quarta-feira, 30 de maio de 2012

Felicidade!
Estou alegre hoje
Ontem? Passou...
Quero o agora!
Sem rotina
Na cama, varanda
E amanhã?Se houver,ótimo
Hoje agora
Vou te contagiar,venha
Precisar não tem hora
Depois quem sabe?
Não quero saber,vem...

Madulew 27/05/2012



domingo, 27 de maio de 2012

O nu



O nu não tem
nada a ver com a
intimidade de
beber antes,
nem com os
desejos de querer
antes, agora ou
depois.
Tem tudo a ver
com o quente
olhar da
intimidade que
vem da harmonia
do corpo nu que
se predispôs
deixando para depois.
Poty 02/07/2011

Exuberante


É de uma exuberância farta que a gula não provém...
Seria saciado ou não?
Vivaz sem ser capaz de assumir
É perspicaz
Rasteja
Não sabe aonde vai dá
Apenas
O fundo do poço ficou lá no fundo...
E o que vem depois?
Deixemos que viva!
Poty – 25/05/2012
(...)eu quero ser possuído por ti,
por tua paz,

por teu inferno,
por teu céu
que sempre te leva a maior de tuas sensações e...
que eu a ame
esquecido e alforriado de todas as convenções.

eu quero ser possuído por ti,por tuas coxas,
por teus seios,
por tua boca.
que me comas para o teu gozo e...
que me ames,
pois, abraçado por tuas pernas,
farei de teus olhos a minha pátria .

[daufen bach.]

Mate




Partilha esse chimarrão comigo?...
 Todo!
 Até o fim
 A última gota
 O último roncado
 A última chupada
E vamos papeando
Passando de mão e mão
 O mate amargo que faz bem
 A roda ta feita para o chimarrão circular...
Poty – 09/01/2010

Motivo


Cecília Meireles
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Querer-me



Não adianta me dizer o que fazer
Tenho meu jeito de ser
Não pretendo te querer...
Quero amar você!
Vou responder...
Para depois ter.
Deixe-me aqui,
E ame outra vez...
Jogue tudo ao lado
Não fique desesperado!
Vou estar acompanhado.
Desista!
Não serei teu amado...
Poty – 30/05/2006










Filho

Tenho dez... Que dez?

Quero um presente para valer um dez!

Estou ansioso que me dêem nota dez...
Vejo papai chateado mais no fundo Ele é dez!

Mamãe fazendo de tudo por mim para chegar aos dez,
Não me importo se terei algo,
Só quero que se lembrem dos meus dez anos.

Se eu fizer dez...
O que será de mim após os dez anos?
Deixa primeiro eu viver os meus dez anos.

Eu avisei que ia completar dez...
E pensei de fazer um aniversário dez.

Mamãe tentou fazer uma festa para festejar o meu ano dez...
Festejamos e parabenizamos pelos seus dez anos...
Feliz aniversário! Você é dez...
Poty – 08/05/2006
A dona dos olhos
Descobri nos olhos montanhosos
Uns brilhos novos
Mais poderosos
Que os do espelho

Brilhantes olhos estes
Mais confiantes
Que os de muitos seres
Fizeram-me próximo
Fizeram-me querer
Ser um ser importante
Daquele instante em diante

Descobri
Que a dona dos olhos confiantes
Acha imporatante ser
Um ser dos meus próximos

A dona dos olhos brilhantes
Passou a ser um dos seres
Que mais gosto

Aposto que sente
Exatamente
Intensamente
O mesmo que eu.

Flávio Bougleux


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Academia Caxiense de Letras

Meio século de história

Academia Caxiense de Letras, fundada em 1962, comemora jubileu

Corria o ano de 1962 quando, numa tarde de junho, um grupo de apaixonados pela literatura, incluindo nomes como Cyro de Lavra Pinto, Joaquim Pedro Lisboa e João Spadari Adami, resolveu fundar a Academia Caxiense de Letras. Passados 50 anos daquela primeira reunião, realizada numa saleta aos fundos da barbearia Pérola, de propriedade de Spadari, a ACL recebe amanhã às 19h30min, na Câmara de Vereadores, uma homenagem pelo seu jubileu de ouro, comemorado oficialmente no próximo dia 1º.

Com 40 cadeiras, seguindo os moldes da Academia Brasileira de Letras, a ACL conta hoje com 33 acadêmicos e alguns simpatizantes. A intenção é, até o final do ano, completar o número de vagas, fato inédito nesse meio século de existência, conta a atual presidente, Marilene Caon Pieruccini:

– O grupo fundador tinha cerca de 10 pessoas. No dia seguinte (da fundação), o Cyro de Lavra Pinto, o primeiro presidente, colocou o livro de atas debaixo do braço e foi batendo nas portas de pessoas que gostavam de literatura, até chegar a 40 assinaturas, mas muitos não chegaram a frequentar a ACL.

Marilene, que mergulhou em pesquisas para a produção de dois livros – um que será distribuído nesta quinta, com textos dos atuais acadêmicos e alguns dados históricos, e outro mais aprofundado, com a história completa da entidade, com expectativa de lançamento ainda este ano –, conta que, na segunda reunião, João Spadari Adami levou a sugestão de 21 nomes de patronos, e só posteriormente chegou-se aos 40 oficiais.

– Curiosamente, também nunca se passou de 21 acadêmicos presentes nas reuniões, pois sempre há os que não podem comparecer – acrescenta.

Um dos primeiros acadêmicos, embora não estivesse na reunião de fundação, é o historiador Mário Gardelin, até hoje detentor da cadeira número 1. Ligia Dal Zotto, da 19, é outra do grupo de pioneiros.

Diferentemente do que muitos pensam, a Academia não reúne apenas escritores. Como destacado na ata da primeira reunião e nos discursos da data, a entidade deveria congregar “amantes das letras”, quer eles tivessem ou não algo publicado. É assim até hoje – inclusive há casos de acadêmicos que só publicaram após já integrarem o grupo. A própria ACL já realizou a publicação de cadernos, que eram coletâneas de textos, mas isso não acontece mais, por falta de verbas. Para o livro do jubileu, foi conseguida aprovação pelo Financiarte, e para o livro histórico também será pleiteado esse custeio.

A ACL reivindica, também, uma verba pública anual de R$ 50 mil, que seria usada para custear o Prêmio Etnias, a ser concedido anualmente a uma obra de escritor local publicada no ano anterior. Só na premiação ao vencedor, seriam gastos R$ 30 mil – o que o colocaria no nível de alguns dos maiores prêmios literários brasileiros, como Barco a Vapor.

Saraus literários e trabalho em escolas

A rotina da Academia Caxiense de Letras inclui duas reuniões mensais. A primeira, administrativa, ocorre na segunda sexta-feira do mês, às 19h. Entre outros assuntos, ali são comunicados lançamentos de livros e outras atividades envolvendo os membros do grupo. O principal encontro da ACL, no entanto, é o literário, realizado no dia seguinte, ou seja, no segundo sábado do mês, com início às 15h.

A cada edição, um acadêmico se responsabiliza por trazer um tema para discussão. No último, Maria Helena Catani falou sobre a poesia em Caxias do Sul, desde os primórdios até 1972; no próximo, Alice Brandão vai falar sobre trova literária, promovendo ainda uma oficina sobre o gênero para os colegas. Depois da palestra ou oficina, ocorre uma confraternização, uma espécie de “chá das cinco” – que normalmente ocorre lá pelas seis, brinca a presidente da ACL.

Os trabalhos da academia, no entanto, não são apenas internos. Os membros participam de feiras do livro por todo o Estado, promovendo lançamentos, palestras e oficinas. Na feira caxiense, a ACL mantém sempre uma sala, com várias atividades. E, durante todo o ano, promove oficinas e atividades para o público externo, como nos projetos Clube dos Apaixonados pela Leitura, voltado às escolas da cidade, e Os Sentidos na Criação da Poesia, voltado à comunidade em geral, ou o Conto(ando), oficina de minicontos que ocorre tanto em escolas quando na sede da academia.


Retorno à sede

Por muitos anos, a Academia Caxiense de Letras não teve sede fixa. No início, as reuniões realizavam-se numa salinha nos fundos da Barbearia Pérola, em frente ao Eberle. Com o tempo, passou por vários lugares – casas de acadêmicos, clubes, biblioteca municipal, Câmara de Vereadores. Houve até uma reunião realizada na Praça Dante, quando se viram sem sede. Com a itinerância, grande parte dos arquivos da ACL acabou se perdendo.

Há pouco menos de uma década, o grupo começou a se reunir na antiga capela do Centro de Cultura Ordovás, e, quando da gestão de José Clemente Pozenato na Secretaria da Cultura, o espaço foi cedido em comodato para a ACL por 50 anos, renováveis por mais 50. No entanto, quando o lugar passou por restauração, os acadêmicos acabaram indo para outra sala, também no Ordovás. Em abril, conseguiram retornar à capela.

 Sessão Solene dia 24/05/2012.

 Uma homenagem na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, às 19h30min desta quinta-feira, dará início às comemorações dos 50 anos da Academia Caxiense de Letras (ACL). A solenidade terá a presença dos acadêmicos, devidamente paramentados, e servirá também para a apresentação, pela primeira vez, do hino do jubileu, com letra da atual presidente da instituição, Marilene Caon Pieruccini, e música de M. Osmar Ferreira, simpatizante da ACL e que fará a apresentação, com voz e violão.

Os festejos do meio século, que será completado oficialmente no dia 1º de junho, prosseguem na próxima semana. Nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, à noite, haverá programação na sede da Academia, na antiga capela do Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, incluindo sarau e coquetel para os acadêmicos.

No dia 2 de junho, sábado, será inaugurado um memorial da ACL, também no Ordovás, às 10h, com cerimônia de quebra da matriz da medalha do jubileu. Ao meio-dia, haverá almoço festivo no Zarabatana Café.

No domingo, dia 3, às 11h, completam-se as comemorações com uma missa em trovas na Catedral Diocesana.


domingo, 20 de maio de 2012

Pode fluir, que vou me abrir todo pra ti... pode liberar que vou estar pronto pra ti... pode ser você que serei eu... deixe correr solto que estarei a esperar quando esbarrar em mim... sinta que sentirei o teu prazer... seja o objeto de teus pensamento que serei o atributo...
seja capaz do que nunca fez... não sou eu que te condenarei, serei o protetor.
Poty - 19/05/2012
A paixão é o calor que envaidece

Ver se aquece!

A coloração é a luz que enriquece

A traição padece

Ver se esquece!

A comoção amolece

A rejeição envelhece

A gozação resplandece
A procriação rejuvenesce

A violação recrudesce
Ver se enrijece.

A doação fornece.
Ver se protege.
Poty - 21/03/2006

Crônica dos loucos

A loucura é algo que a nossa sã consciência não tem capacidade de perceber.

A doidice não será capaz de ter resposta para os que não a entende.

A insanidade cabe na alucinada condição do ser humano que vive no limiar de sua bipolaridade (entre a sua extrema felicidade e tristeza).

Cabe ele determinar aonde vai sua mania de sê-lo.

O que anda na rua vivendo sua imaginação de jogador, andarilho sem destino, o que vai de um lado pra outro sem ter a noção que os normais exigem tê-lo como se fosse algo de extrema necessidade, os que vivem de catar seus delírios e aqueles que ficam estáticos sem querer ir, esta é sua psicose.

E os que em sua paranoia de viver não consegue nem falar com outro e fica quieto em seu canto, seu único canto que não temos como chegar nele.

Também há os inseguros, imprecisos, depressivos e tantos!

Cada qual com suas alienações!

As vezes acontece dia de fúria, a raiva exaltar-se.

É turbilhão.

É como se fosse um pote cheio de água quebrando e esparrama pelo chão e não tem com segurar, jorra-se sem fim!

Poty – 13/05/2012
Eu...presente...

Gostaria de ser jovem,pele sedosa...
e me dar de presente
...mas não sou
Dou meu pensamento
Carregado de desejos
carinho,amor,amor sim
tolo de dar medo

Com minhalma aos seus pés
meu coração em suas mãos
Um voto de felicidades...
...intenso,passional

Madulew
17/10/2010





















quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tudo nasce de um desejo,
De uma fantasia,
De uma paixão,
De um olhar,
De uma atração física,
De um cheiro,
De um passar por perto...
Tudo é química que envolve este querer.
Essa querência também pode ser só fantasia, se esvai num sopro.
Até agora passou vários sopros e o vento não teve força para derrubar.
Veio vendavais!
Sim, teve muitos.
Passou-se por todos e continua-se em pé.
Poty - 13/05/2012


Macho não ganha flores



Fico me perguntando; porque macho não ganha flores?
Como seria interessante uma mulher, quiçá uma criança, minha mãe ou meu pai, talvez um amigo viesse presentear-me com flores... Seria sensacional!
As flores não têm culpa da relação machista de quem as levou não ser recebidas pelo macho homem/ homem macho;
São lindas com suas cores deslumbrantes!
Perfumadas com seus intensos aromas produzidos no orvalho e no estágio que perpassam pelo ambiente natural.
Não me venham com esta de que macho não pode ganhar flores!
Condená-las por quê?
Só por uma mera condição de ser macho?!
Por causa da sensibilidade que submete na imensa exatidão de querer esconder explorando o ser mundano.
Fico eu, a imaginar como seria emocionante receber flores de uma mulher querida... Mas, não to nem ai para os que pensam que me afeminei pelas flores que declarei a minha sensível emoção de macho homem que é e quer ganhar flores para dá um tom diferente nas cores rabugentas que permeia no escuro da noite.
Poty – 03/02/2007


domingo, 13 de maio de 2012

Sarau Antimanicomial







18/05 - sexta-feira

23h - Sarau Antimanicomial de encerramento no Bar Level Cult na Estação Férrea

Local: R Coronel Flores, 789 – São Pelegrino

Intervenções artísticas, exposição de obras de arte, declamações de poesias.
 
Caros amigos poetas caso queiram participar recitando sobre este assunto esta uma boa oportunidade!
Espero tua confirmação até quarta-feira, é participação limitada por causa do tempo e horário.
Fiquei nesta tarefa a pedido do amigo Eduardo.