domingo, 29 de agosto de 2010

Alma...
Energia flutuante
Água corrente que desce montanhas
Segue caminhos inesquecíveis
Vai energizando por onde passa
Por quais afluentes circula...
Poty – 03/01/2010
Não adianta Plástica

Nada adianta se não te faz bem,
Nada adianta se tua morada interior não se encontra bem,
Se você não se sente segura para seguir a vida.
Quando a plástica recobre os defeitos externos e encobre os internos.
Para quê uma boa estética se a ética encontra-se desmoronando.
Se quiseres fazer, que faça, mais seja num ato de reconciliação do corpo com suas energias.
Poty – 03/01/2010

terça-feira, 6 de julho de 2010










Zine Da Gaveta apresenta
Sarau do Desespero
Música, vídeo, teatro, dança, literarura... Tudo com o tempero do desespero.
O desespero alimentando a arte!
Lançamento do zine Da Gaveta n 5.
10 de julho às 22h
Studio Mix 54 (Rua Visconde de Pelotas, 87 - Centro - Caxias do Sul)
Valor: R$ 7,00
Ingressos antecipados no Leeds Pub (Rua Os 18 do Forte, 314 - Lourdes - Caxias do Sul)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Desespero








Vou desesperadamente em busca de algo...

Não sei o que...

O desespero chegou

Pegou

E arrasou...

Aflito fiquei

Apaguei-me

Não desesperei...

Veio de surpresa

Levou-me feito louco apaixonado

Transtornado

Desesperado...

... Não tenho mais o que fazer se estou sem esperança –

Dizem que é a última que morre –

... Vou deixar para alguém...

Porque a desesperança é minha!

Não quero contagiar ninguém.

Poty – 12/05/2010

No cárcere



Não fiquei quieto diante meu cárcere.

Aproveitei as paredes e escrevi sobre este momento.

Nos porões não há como se sujeitar da infeliz situação.

Manifestei-me!

Usarei os carrascos para torná-las evidentes!

... O que fiz na prisão foi disseminado além muro...

Sustentei-me!

Permaneci firme diante meus torturadores.

Pois a liberdade de escrever é potente e

Não há cárcere que derrube.

Poty – 29/05/2010

Arisco



Vivo no risco, com risco

... Arisco...

Risquei da vida danos normais

Mais arisquei as memórias que guardei...

Riscarei os danos, folharei o que nos fez bem.

Poty – 19/05/2010

Existência


Somos cavaleiros andante, errante que segue sem se deixar cair, mais que caia e se levante.

A vida é passagem sem que seja algo que difere de nossa relação de mortal.

Continuemos entre altos e baixos sem querer ficar no lodo que resvala sobre nós.

Deixemos os males fazerem parte não tomando conta por si só e que a outra parte seja o contrapeso deste equilíbrio.

A existência inexiste desde que não queira existir.

Sejamos o fragmento da existência ou não?!

Poty – 22/05/2010

Tsunami










Leva

Lava

Arrasa

Deixa vestígios...

Renova

Inova

Os males...

Teima

Persiste

E não deixa se levar...

Segue.

Resiste

Fica

E começa tudo de novo.

Poty - 28/04/2010

Não tenho tempo


Não tenho tempo...

... Dê tempo ao tempo e qualquer dia terá tempo que o tempo dirá e fará dele o teu tempo.

Poty – 20/05/2010

O Animal que vive dentro de mim










O animal que vive dentro de mim...

Nestas andanças

Mato o animal

A Cada dia que se encontra dentro de mim



Revigora-se o instinto que

Faz-me ser

Caçado

Caçador



Enfrento todos os dias

Este animal

Que acorda em mim

Ferozmente



Abraço-me ao meu temor

Envolvo-me com minhas verdades

Encaro-os as inverdades...



Solto o corpo tenro.

Abandono a rigidez

Que este animal faz-me sofrer...

Vou continuar com ele...

É a garantia de minha sobrevida.

Poty – 26/05/2010

Acreditar

O que me assusta

É não acreditar mais.

É não sonhar mais.

Não a dor que sinto.



O que me entristece

É deixar de acreditar

Em ti.

Não por causa do que és,

Mas o que deixou de fazer.



Quero sentir o calor dos teus braços

Do que a indiferença que nos afasta.



Tenho que acreditar

Se não serei algo sem vida.

Poty – 13/04/2010

domingo, 11 de abril de 2010

Dá-me

Dá-me
O teu prato
Porque não tenho o que comer

Dá-me
O teu amor
Porque sem ele não sei viver

Dá-me
O teu lado que não conheço
Porque hei de saber reconhecer

Dá-me
A razão de viver
Porque sem ela
Não saberei te ver

Dá-me
Apenas o pouco
Ou o suficiente –
Se não vier –
Basta o que tiver
Poty – 08/01/2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sem estágio

Todos querem ir ao céu,
Mas não querem morrer!

Querem ter a vida eterna,
Mais não faz por onde tê-la!

Vivem o flagelo
E querem o martírio.

Destroem a vida
E querem a ressurreição.

Querem ser elevados sem passar pela agonia que construiu.

Da sublevação
Ao sufrágio.

Querem o céu dos vivos,
Não o inferno dos mortos...
A gélida palidez d’alma
Do que o calor infernal.

Só querem,
Mas ficam sem.
Poty – 26/02/2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amar é

Sempre há lugares para novos amores...
Não sou fechado aos amores...
Amar é sem fronteira...
É ser livre.
... Amar é...
Nada mais o possível do impossível.
Poty – 30/01/2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Minhas travessuras

Eu, feito menino
Vou brincando
Com minhas artimanhas
Se querer parar.

Sou menino rebelde.
Dou gargalhadas
De minhas travessuras.
As vezes deixo pessoas horrorizadas.
Só faço coisas boas para alegrar os que estão carentes, tristes, necessitando de algo a mais...

Sou menino travesso
Que atravesso
E permaneço no mesmo lado...
Vou ao outro lado para cometer travessuras.

Não fico quieto,
Me inquieto diante tanta arte...
Contesto.

Sou o arquiteto
Que detesto
A pequenez,
Por isso sou a própria travessura.
Poty – 06/02/2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Meu presente...

Ainda não sei se vai...

Não terá laços, nem fitas e tão pouco papel maché luminoso...

Se for será surpresa...

Será com emoção...

Não será comentado a ninguém...

Será de coração...

De mente aberta sem querer cobrar outro de volta...

Poty – 21/01/2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

A dita ditadura

O ditado
Da ditadura
Não é escrito...
É proscrito nos porões,
Na tortura,
E na repressão.

É com subterfúgios
E não há negociação...
É à base de bala,
Coturnos
E prisões...
... O terror é a solução.

O medo impera...
Quem dita
São os canhões.

Há os mortos
E jogados nos crotões.

Continuam a ditar o medo
Para ninguém saber
Como foi ditado nos porões.
Poty – 16/01/2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Terra dando resposta

Entre escombros há vida!
Desmorona construções,
Outros se vão
E há os que ainda querem controlar os irmãos.

A terra respondendo com sua vida em ebulição,
Vai mexendo nas profundezes,
Vai trepidando entre placas
E chega a terra com imensa precisão.

Do espaço vem conjugando a mais tenra situação...
Trovões, tempestades, chuvas torrenciais, enchentes
E fica o homem nadando em seus próprios descasos.

Usufruiu de sua morada (da terra)
E a fez de mera ocasião...
Deixando catástrofe,
Fome (miserabilidade)
E nem quis saber o que poderia acontecer após a usurpação.

O descaso com a vida,
Com a terra,
Com os que sofrem...
Só se juntam,
Só há irmandade,
Solidariedade...
(Sem olhar a quem)
É quando chocalha as nossas mentes através
Da destruição.
Poty – 16/01/2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mate















Partilha esse chimarrão comigo?...
Todo!
Até o fim
A última gota
O último roncado
A última chupada
E vamos papeando
Passando de mão e mão
O mate amargo que faz bem
A roda ta feita para o chimarrão circular...
Poty – 09/01/2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O que virá depois deste?

Apenas o novo que não sei...

São expectativas,

Desejos a realizar,

Sonhos a concretizar.

Estarei neste último dia a esperar o inesperado,

Mas festejando o que realizei,

Conquistei,

O trabalho que desenvolvi

E Dentre delas,

Amizades,

Amores...

Para permanecer vou está de branco, vermelho, verde, amarelo, azul, rosa...

Colorido total!

Vai ser assim!

São cores do amor.

Da Sorte.

Da Paixão.

Da Paz.

Da Esperança.

É o que basta!

O que quero mais?!

É só deixa passar,

Porque virá outro e outros.

Poty 28/12/2009