segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O teu almoço

Quero teu almoço
Teu sabor

Provoca arrepios
Tuas ancas

A comida
Que vi

Fiquei animal farejando
Olfato ufanava
O sentido profundo do cheiro -
Continuava repetidamente -
Oscilava entre a vontade de comer e o aroma voraz de devorar
Poty – 20/12/2013


Quero você como é

Eu quero você
Com ou sem
Estrias
Varizes
E defeitos

Não quero a perfeição, ela não existe.

O que importa
É você latente
Contente
Ou não

Vale mais seu dengo
Beijo
Sua sensualidade
Malícia
Do que a busca da perfeição
Poty – 20/12/2013


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sua viagem

O Poeta faz viagem sem fim, voa sem sair do chão.

Poty – 19/12/2013

Rosa Vermelha



A Rosa que é Rosa
Sempre será Rosa...
Brota e desabrocha.
A vermelha é tom da sensação
De extrema unção
Com muita tentação
Impulsiona
Vontades e desejos
Acentua minha percepção
Olhares intermináveis
É a rosa vermelha.
Poty – 18/12/2013


O jogo de se apaixonar


Prefiro o jogo da sedução, da cama, do abraço e quero ser chamado e continuar jogando nestes termos; o balanço, o aconchego, o chamego no molejo. Sem regras, nem hora marcada, sem escanteios, impedimentos e pênalti; o que vale é o jogo que já citei.

Poty – 18/12/2013

Cada bicho em seu tempo


Sou bicho de outra quadra
Sem nada no corpo
Bicho estranho neste tempo
Bicho de outrora
Eu acredito em cada momento
E os bichos de agora
Cada um tem a sua tribo
Como fora antigamente
Mas buscam na história
E faz a junção de como fora naquele tempo
Montam suas vestes
Ajeitam seus cabelos
Embelezam seus corpos com tatuagem
 Piercer
Brincos...
Segue a sua onda.
Bicho para cada era
É assim a esfera.

 Poty – 18/12/2013 

A coruja vigilante


E com suas cores deu asas à imaginação.
A Coruja sendo guardiã daquela esquina surrada e agora é um colorido só, Ela vai proteger com seus olhos bem arregalados perante os malfeitores, faz teu canto vigilante quando houver abandono!
Poty – 17/12/2013


Sem conexão

Ao sentir-me, fica toda sem conexão.


Poty – 15/12/2013

Faceira

Ela toda faceira

Sorrindo com dedo na boca

Se mordendo toda

Começa a se contorcer

Tendo imaginações no que ver neste instante.


Poty – 15/12/2013

Fragilidade

Fragilidade...
Qualquer momento de baixa acaba com entusiasmo, mas é preciso firmeza para continuar...
É importante tentar manter... Não desista... A estima tem suas baixas e é compensada com suas alterações de humor... Seja para o bem ou para o mal. Esta condição é normal.
Torna-se anormal quando se quer viver aos seus extremos.
Não deixe de tentar!
Ameniza aqui ou lá!
Não é a morada ou o local que muda e sim a sua própria percepção entre estar ou não ciente/consciente do que se quer e como quer construir sua iniciação/continuação ou exterminar/procriar...
Poty – 14/12/2013


Amor mesquinho

Amor mesquinho que não se doa (é o que dizem as filosofias e religiões: amor é doação), o que percebo e vou vendo até hoje, Ele é determinante quando se diz que acabou: se torna mesquinho, pequeno, frágil, entediante, corriqueiro sem abundância e vai ficando sem palavras, sem voz em agonia. Vão enchendo de enfeites esquecendo-se de sua triste situação.
Tudo é possível diante da mera capacidade de sentimentos/ressentimentos que causa em cada ser humano e causador de sua dor/sofrimento, assim transformando em mágoas e sofrimentos, tornando incrédulo, indiferente e sem recepção. Pode ser que surja outro amor, mas vai ser de novo, outra vez e vêm as dúvidas, as inquietudes com ou sem razão e outras com pura emoção. Marca a vida dos que se deixam amar, se amar, ser amado ou não sem querer a exclusiva e egoísta sensação de ser o dono, mas é assim ora livre ora excluso e também exclusivista. Esta é a tentação humana que se permanece inerente a sua história: ensinada, revisada, procriada, planejada diante fatos preestabelecidos pelos detentores que maquinaram por séculos e séculos e nos quer forjados desta verdade absoluta.
Coitados dos que são contrários deste mero desejo.
Poty – 14/12/2013


Cascata


Ela veio da enxurrada, da triste inundação, da acumulação de um dia que seria 

de um (1) mês; juntou-se e foi arribanceira e vem até a beira da Serra 

(no precipício), 

na ponta da cabeça e transforma-se em Véu, chamado da Noiva.

Poty - 06/12/2013

Mulheres de peito

Mulheres de peito, aguerridas, guerreiras e rebeldes que não desistem da luta... Têm seus dengos, suas malícias, suas bruxarias, suas invenções para permanecerem atuantes e destoantes da forma que querem que Elas sejam, mas Elas destoam com firmeza, carinho e geram novas vidas.

Poty – 12/12/2013

Se desfez

Desfaz o que foi feito sem arrependimento.

Fica o sentimento de algo que foi feito e que não será mais.

Não se desmancha mais, isso é fato notório.


Poty – 12/12/2013

Curto

Sinto-me vivo

Real

De sonho em mente

Realizando o que não se quer

Transbordando sensibilidade

No ato de fato

Curto a mim sem pretensão de diminuir o outro...


Poty – 07/12/2013

Companhias

As minhas são acompanhada das más que os ditos 

seres normais a chamam de maus.


Poty – 07/12/2013

A Morte

A morte escancara a vida e nós seres mortais querendo fugir 

e ela chega sem avisar, mas sabemos que qualquer dia virá!


Poty – 07/12/2013

A mente se molda

Tudo se molda na cabeça... Não no corpo.
É a mente quem cria, formula e vai se adequando num processo construído para tal situação e vamos adotando formas, normas, modas e uma relação ditatorial.

Poty – 04/12/2013

Fogo/paixão

Fogo, paixão... Tolices
Emoção
Perde a razão
Volta tudo
Segue em explosão
Irreverente
Arte na ação
Com muito tesão
Excita-se com a meiguice
Com sorriso é pura fascinação
Quente e doce
Torna-se mel agrião
Pimenta e açucarada
Vira um tormento é vulcão
Poty – 04/12/2013



Elas jogando


Elas incontroláveis, incontestáveis aguerrida... Mulheres de peito... Forte e frágil, mas com sua sensualidade a flor da pele e coloridas para o batente diário. Mostrando-se irreverentes diante esta sociedade hipócrita, mas jogando para fora e para si, sendo Elas, a própria revolução.

Poty – 04/12/2013

Sono


Canso/descanso... Sono vem, é interminável/incontrolável... Toma-se decisão brusca (café, chimarrão... estimulante) ou apenas uma soneca é mais leve, acorda-se esperto com mais energia e retoma a luta animada e vai ao batente muito latente segue a frente... Será que volta ou é a solução?!

Poty – 03/12/2013

Meu Violão

Meu violão escorado a espera de mim!
Ele num nostálgico e repleto descanso, mas querendo ser tocado, dedilhando em suas cordas e eu avanço carinhosamente e começo a dedilhá-lo que vai criando um processo de vibração quer termina em som.

 Poty - 02/12/2013

Ela se vai!


Sinto você tão perto, mas muito longe ao mesmo tempo.
É como se tivesse fugindo, escapando ou correndo para não se encontrar.
Ou que a nossa amizade tivesse ao fim de um começo que não começou ou teve a iniciativa sem permanecer ou reatar sem estar, conservar para convencer... Sinto que não converte, mas é assim! Fazer o que? Seguir tentando!

Poty – 02/12/2013

Sobre teu corpo

Sobre teu corpo nadaria
Num sabor sem igual
Numa imagem colorida à beira mar
Olhares penetrantes com paixão
Distraídas
Retidos num sentido só
Aquele momento estanque
Ali, sem parar.
Ora em silêncio
Ora o grito dentro mim era mais forte e estridente
Continuava no mesmo lugar!
 Viajava mansamente.
O lugar permanecia em minha mente.
Poty – 02/12/2013


Atemporal

Sou atemporal no meu tempo sem retórica.


Poty – 01/12/2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Noite se faz


Nuvens chegando, o sol perpassando sobre as nuvens e a escuridão embriagada surge para enamorar-se e vem à noite feito torrão derramado pelo sol.

Poty – 29/11/2013

Perto

Se eu morasse perto
Iria bem juntinho
Onde você quiser.

Poty – 29/11/2013

Tu vens, eu vou!

Tu vens
Eu vou aos teus sinais...
Sentir teu sumo e provar...
O teu aroma tragar
Teu gosto deliciar
Quero teu sabor e me acabar.

Poty – 29/11/2013

Cata vento

Cata vento
Conta o vento
Rebola e trás pra gente.
Poty – 29/11/2013


Cão sem dono

Vivo vagando no mundo feito um cão sem dono.


Poty – 27/11/2013

Roubo minha túnica

Você roubou minha túnica, fiquei desnudo.

Poty – 27/11/2013

Viajando...

Viajando em seu mundo, fiquei sem despedida.

Poty – 27/11/2013

fugindo de mim

Você foge de mim como se tivesse fugindo do Diabo.


Poty – 27/11/2013

Banido

Por causa de meus ideais, às vezes sou banido, perseguido e condenado, mas persisto e não desisto.

Poty – 27/11/2013

Ensinando

Ensinando...
Vou ai te ensinar... E vai ouvindo...
Então vem!
Eu vou adorar
É perigoso...
Muita tentação
Vai que eu tento
Atento
Desatento
Lento
Desalento
Abuso do seu tentamento
Mas porque é tão perigoso assim?
Mas podemos controlar
Não aguento
Fica no pensamento
Está bom, mas como vai ficar no pensamento, se estará perto?
A imaginação é um tormento...
Você por perto... Ufa...
É colossal!
Abissal
Um caso terminal
Fatal
É como se fosse animal
Mas nossa lhe dou tanta tentação assim?
É toque carnal!
Sem solução...
Continuo a te ensinar ao que me propôs.

Poty – 27/11/2013

Curtindo

Ele curtindo em sua bicicleta, de viola nas costas e 

ouvindo tambores. 

Poty - 24/11/2013

A dor!

A dor não se ver se aceita a dor da outra pessoa, porque só a pessoa sabe a dor que sente e passa. É insuportável, nem remédio faz passar (é paliativo), só naquele momento e volta tudo de novo outra vez e mais vezes.
Seja ela qual for! É dor!

Poty – 22/11/2013

Na mesa de bar

Na mesa de bar canto, chorinho, samba...trivial... 

continua a cantoria com harmonia sem saber onde se 

vai... na beira do mangue seguindo o mar. 

Poty - 22/11/2013

Soltando Pipa


Soltando pipa nas areias do morro da Esperança, ficava esperando qual seria a primeira a ir mais alta e longe e depois veria o lance da disputa... era um corre corre para buscá-la após o corte... Serrão e gilete... O colorido continua e a brincadeira também. 
Poty - 22/11/2013

Batucada na Feira


Na feira livre a batucada corria solta.

Poty - 22/11/2013

Postada

Senta
Postada
Sobre mim

Sinta-me
Com calor enfurecido
Sobre teu corpo nu

Eleva
Tua ânsia
Enquanto és tocada

Trema
Sem pensar no depois
É agora
Neste instante
Tua agonia
Poty – 22/11/2013


Motel



Lugar de amores proibido
Insano
Arrojado
Sem rodeios

Quarto da satisfação
Do medo
Do esconderijo
Da bolinação

Na cama
Na banheira
No banheiro
Banho a dois com muita vontade e a vontade.

Espelhos à volta e no teto visto sobre todos os ângulos sem pudor.

Entrada sem endereço com adereços
Sem demonstração e as escondidas
Sem enrolação.
Segue sem comentários, apenas a espera de chegar ao quarto e abre-se o verbo, tirar-se a roupa.
Acaba-se talvez a timidez e começa-se as preliminares e as vezes vai direto aos fatos sem vias.

Poty – 22/11/2013

Cansado

Olheiras
Profundas
E secas.

Sono mal dormido
Madrugadas sem dormir.

Prossegue a sina
Ela me persegue.

Fico a imaginar bichos.

Sonho como se tivesse nos lugares
Ou gente por perto.

Medo à solta sem querer sair.

Poty – 20/11/2013

Sorriso escancarado

Este sorriso rasgado
Estonteante
Vibrava numa sonoridade
Como nunca tinha ouvido
Apenas vibrei
E fiquei a olhar para teu belo sorriso.
Poty – 16/11/2013

Taís

Taís Batalha, sem guerra...
A Batalha sem batalha
O sorriso estampada na trincheira...
A sua guerra é a nossa guerra
Segue Batalha na batalha!
Poty - 16/11/2013

A linda da tarde

Ela, a linda da tarde.
Ela vai andando
E deixa tudo azul.
A mais linda de toda cidade.
Ela tem olhos azuis
Brilha como o céu...
O sol dar o tom esverdeado...
Ela, a bela do meu mundo.

Poty – 16/11/2013

Quero dançar

Quero dançar!
Onde?
Na praia?
Assim é bom demais
Bem à vontade dançando
Êxtase total
Realmente...
A lua no alto...
A água morna... Maravilha!
Fria noite
Quente corpo
E muitas estrelas no alto cintilando
Cantando as ondas em nossos pés...
Não podia faltar... Ondas... Não!
Eu pegando em teu corpo sedoso.
A brisa... Uma brisa leve e perfumada
Toca no seu corpo nu!
Viajando leve feito pluma
Continuamos a dançar...

Poty – 14/11/2013