/02/2010

Amparo


Guardarei nossos segredos
Não como algo inabalável, intocável,
Mas como anteparo da hipocrisia e
Como sendo a nossa causa...
... Só nossa e de mais ninguém.

Não repararei as nossas desavenças
Porque delas tiraremos proveitos...
... É através delas que aprendemos.

Aguardo e não reparo.

Despreparados estão
Para ser guardião
De nossas convicções.

Não darei guarida aos invasores,
Aos que se intrometem
Em nossas relações
Seja ela qual for.

Seremos o amparo
De nós mesmos...
Resguardando as devidas pretensões.
Poty – 16/02/2010

Você chega de mansinho...
... Quieta fica.
Não sei se é por causa de mim
Ou por causa de ti,
Somente ti.

Deixa-me pensativo,
Inquieto
Querendo resposta...
... Apenas resposta.

Quero algo a mais.
Quero penetrar
Em teus pensamentos,
Descobri-los,
Fazer parte deles.
Será que deixas?!
Vou assim mesmo!

Cativa-me com teu jeito bruto a ser lapidado...
... Serei o artífice que lapidará esta jóia preciosa.
Poty – 14/02/2010

Teu telhado


Vou ter o telhado?
Pode ser o quarto ao lado.

Você deixa entrar?
Passo a chuva e vou embora.

Não o quero pra mim!
Apenas um aconchego e partirei sem deixar vestígios.

Não é de vidro
É espaço forte
E nem quero ser invisível.

Deixa ir!
Não preciso pra sempre, são alguns dias e seguirei meu destino.

Não levarei nada, ficará sobre teu telhado... Quero apenas teu amor!

O que se construiu sob ele não será cobrado e nem será abraçado como sendo a última causa...
... És a própria causa de viver.

Sob teu telhado vai ficar o passado -
Não me deixas entrar porque dormes dele, -
És executora do acontecido que caia sobre ti.
E recusas eu entrar!
Poty – 08/02/2010

Eu não tenho

Eu não tenho nada -
Eu não vejo então -
Fico sem nada.

Eu não tenho,
O que fazer sem pão?

Vaza pelas mãos
Escorre nesta vazão,
Eu não tenho.

O que fazer nesta imensa solidão?
Não tenho anda.

Continuo nesta vastidão,
Sem nada ter.

Durmo sem colchão
No chão duro
E não sei o que remediar.

Não tenho onde morar
Fico perambulando por ai neste mundo que cabe
E me coube ficar sem chão.
Poty – 30/01/2010

Apenas Mãos


Apenas mãos
Mãos calejadas,
Mãos que escreve
Mãos que acaricia, ah essas mãos...
Mãos que abanam
Mãos que tapeiam
Mãos que cuidam... Mãos, ah mãos...
Mãos que agarram
Mãos que afagam
Mãos sensíveis,
Mãos que acenam... Mãos são mãos, mas que mãos!
Mãos que tocam,
Mãos carinhosas,
Mãos protetoras,
Mãos salientes, ah como queria essas mãos.
Mãos traçando mãos,
Mãos roubando irmãos,
Mãos doadoras,
Mãos louvando,
Mãos tocando seja lá o que for, são mãos!
Foi escrito por várias mãos!
Poty/Binha – 28/01/2010
Na janela há flores

As flores exalam na janela recebendo fluídos do sol irradiando as pétalas...
Assim transformando o canto que as têm.
... Eu tenho o sentimento sem expressão...
Deixo-as pairando sobre a luz que surge pela janela.
Colher e ser colhida com exatidão.
... Na minha janela tem a flor de mirra...
(Na minha tem a flor que mereces),
Flor de todo dia,
Flor que se espalha
A flor que regamos...
Seja onde estiver,
Mas na janela tem seu brilho.
Poty – 13/01/2010
O mundo é a estância viva que fecunda.
Poty – 10/01/2010
O Corredor
Corredor azarento
Corredor que passa,
Dos andarinhos,
Dos fantasmas...
Que a noite se movimenta,
De criancinhas brincando,
De pessoas andando sonâmbulos em busca do nada...
De almas penadas,
De vivos azarentos,
Zombando por nada...
Corredor das passaradas
Trafegando sem nada...
Parece trafego de almas penadas
Querendo levar os que ainda permanecem brincando e azarando a bicharada...
Os que são e os que já foram,
Passasse, mas repassasse também...
E ficam os sentimentos partilhados.
O corredor não vai a lugar nenhum!
Poty – 08/01/2010
Entre nós...
Pelo menos te faço algo
Que satisfaz e me satisfaz também,
Mas fala muito de ti contigo mesmo
E de mim comigo mesma...
Sinto eco em mim.
Poty – 08/01/2010
Tenta-me

Você me tenta
E quero ser tentado por ti.
Contenta-me a tua perdição.
Sinto bem pelo teu tentar,
Pela tua sensibilidade
Por tua sensualidade
Pelo teu sorriso
Pela tua pele
Pelo teu olhar
Pela tua timidez
Por tua sensatez
Por tuas imaginações
Por tua solidão
Pela tua mansidão
... A tua causa, sem causa...
Poty – 07/01/2010
Alma...
Energia flutuante
Água corrente que desce montanhas
Segue caminhos inesquecíveis
Vai energizando por onde passa
Por quais afluentes circula...
Poty – 03/01/2010
Não adianta Plástica

Nada adianta se não te faz bem,
Nada adianta se tua morada interior não se encontra bem,
Se você não se sente segura para seguir a vida.
Quando a plástica recobre os defeitos externos e encobre os internos.
Para quê uma boa estética se a ética encontra-se desmoronando.
Se quiseres fazer, que faça, mais seja num ato de reconciliação do corpo com suas energias.
Poty – 03/01/2010

terça-feira, 6 de julho de 2010










Zine Da Gaveta apresenta
Sarau do Desespero
Música, vídeo, teatro, dança, literarura... Tudo com o tempero do desespero.
O desespero alimentando a arte!
Lançamento do zine Da Gaveta n 5.
10 de julho às 22h
Studio Mix 54 (Rua Visconde de Pelotas, 87 - Centro - Caxias do Sul)
Valor: R$ 7,00
Ingressos antecipados no Leeds Pub (Rua Os 18 do Forte, 314 - Lourdes - Caxias do Sul)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Desespero








Vou desesperadamente em busca de algo...

Não sei o que...

O desespero chegou

Pegou

E arrasou...

Aflito fiquei

Apaguei-me

Não desesperei...

Veio de surpresa

Levou-me feito louco apaixonado

Transtornado

Desesperado...

... Não tenho mais o que fazer se estou sem esperança –

Dizem que é a última que morre –

... Vou deixar para alguém...

Porque a desesperança é minha!

Não quero contagiar ninguém.

Poty – 12/05/2010

No cárcere



Não fiquei quieto diante meu cárcere.

Aproveitei as paredes e escrevi sobre este momento.

Nos porões não há como se sujeitar da infeliz situação.

Manifestei-me!

Usarei os carrascos para torná-las evidentes!

... O que fiz na prisão foi disseminado além muro...

Sustentei-me!

Permaneci firme diante meus torturadores.

Pois a liberdade de escrever é potente e

Não há cárcere que derrube.

Poty – 29/05/2010

Arisco



Vivo no risco, com risco

... Arisco...

Risquei da vida danos normais

Mais arisquei as memórias que guardei...

Riscarei os danos, folharei o que nos fez bem.

Poty – 19/05/2010

Existência


Somos cavaleiros andante, errante que segue sem se deixar cair, mais que caia e se levante.

A vida é passagem sem que seja algo que difere de nossa relação de mortal.

Continuemos entre altos e baixos sem querer ficar no lodo que resvala sobre nós.

Deixemos os males fazerem parte não tomando conta por si só e que a outra parte seja o contrapeso deste equilíbrio.

A existência inexiste desde que não queira existir.

Sejamos o fragmento da existência ou não?!

Poty – 22/05/2010

Tsunami










Leva

Lava

Arrasa

Deixa vestígios...

Renova

Inova

Os males...

Teima

Persiste

E não deixa se levar...

Segue.

Resiste

Fica

E começa tudo de novo.

Poty - 28/04/2010

Não tenho tempo


Não tenho tempo...

... Dê tempo ao tempo e qualquer dia terá tempo que o tempo dirá e fará dele o teu tempo.

Poty – 20/05/2010

O Animal que vive dentro de mim










O animal que vive dentro de mim...

Nestas andanças

Mato o animal

A Cada dia que se encontra dentro de mim



Revigora-se o instinto que

Faz-me ser

Caçado

Caçador



Enfrento todos os dias

Este animal

Que acorda em mim

Ferozmente



Abraço-me ao meu temor

Envolvo-me com minhas verdades

Encaro-os as inverdades...



Solto o corpo tenro.

Abandono a rigidez

Que este animal faz-me sofrer...

Vou continuar com ele...

É a garantia de minha sobrevida.

Poty – 26/05/2010

Acreditar

O que me assusta

É não acreditar mais.

É não sonhar mais.

Não a dor que sinto.



O que me entristece

É deixar de acreditar

Em ti.

Não por causa do que és,

Mas o que deixou de fazer.



Quero sentir o calor dos teus braços

Do que a indiferença que nos afasta.



Tenho que acreditar

Se não serei algo sem vida.

Poty – 13/04/2010

domingo, 11 de abril de 2010

Dá-me

Dá-me
O teu prato
Porque não tenho o que comer

Dá-me
O teu amor
Porque sem ele não sei viver

Dá-me
O teu lado que não conheço
Porque hei de saber reconhecer

Dá-me
A razão de viver
Porque sem ela
Não saberei te ver

Dá-me
Apenas o pouco
Ou o suficiente –
Se não vier –
Basta o que tiver
Poty – 08/01/2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sem estágio

Todos querem ir ao céu,
Mas não querem morrer!

Querem ter a vida eterna,
Mais não faz por onde tê-la!

Vivem o flagelo
E querem o martírio.

Destroem a vida
E querem a ressurreição.

Querem ser elevados sem passar pela agonia que construiu.

Da sublevação
Ao sufrágio.

Querem o céu dos vivos,
Não o inferno dos mortos...
A gélida palidez d’alma
Do que o calor infernal.

Só querem,
Mas ficam sem.
Poty – 26/02/2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amar é

Sempre há lugares para novos amores...
Não sou fechado aos amores...
Amar é sem fronteira...
É ser livre.
... Amar é...
Nada mais o possível do impossível.
Poty – 30/01/2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Minhas travessuras

Eu, feito menino
Vou brincando
Com minhas artimanhas
Se querer parar.

Sou menino rebelde.
Dou gargalhadas
De minhas travessuras.
As vezes deixo pessoas horrorizadas.
Só faço coisas boas para alegrar os que estão carentes, tristes, necessitando de algo a mais...

Sou menino travesso
Que atravesso
E permaneço no mesmo lado...
Vou ao outro lado para cometer travessuras.

Não fico quieto,
Me inquieto diante tanta arte...
Contesto.

Sou o arquiteto
Que detesto
A pequenez,
Por isso sou a própria travessura.
Poty – 06/02/2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Meu presente...

Ainda não sei se vai...

Não terá laços, nem fitas e tão pouco papel maché luminoso...

Se for será surpresa...

Será com emoção...

Não será comentado a ninguém...

Será de coração...

De mente aberta sem querer cobrar outro de volta...

Poty – 21/01/2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

A dita ditadura

O ditado
Da ditadura
Não é escrito...
É proscrito nos porões,
Na tortura,
E na repressão.

É com subterfúgios
E não há negociação...
É à base de bala,
Coturnos
E prisões...
... O terror é a solução.

O medo impera...
Quem dita
São os canhões.

Há os mortos
E jogados nos crotões.

Continuam a ditar o medo
Para ninguém saber
Como foi ditado nos porões.
Poty – 16/01/2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Terra dando resposta

Entre escombros há vida!
Desmorona construções,
Outros se vão
E há os que ainda querem controlar os irmãos.

A terra respondendo com sua vida em ebulição,
Vai mexendo nas profundezes,
Vai trepidando entre placas
E chega a terra com imensa precisão.

Do espaço vem conjugando a mais tenra situação...
Trovões, tempestades, chuvas torrenciais, enchentes
E fica o homem nadando em seus próprios descasos.

Usufruiu de sua morada (da terra)
E a fez de mera ocasião...
Deixando catástrofe,
Fome (miserabilidade)
E nem quis saber o que poderia acontecer após a usurpação.

O descaso com a vida,
Com a terra,
Com os que sofrem...
Só se juntam,
Só há irmandade,
Solidariedade...
(Sem olhar a quem)
É quando chocalha as nossas mentes através
Da destruição.
Poty – 16/01/2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mate















Partilha esse chimarrão comigo?...
Todo!
Até o fim
A última gota
O último roncado
A última chupada
E vamos papeando
Passando de mão e mão
O mate amargo que faz bem
A roda ta feita para o chimarrão circular...
Poty – 09/01/2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O que virá depois deste?

Apenas o novo que não sei...

São expectativas,

Desejos a realizar,

Sonhos a concretizar.

Estarei neste último dia a esperar o inesperado,

Mas festejando o que realizei,

Conquistei,

O trabalho que desenvolvi

E Dentre delas,

Amizades,

Amores...

Para permanecer vou está de branco, vermelho, verde, amarelo, azul, rosa...

Colorido total!

Vai ser assim!

São cores do amor.

Da Sorte.

Da Paixão.

Da Paz.

Da Esperança.

É o que basta!

O que quero mais?!

É só deixa passar,

Porque virá outro e outros.

Poty 28/12/2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O presente que ganhamos!

Não ganhei,
Mas tive carinho
Abraço e
Beijos.

Tive triste porque me senti mal com a desolação do outro.

Não quero presente por causa da pressão comercial,
Por obrigação,
Mas por livre escolha.

Quero ganhar presente
Por estima,
Dedicação,
Espontaneidade,
Amor e
Paixão.

Sem demérito aos que vivem achando que é oblação.
Há os que acham que compra os outros dando as migalhas
E há os que escolhem o presente que quer ganhar.

Quero ganhar presente,
Mas que seja sem pretensão.
Poty – 25/12/2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal que passa...

A cada Natal que vem,
Outros passarão.

Vem outro e passará.

Fica a preparação do próximo.
Agonia sem fim.

Todos a festejar!

Comida farta
Outros sem pão.

Uns choram
Alguns até soltam gargalhadas.

Celebram a vida
Outros lembram a morte.

O Natal será o mesmo.
Poty – 17/12/2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Sozinho...

Na escuridão
Do meu silêncio
Continuo a varar a noite

Fico a testar-me
Perante o silêncio
Que me faz calar

Sou o silêncio
Que não quer falar

Deixa-me quieto
Quero estar sozinho

Serei a calma
Que lavará a alma

A retidão
Com exatidão

O afastamento
Do dia
Que permeia em mim

O alongamento
Da noite
Que me toma conta

Na escuridão
Permaneço
E não quero mais nada
Poty – 28/11/2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Distância

Que o sussurrar do vento te leve um beijo carinhoso e eterno e me deixe em seus pensamentos para que a distância não apague de ti minha existência.
Não deixarei apagar. Os ventos sopram no quadrante, - entre o sul e o norte, de leste a oeste - e carrega-me até ti. A distância é física de corpo presente, mas a gente sente com a mente esvoaçante voando sem fim.
Poty – 21/11/2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Sorte

Fico a me perguntar,
Precisamos de sorte ou de oportunidade?
Será que sorte é ter direito de viver?!
Onde se ganha sorte?!
Nasce com ela
Ou ela vem?!
Será que é para todos
Ou para alguns?!
Onde se materializa,
No caça níquel,
No carteado,
Na noitada...
... Em Deus...
Para alguns há sorte,
E para outros azar.
Como se materializa?
Se não vem para todos...
Então há os fortes
E fracos.
Deixemos a sorte de lado
E faremos acontecer
Oportunidades para todos.
Poty – 11/10/2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Descendência/ascendência

Está escrito na genética
A tua com a minha
A minha com a tua
Aparência.

Não tem como esconder,
Encontra-se na minúscula partícula
De nossos ancestrais.

Somos antepassados
Que as células nos conduzem.

Traz-se marcado
Traços traçado pelas digitais.

Não há de se negar
As aparências
Que nos é negada.

Transcende o que se descende.
Poty – 20/10/2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Nega-me

Nega-me o teu amor, a tua indiferença, a tua raiva, a tua insensatez, mas nunca a tua liberdade, porque não viveria.
Poty – 01/011/2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Há...

Há...
Há os que vivem
Há os que nascem
Há os que continuam vivendo
Há os que não querem nada com a vida
Há os que vivem numa boa
Há os que desistem de viver
Há os que não dão bola...
Há os que nem querem saber...
Há os sem destino/rumo
Há os que aproveitam
Há os que a tiram...
Há os que se jogam do precipício
Há os que somem
Há os que vão subitamente
Há os que nos deixam se avisar
Há os pelo menos dão recado
Há os que vão e não voltam mais
Há os que voltam e nem dão satisfação
Há os que permanecem
Há os que ficam para sempre
Há de tudo nesta vida
Poty – 31/10/2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Assexuada/sexuada

Se dizes que sou sua juventude, que te faço viver, então não és assexuada, és sexuada porque vives animada com minha presença, com minha vivacidade, com minha juventude, com minha animação, que sou a tua alegria personificada, que sou teu amor fraternal, mas quero ser carnal... É melhor carnal porque me excitas para vida, para além de minha imaginação...
Poty – 24/10/2009