domingo, 7 de julho de 2013

Não apaga

O tempo não apaga...
Não se apaga os pensamentos
As amizades
As pessoas
Os amores
Desamores
Ficam marcados
Apenas se continua a vida sem rancores
Se não quer ter mais, assim é outra situação, mas nãos e esquece o que já se foi.

Poty – 30/06/2013

Silêncio que grita

Silêncio que grita dentro de mim...
Comete tantos erros, mas fica em silêncio! Apenas ao interessado que silencia sem querer falar, às vezes é melhorar calar.

Poty – 30/06/2013

Denunciar

Vou denunciar

Toda podridão

Dar basta a falsa devoção

Não tem vez neste chão

Fazer calar

A imoral

Da moralidade

Aqui tem vez a revolução


Poty – 29/06/2013

Meus dilemas e canções

Escrevo meus dilemas e canções
E a das outros também
Me abro por inteiro
Sem querer cobrar de ninguém
Vão todas as emoções
Na escrita
Seja qual for o tema
Sensibilizo a mim e alguém
Tudo cabe nesta circunscrição
Não me importo
Escrevo/escrevo/escrevo
Repetirei enquanto tiver força e mente sem objeção

Poty – 29/06/2013

Imaginações...

Imaginações são latentes

Pertinentes

Livre de castigos

Sem culpas

E culpados

Ávido

Eros da sedução


Poty – 29/06/2013

Apego na correria


Ah!
Gente insatisfeita com a calmaria que as ruas não predispõe/dispõe.
Estamos tão perto que a correria é desculpa do espaço para uma boa conversa e dizemos que não temos tempo para nada nem parar para se relacionar com o vizinho.
Será que este tal tempo que falta está sendo a desculpa de tanta violência?
A falta do diálogo ou estamos deixando este para com os objetos dos desejos do status quo?
A oportunidade de abertura de estarmos juntos fica para depois em detrimento da tão afortunada e chamada pressa, correria e tanta mercadoria no meio da gente.
Isso me assusta demais! Ficamos em segundo plano quando se quer embelezar as coisas ditas mercado de materiais (“bijuterias”) e eu corpo sem nada fica a espera de alguém: abraços, aconchegos e/ou pode ser a falta de palavras ditas e fica só: depois se falamos.
Pessoas se afogando no ato do desespero, na varanda do apego de si, na carência de não ter e esquecendo ser.

Poty – 29/06/2013

sábado, 29 de junho de 2013

Minha Cruz

A cruz é minha e mais de ninguém

Cada um carregue a sua


E salve-se quem aguentar


Poty – 28/06/2013

Pernas voam


Tuas pernas voam e não se sabe aonde vai

Deixa relaxando sobre a janela aberta

Sem a mínima pretensão de parar

Apenas desafogar

Poty – 28/06/2013

Vontade de dizer...


Desvairadamente
Vou pensando
E escrevendo
Escancaro
Sem precedente
Não temo
Respostas derivam
Entre o sim e o não
Reações de negar ou aceitar advém
Publicar é a bola da vez e críticas virão
Não me derruba
Poty – 28/06/2013

Faça tudo

Faça tudo
Imagine
Pense
Tente
Realize
Não sofra por isso
Pode se quiser
Imaginar
Sonhar
Fantasiar
Desejar
Não é pecaminoso
Poty – 27/06/2013

Água toncando

Água tocando teu corpo nu
Molha-se
Sentindo frio 
Arrepia todinha
Bicos dos seios empinam
Pelos sobe
Entranhas sucumbem
Penetra-se profundamente
Vontade intensa de descanso
Toque de mãos sobre tuas ancas
Massageando teu púbis
Pernas trêmulas
Bate uma sensação interminável de prazer
Desejos insanos
Profanos
De um banho sem fim
Poty – 27/06/2013

Depois?


Ficando para depois
Um dia quem sabe?
Se acontecer ou talvez incida conforme queira.
Continua o nosso jogo de palavras abertas ou meias palavras sem entender
Fecha-se a causa -
Parafraseando -
Sem mentir...
As verdades ditas de cada pessoa sem desdizer.
Poty – 27/06/2013

Vivenciar e Oxigenar

Enquanto há vida devemos oportunizar as paixões para vivenciar e oxigenar a nossa mente e explodir a nossa vontade... Pulsar nossos corações... Aproveitar a ocasião sem buscar qual razão.
Poty – 27/06/2013

Não fuja


Não fuja
Não tenha medo
Não vou te engolir
Não mordo
Não te como
Aprecio
Tenho apreço
Sem preço
Adereço
Te favoreço
Ofereço
Sem dó e piedade
Só com paixão 
Com todo defeito
Mas com minha afeição
Poty – 27/06/2013

Escandalizar


Quero te escandalizar

Ser tua revolução

Mexer com tuas nobrezas

Teu vândalo

Vandalizar tua astúcia

Ir à rua por causa de tuas artimanhas

Desnudar tuas ideias

Por em movimento teus pensamentos

Poty – 26/06/2013

Agarro


Agarro bem gostosinho
Ficar abraçadinho
Apertar-Te direitinho
Coladinho em te corpo
Sentindo teu coração bater fortemente
Pulsando ofegantemente
Eu pegando
Apalpando carinhosamente
Acariciando cada pétala dele
Poty – 25/06/2013

Calada

O silêncio embrenhar-se e seus sentimentos continuam...
Fiquei esperando e ela calada sem saber o que dizer...
... E fica a pergunta: o que dizer?...
Mexia em seu mais denso pensamento por mais obscuro que seja.
Poty – 25/06/2013

Gerando ideias

Vai gerando ideias

Pensamentos obscenos


Constantes


Mil pensamentos fogosos


Que foge de meu corpo quente


Desejos carnais


Corporais

Tocam-se entre si


Poty – 25/06//2013

Sou poeta marginal


Sou poeta marginal

Recito para uma e mais ou milhares é só me convidar.

Num lugar individual, em público e casual.

Eu recito, faço, dito é proscrito.

Desfaço o que se faz sem assumir a desfaçatez.

Poty – 25/06/2013

Movimento na Rua

A Rua o palco iluminado
Das lutas difusas
Reacionárias
Fascista
Anarquista
Revolucionárias
Com suas facções
Tomadas de assalto
Na paz
Na tapa
Com a força
Depredação
Roubo
Gritos
Palavras de ordem
Sem ordem
Bandeiras de reformas
Insatisfação
Com preconceito
Luta de causa
Outras com causa
Sem direção
Uns sendo pago pelo patrão
Outro livres de pensamento na mão
E levando com amor
Prontos para revolução
Poty – 22/06/2013