sábado, 9 de maio de 2015

A Praça em êxtase



Sobre os bancos caia pingos de chuva
Folhas levadas pelo vento
Estáticas as molhadas
Névoa entre os galhos 
Perpassam as árvores
A praça sem ninguém
Apenas a garoa, os bancos, árvores (com seu verde lodo, amarelo amarrotado, avermelhado) e a cerração (cinza) e pedras escuras sentido a chuvarada em seu chão.
Charmosa Praça sua harmonia com precisão e outono se fez com toda sua graça.
Poty – 16/05/2014

Ensaio na Cama



Ela transcendeu na cama
Além de sua harmonia
Foi-se o toque
Sem imaginar malícia
Foi sintonia
Música e corpo
Poty – 16/05/2014

Fica descontrolada

Eu a desconcerto 
Fica descontrolada
Querendo fugir para longe de mim
E ao mesmo tempo querendo ficar perto de mim
Seus pensamentos ficam enovelados
Sem sentido
Sou seu descontrole
Poty – 15/05/2014

Celebra a vida

Cada momento da vida tem que ser celebrado por estar vivo.
Poty – 15/05/2014

Desgarrado

Desgarrar
Descola
Se solta
Viaja sem frescura
Larga 
E corre
Flutua livremente
Poty – 15/05/2014

Se vamos morrer

Para quê se vamos morrer... 
Sofrer antes do tempo e nem no próprio tempo...
Chorar sorrir 
Sorrir chorar até enquanto viver...
Poty – 15/05/2014

Sua forma 
Seu jeito 
Sentada 
Deitada
Andando
Ansiosa
Seja como for, voluptuosa. 
Poty – 15/05/2014

Baianas

As Baianas 
Em sua roda dança
Vende acarajé
Abará 
Vatapá 
Vai a sua tenda de terreiro
 Para seu Babalorixá
Vivendo na dança do candomblé
Poty – 14/05/2014

Dança comigo

Vem dançar comigo, vem?! 
Te pego pela mão ergo o teu braço e te agarro a outro te pega pela cintura saímos no salão a flutuar e não vamos parar.
Poty – 14/05/2014

A barbárie

Estamos vivendo nos tempos da intolerância, indiferença e banalidade como se fosse a única arma de salvação da sociedade.
Para mim, a salvaguarda é não violência, a conversa, a troca de ideias, círculos de paz trazendo junto à arte (cultura) e não só nos chamados lugares inseguros, como: favelas, periferias, palafitas, os morros e sim também onde estão os ditos incluídos. 
Estamos assistindo na TV e outros meios de comunicação como se fosse um circo em troca de pão (na época dos gladiadores, do império romano) por diversão com pouco de sadismo, me parece que estamos na barbárie, me lembra da época de caça as bruxas; tipo o filme: “As Bruxas de Salém”.
Nos meios de comunicação passa-se linchamentos, descasos, assassinatos e ficamos ali, assistindo e os comunicadores sendo juízes, esse sim deveriam buscar ser mais imparcial ou que seja parcial procurando desenvolver a tolerância e não mais rancor porque estão ajudando os sádicos, a barbárie como se fossem juízes fazendo a chamada justiça com as próprias mãos e assim matando inocentes neste coliseu chamado sociedade.
Tem os que se acham os Senhores da verdade absoluta, os que não aceitam e ficam calados (em cima do muro), para mim são os piores, porque pensam que não tem nada a ver com estes acontecimentos e são problemas do outros e assim deixando impunes os algozes.
Antes de ver os monstros dos outros vejam os seus talvez sejam piores dos que estão condenando sem o direito de justiça, sem o direito de resposta e devemos ficar só olhando como se tivesse num museu apreciando. 
Os que são contra a esta barbárie não devem se calar, ficar meramente assistindo como espectadores, deve sim se unir dar um basta, deve buscar a mudança como forma real de vida, dando exemplos e temos belos exemplos a seguir.
Não ficar somente esperando pelo Estado, mas toda sociedade por é fácil pro a culpa nos outros, cada qual em que fazer sua parte e temos boas experiências e exemplos para superar a intolerância, banalidade, indiferença e devemos seguir estes exemplos ou organizar e implantar todos possíveis que supere a barbárie. 
Poty – 11/05/2014

A nação de dois

O que importa neste momento e formamos uma nação que será Eu e Você, nós vamos ser a própria guerra sem violência, seremos a paz quando começarmos a guerra de travesseiros.
Seremos a nação entre nós dois. 
Somente nós.
Será uma grande nação.
Terá negociação, conquistas.
Serei sua conquista e você a minha.
Seremos livres, não tem condenação.
Nós somos os atos, os fatos e faremos o que for preciso para permanecer esta nação.
Não tem política errada, somos o acerto entre nossos braços.
Continuaremos firmes diante abalos e abalados afirmaremos a nossa convicção atados em nossos corpos.
Viveremos a nação de dois, nós dois, só nós.
Poty - 10/05/2014

Leva-me

Leva-me 
Quero estar juntinho de ti em sua cama...
Seu ninho
Seu leito natural
Esquentar-te 
E esquentar-me também
Poty - 10/05/2014

Sono

Nem posso ajudar 
Ou posso
Ou não quer ajuda
Só quer dormir
É incontrolável
Poty - 09/05/2014

Tua voz

Quero ouvir tua voz
Gemendo
Curtindo-me

Quero teu corpo
Tremendo de prazer

Quero tuas pernas
Bambas 
Num treme/treme
Balançando sem noção

Quero ter atenção 
Nas tuas entranhas
Molhada
E adentrá-la 

Quero pegar 
Tuas ancas
E acariciá-la
Poty - 08/05/2014

Ser dengosa

Fascinante ser dengosa
Dar dengo
Sentir de perto
Ouvir o gemido
Sentir o carinho acalorado
Não deixar ir
Apertar
Acalma-se com este dengo
Poty - 07/05/2014

Cansado

Cansado não sabia mais o que fazer... 
Se dormia
Ou sentava...
Ou ficava escrachado no sofá.
Só sei que não queria fazer nada
O cansado me consumia
O desanimo me dominava
Poty - 07/05/2014

Calar-me

Prefiro calar-me
diante o não,
se eu for falar
pode ser que direi
algo que não goste.
Poty - 07/05/2014

Em teus braços

Descansando em teus braços
o sono me liberta
é descanso sensorial
me dar uma sensação de leveza
continuo em teus braços
com a leveza de meu ser
Poty - 07/05/2014

A noite

A noite
surgiu
para deter
o dia
ficou em devassidão,
ai veio
as estrelas
e a lua
para conter 
a escuridão.
Poty - 06/05/2014

Belos olhos

Belos olhos
Olhão 
Lindos
lindão...
Fisguei 
Fisgado fiquei
Olhos que olhei
Poty – 05/05/2014