terça-feira, 12 de março de 2013

Estranho


Ele me olhava
E Eu olhava Ele
Algo estranho tinha em seu olhar.
Tentava decifrar.
Eu olhava Ele
E Ele me olhava
Continuava estranho.
Sai sem resposta d’aquele olhar estranho.
Poty – 12/03/2013

domingo, 10 de março de 2013

Doido para experimentar


Sou louco

Insano

Desvairado

Desprovido da bebida que se diz única...

Arremeto ao trago

E degustando várias

Sem remorso do gosto que me trás.

Poty – 08/03/2013

Fico perdido


Eu te olhando...

Você sentada e eu ali a te olhar

Ficaria observando

Teus traços

Teus gestos

Tuas façanhas

Você a se levantar e eu ali parado continuo a observar

Como se o mundo parasse

Só nós nele e você usufruindo

Eu ali na minha intensa observação

E você inquieta

Abraçando a natureza

Continuo estático a olhar.

Poty 06/03/2013

Ela


Eu ouvindo aquele sussurro...
Ela gozando...
Deixando-me excitado
Gemia com voz mansa
Eu a escutar no meu silêncio inquietante
Ela sussurrando
Não parava
Eu apenas ouvia
Seu gemido rouco
Hipnotizada
Tentando-me
Ali no meu ouvido


Continuava com sua mão
Num toque infernal
Eu apenas imaginava
Pelo seu soluçado
Como era sua sensação
Agonia sem fim
E eu ali
Escutando seu uivo latente
De repente escuto o delírio sem conclusão
Só ela ali em sua cama
E eu de pé a ouvir (sem vê-la)
Até que em fim ela chega ao seu gozo sem exclamação
poty – 05/03/2013

O tom da natureza


Entre a natureza do verde e seco desbotado depois da queda dos frutos foi se delineando a mesa com o branco da toalha e as cores de seus frutos e frutas... Com um tom da sua criação.

Poty – 07/03/2013

Sem controle


Levanta
E
Siga
Se não mudar
Continue
Não desista
Persista
Tem momento que não há controle neste caminhar...
Poty – 05/03/2013

Cabelo

Seu cabelo enrosca em teu rosto macio sedoso deixando traços de bebê...

Fica a marca do silêncio, mas o sorriso grita tanto/tanto/tanto que escuto aqui bem perto de mim...

Voa sobre letamente e como se fosse sua marca sempre...

Ele vai voando feito pluma sem parar e você o que assim!

Poty – 19/02/2013

Sua árvore


Eu quero ser sua árvore

Como se fosse sua raiz

O tronco para abraçar

As folhas para te esquentar

Deixar me agarrar

Ouvir o som que vem dela

Por sua cabeça a me escutar

Sentir você em mim

Por meu corpo sobre o seu

Deixar flutuar

Poty – 02/03/2013

O prego


Este prego que não quer ser pregado

Bate

Rebate

E a martelada pega bem no dedo, na ponta, na unha para ser mais certeiro... Roxo ficou...

Unha caiu

De teimosa continuou a martelada...




Queria que ficasse na parede e não para com sua teimosia para estampar sua nostalgia.

Segue pregando com mais cuidado para não errar a cabeça do prego,

Se errar vai à unha (assim aja dedo!).

Agora consegue terminar o que começara.

Poty – 28/02/2013

Coração bebê


Pulsa

Explode

Sente

Treme

Remexe

Mexe

Paralisa

Estática fica

Remete e volta tudo e não sabe o que fazer

Poty – 19/02/2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

A luta que a mulher faz

Ela é necessária
A luta se batalha
Dá-se a vida
Com suor, sangue e lágrima.
A liberdade nem se fala
Conquista-se e é cara demais
Vai de coração e alma
Nunca acua
Não vem de mão beijada
Não se vende
Nem se rende
É firme no que se pretende
Liberdade na vida sempre!
Poty – 08/03/2013


quinta-feira, 7 de março de 2013

Não tenho lado




Entre o Diabo e Deus

Estou aqui a fazer muitas estripulias.

Nem sei se eles vão gostar

Que faço/faço/faço/faço

Não consigo mesmo agradar a todos

Seja qual lado for.

Poty – 07/03/2013

A porta



Anda-se vazia de tudo
Precisa-se de espaço
Para cada singularidade
Mas saber ouvir o outro
Que se encontro na outra ao lado.
Poty – 07/03/2013

Sensato



Vou equilibrando com minha leitura da vida e a constatação pelos livros.
O desequilíbrio é a minha percepção da qual colho sobre eles.
Poty – 06/03/2013

Quarto trancado


Encontra-se
Fechado
Trancado
Tento descobrir
O que acontece lá dentro
Fica no meu imaginário
E na minha ficção
O que quero
E estar tudo lá
Poty – 04/03/2013

Brincando no muro


Tijolos
Mal acabado
Inacabado
Cacos de vidro
Derrapei
Me rasguei
Braço ponteado
Neste muro
Desgraçado
Foi eu o descuidado
Poty – 02/03/2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Hipocrisia




Que direito você tem em querer condenar os atos do outro
Se você têm os teus?
Como chamar o outro de qualquer coisa
Se você faz pior que ele?
Como gritar por ai que é o paladino da verdade
Se você esconde de si próprio?
Ainda se acha que estar acima de bem e do mal
Mas deixa furo no que faz.
Como querer daquele que tem coragem de ser ele mesmo?
Então não me venha com sermões cheios de preconceitos, tabus e hipocrisias que não cola mais.


Eu não serei aquilo que querem que seja e não me venha ditar regras que não cumpre nenhum parágrafo.
Serei o que me faz bem e não o que os outros querem e nem tem coragem para assumir o pensam em fazer ou ter.
Não nasci para ser santo e nem quero sê-lo.
Serei homem Diabo para alguns
E Santo para outros.
Eu escolho ser.
Poty – 05/03/2013