Como feito um bicho da lata do lixo.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tomo água do riacho
Poluída feita o diacho.
Tenho sede, Tenho fome...
Não querem que eu seja humano.
Tenho sede,
Tenho fome...
Olham-me como um indigente
Tenho sede,
Tenho fome...
Apenas peço como gente.
Tenho sede,
Tenho fome...
Ofereceram-me os dejetos
Tenho sede,
Tenho fome...
Deram-me os restos
Tenho sede,
Tenho fome...
Não quero rejeitos.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tomo água do esgoto feito um porco.
Tenho sede,
Tenho fome...
Tenho fome...
Que alegria! Vieram alguns e me deram água bem servida e comida.
Poty – 27/04/2006
domingo, 6 de maio de 2012
Se eu pudesse
Se eu pudesse te abraçava,
Beijava
Acalentava...
Colocava-te no colo
Ardente desejo...
Apimenta essa imaginação
Far-te-ia o que mais queria
Chega bem perto de mim...
Sinta o calor no meu peito pulsar o meu coração pelo teu.
Querer a tua excitação em troca da minha...
Ser teu amante como se fosse seu...
Babo como um cão no cio,
Cheirando o odor que enlouquece os meus brios.
Poty – 29/06/2006
Órbita Literária
— com Ana Cardoso, Raimundo Poty, Jaqueline Pivotto e Vinicius Todeschini em Aristos London House. Outros participantes.
sábado, 5 de maio de 2012
Noite de lua cheia
Hoje a Lua vai tá linda, mais próxima
a terra.
Traz paz, mais amor, paixões.
Vamos admira-la!
Ontem a noite ao fechar a janela, me
chamou a atenção o clarão dela
Alucinante, apaixonantes... Noites de
passear... De dançar, de cantar...
De admirar as estrelas
O céu com seu brilho e sobre as
nuvens Ela se encontra...
Céu claro para caminhar, amar.
Hum... Essas são as alegrias que a vida
nos proporciona!
Noite de lua cheia, o rosnar dos
animais, o latido dos cachorros, o uivar do lobo no cio.
Momentos simples e tão significativos
Vai lua faz meu amor passar, ele vai
chegar cantarolando.
De mansinho como tu surges ao céu... Muitas
transformações em nossos pensamentos... Mudas a cada semana... Hoje és única, Lua
cheia!
Poty – 05/05/2012
Órbita Literária
Grande turma - Órbita Literária - A FESTANÇA: Ana, Adriana, Juli, Jaque, Troian, Vinicius e Eu. Dez esta turma!
Na Janela
Na janela há floresAs flores exalam na janela
recebendo fluidos do sol
irradiando as pétalas
Assim transformando o canto que as tem
...Eu renho o sentimento sem expressão...
Deixa-as pairando sobre a luz que surge
pela janela
Colher e ser colhido com exatidão
...Em minha flor tem mirra...
(Na minha tem a flor que mereço)
Flor de todo dia
Flor que regamos
Seja onde estiver
E na janela tem seu brilho
Poty 13/01/2010
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Casa na areia
Casa soterrada
O vento leva
Areia vem
Areia chega
E encosta na casa
O teto
Telhas de cerâmica
Fica a vista
É onde moro
Não tenho pra onde ir
Serei levada pela areia
Arrastada
Ela corre
Circula
A minha casa também
Vai coforme as dunas
Teimosa como Ela
Permanece intacta
O Morro e Ela
Poty – 30/04/2012
Poema "FELICIDADE DENTRO DA GENTE"
Um poema pra gente.
Vou me encher de ternura
... pensar na flor, na tanajura
nas calçadas riscadas de giz
onde pés infantis pulam descalços.
Vou me encher de silêncio
e ouvir o barulho escondido
lá no fundo do ouvido
da minha melhor gargalhada.
Vou me encher de felicidade
e saber que nessa idade
ainda há gente ternura,
gente sorriso,
gente amizade.
Rosa da Rosa*
Me contorcendo por dentro
Gemendo em silêncio
Uma luta interna sem precedentes.
Agonia sem resposta
Sem querer parar...
Um furacão
... A milhão...
Sem milhas
Num velocidade sem fim
Ultrapassa barreiras...
Barreiras não existem
Não se encontra resposta
Adrenalina toma conta de meu corpo,
Ferve
Me arremessa num mundo desconhecido
É complexo este meu desejo louco
Alucinado
Poty 29/04/2012
Gemendo em silêncio
Uma luta interna sem precedentes.
Agonia sem resposta
Sem querer parar...
Um furacão
... A milhão...
Sem milhas
Num velocidade sem fim
Ultrapassa barreiras...
Barreiras não existem
Não se encontra resposta
Adrenalina toma conta de meu corpo,
Ferve
Me arremessa num mundo desconhecido
É complexo este meu desejo louco
Alucinado
Poty 29/04/2012
In “A Solidão da América Latina”
Discurso proferido quando recebe o Nobel de Literatura, 1982.
“Ouso dizer que é esta desproporcional realidade, e não apenas sua expressão literária, que mereceu a atenção da Academia Sueca de Letras. Uma ...realidade não de papel, mas que vive dentro de nós e determina cada instante de nossas incontáveis mortes de todos os dias, e que nutre uma fonte de criatividade insaciável, cheia de tristeza e beleza, da qual este errante e nostálgico colombiano não passa de mais um, escolhido pelo acaso.
Poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e canalhas, todas as criaturas desta indomável realidade, temos pedido muito pouco da imaginação, porque nosso problema crucial tem sido a falta de meios concretos para tornar nossas vidas mais reais. Este, meus amigos, é o cerne da nossa solidão.”
In “A Solidão da América Latina”
Discurso proferido quaNdo recebe o Nobel de Literatura, 1982.
De: Projeto Releituras
Discurso proferido quando recebe o Nobel de Literatura, 1982.
“Ouso dizer que é esta desproporcional realidade, e não apenas sua expressão literária, que mereceu a atenção da Academia Sueca de Letras. Uma ...realidade não de papel, mas que vive dentro de nós e determina cada instante de nossas incontáveis mortes de todos os dias, e que nutre uma fonte de criatividade insaciável, cheia de tristeza e beleza, da qual este errante e nostálgico colombiano não passa de mais um, escolhido pelo acaso.
Poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e canalhas, todas as criaturas desta indomável realidade, temos pedido muito pouco da imaginação, porque nosso problema crucial tem sido a falta de meios concretos para tornar nossas vidas mais reais. Este, meus amigos, é o cerne da nossa solidão.”
In “A Solidão da América Latina”
Discurso proferido quaNdo recebe o Nobel de Literatura, 1982.
De: Projeto Releituras
“Certos namorados brigam dia sim, dia não. Na sexta se amam, no sábado se odeiam, no domingo fazem as pazes, na segunda prometem nunca mais se ver. São amores movido à adrenalina, que rendem bons versos e letras de música. Muito destes casa...is conseguem chegar ao altar e continuam entre tapas e beijos até as bodas de ouro. Brigam e voltam tantas, mas tantas vezes, que na verdade nunca chegam a se separar. Deixe que digam, que pensem, que falem. O amor é lindo.”
Martha Medeiros
Martha Medeiros
sábado, 28 de abril de 2012
A palavra mágica
"Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
... a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra."
Carlos Drummond Andrade
"Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
... a senha do mundo.
Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra."
Carlos Drummond Andrade
Quero caminhar sobre ti,
Enroscar,
Ensopar,
Conter em meus braços...
Oferecer banho.
Fazer de ti minha escalada natural
Fazer juras de amor!
Quero te dar carinho,
Lambuzar toda com meu cheiro,
Meu calor animal
Demarcar...
... Demarcar minha marca...
Minha devoradora vontade...
Onde fores me levará contigo.
Poty – 28/04/2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Auto-retrato
De minha parte,
sou ou creio ser de nariz grande, de olhos pequenos, com poucos cabelos na cabeça,
de abdômen volumoso, de pernas compridas, de pés grandes, amarelo de pele,
generoso nos amores, impossível com cálculos, confuso com as palavras, terno com as mãos,
lento ao andar, de coração inoxidável, adorador das estrelas, marés, terremotos,
admirador de besouros, caminhante das areias, ignorante das instituições,
chileno perpétuo, amigo dos meus amigos, mudo com inimigos,
intrometido entre os pássaros, mal-educado em casa, tímido nos salões,
audaz na solidão, arrependido sem objeto, horrendo administrador, navegante de boca,
curandeiro da tinta, discreto entre animais, afortunado nas nuvens densas,
pesquisador de mercados, obscuro nas bibliotecas, melancólico nas cordilheiras,
incansável nas florestas, lentíssimo nas respostas, ocorrente anos depois,
vulgar durante todo o ano, resplandecente com meu caderno, de apetite monumental,
tigre para dormir, sossegado na alegria, inspetor do céu noturno,
trabalhador invisível, desordenado, persistente, valente por necessidade,
covarde sem pecado, sonolento por vocação, amável com mulheres,
ativo por padecimento, poeta por maldição e tonto dos tontos.
Pablo Neruda - (Chile, 1904-1973) Prêmio Nobel de Literatura em 1971.
Pensei, pensei, pensei... Vontade deu... Quis ir... Mas a dúvida vinha e não sabia se ia ou se ficava... Não fui.
Mas pensava, pensava, pensava... Está muito atarefada, sem tempo, sem espaço pra mim...
Fico eu sofrendo com minha vontade de quer ir. Decidir ficar para não atrapalhar.
Saber por que, você não me respondeu. A dúvida imperou sobre mim, será que não adiantou ou só foi fogo de palha ou não valeu... A dúvida continua e continuará, mas o que aconteceu valeu até por demais.
Poty – 22/04/2012
Eu não tenho
Eu não tenho nada -
... Eu não vejo então -
Fico sem nada.
Eu não tenho,
O que fazer sem pão?
Vaza pelas mãos
Escorre nesta vazão,
Eu não tenho.
O que fazer nesta imensa solidão?
Não tenho nada.
Continuo nesta vastidão,
Sem nada ter.
Durmo sem colchão
No chão duro
E não sei o que remediar.
Não tenho onde morar
Fico perambulando por ai neste mundo que cabe
E me coube ficar sem chão.
Poty – 30/01/2010
Eu não tenho nada -
... Eu não vejo então -
Fico sem nada.
Eu não tenho,
O que fazer sem pão?
Vaza pelas mãos
Escorre nesta vazão,
Eu não tenho.
O que fazer nesta imensa solidão?
Não tenho nada.
Continuo nesta vastidão,
Sem nada ter.
Durmo sem colchão
No chão duro
E não sei o que remediar.
Não tenho onde morar
Fico perambulando por ai neste mundo que cabe
E me coube ficar sem chão.
Poty – 30/01/2010
terça-feira, 24 de abril de 2012
COGITO
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos segredos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim..
Torquato Neto
Uma mulher
Uma mulher caminha nua pelo quarto
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher que ao vê-la
nua no quarto pouco se sabe dela
a cor da pele, dos pêlos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca
uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: os sonhos, as axilas,
a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora
o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora
Bruna Lombardi
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher que ao vê-la
nua no quarto pouco se sabe dela
a cor da pele, dos pêlos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca
uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: os sonhos, as axilas,
a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora
o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora
Bruna Lombardi
desta vez não vai ter neve como em petrogrado aquele dia
o céu vai estar limpo e o sol brilhando
você dormindo e eu sonhando
nem casacos nem cossacos como em petrogrado aquele dia
apenas você nua e eu como nasci
eu dormindo e você sonhando
não vai mais ter multidões gritando como em petrogrado
[aquele dia
silêncio nós dois murmúrios azuis
eu e você dormindo e sonhando
nunca mais vai ter um dia como em petrogrado aquele dia
nada como um dia indo atrás do outro vindo
você e eu sonhando e dormindo
Paulo Leminsk
o céu vai estar limpo e o sol brilhando
você dormindo e eu sonhando
nem casacos nem cossacos como em petrogrado aquele dia
apenas você nua e eu como nasci
eu dormindo e você sonhando
não vai mais ter multidões gritando como em petrogrado
[aquele dia
silêncio nós dois murmúrios azuis
eu e você dormindo e sonhando
nunca mais vai ter um dia como em petrogrado aquele dia
nada como um dia indo atrás do outro vindo
você e eu sonhando e dormindo
Paulo Leminsk
domingo, 22 de abril de 2012
Estar sem estar...
Fica sem ficar.
Insatisfação a vista...
Se colar colou.
Se não, continua sem perder de vista a noção do estar.
Insatisfação chega pra lá.
... Eu continuo, não deixo a satisfação.
A gente sabe logo de primeira
Coisa horrível quando falta...
É assim que se faz.
Poty/Dulce – 25/03/2012
Quisera eu dar a cara pra bater no mundo!
Quisera não me tornar estátua com medos
Aquela que não tem etiqueta
Bebendo um gostoso Porto...
Aquela que beija e morde e sangra
(Ledalge, Salvador, 2009)
Quisera não me tornar estátua com medos
E soltar a poesia marginal que me vigia!
Que dá vazão às discórdias
Bebendo um gostoso Porto...
A poesia que com barro é moldada
Uma cartilha sem término eu seria
Pena que por vezes a solidão é fera
Que arde no bolso e na lapela
E faz do poeta um ladrão de ironias!...
sábado, 21 de abril de 2012
Tenta-me
Tenta-me
Você me tenta
E quero ser tentado por ti.
Contenta-me a tua perdição.
Sinto bem pelo teu tentar,
Por tua sensualidade
Pelo teu sorriso
Pela tua pele
Pelo teu olhar
Pela tua timidez
Por tua sensatez
Por tuas imaginações
Por tua solidão Pela tua mansidão ...
A tua causa, sem causa...
Poty – 07/01/2010
Andarás
Andarás faceira
Fique amante
Seja amiga...
... Continue sendo você...
Siga a tua vida...
Fique amante
Seja amiga...
... Continue sendo você...
Siga a tua vida...
Continuas fascinante
Merece
Não abuse
Jogue
Não retruque
Possibilite
...Que a vida te dará...
Poty 08/10/2010
quinta-feira, 19 de abril de 2012

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Mário Quintana

Tê-la em meu corpo,eu no teu...
Desnuda,falante,muda...
Mas sussurando baixinho em meu ouvido
ou gritando calorosamente
Alucinadamente...
Uiva rouca com voz sensual...
...Estremece a minha timidez de macho
em busca de ti...
Insolente serei
Vou passear em tua pele macia
Escalando teu corpo molhado
Desesperada de desejo
Querendo passear e deslizar
...Sem pressa...
Sem jeito...
Apenas sendo muito original
Me envolve
Me chama
e afagas esse corpo que te clama
Poty 07/10/2010
terça-feira, 17 de abril de 2012

A tua insinuação me provoca, me convoca e dar arrepios...
És tentação pura da minha insensatez que a lucidez se perde.
Assim estarei alucinado (louco sem perde a minha lucidez), inspira-me desejos proibidos, desinibidos, descabidos arrebata-me nesta pequena e mundana sensação! Sou o coitado em tuas peripécias de menina brincando com a libido de alguém, mas satisfaz a mim as tuas sensuais insinuações.
Poty – 07/01/2009"
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