quinta-feira, 3 de junho de 2010

Acreditar

O que me assusta

É não acreditar mais.

É não sonhar mais.

Não a dor que sinto.



O que me entristece

É deixar de acreditar

Em ti.

Não por causa do que és,

Mas o que deixou de fazer.



Quero sentir o calor dos teus braços

Do que a indiferença que nos afasta.



Tenho que acreditar

Se não serei algo sem vida.

Poty – 13/04/2010

domingo, 11 de abril de 2010

Dá-me

Dá-me
O teu prato
Porque não tenho o que comer

Dá-me
O teu amor
Porque sem ele não sei viver

Dá-me
O teu lado que não conheço
Porque hei de saber reconhecer

Dá-me
A razão de viver
Porque sem ela
Não saberei te ver

Dá-me
Apenas o pouco
Ou o suficiente –
Se não vier –
Basta o que tiver
Poty – 08/01/2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sem estágio

Todos querem ir ao céu,
Mas não querem morrer!

Querem ter a vida eterna,
Mais não faz por onde tê-la!

Vivem o flagelo
E querem o martírio.

Destroem a vida
E querem a ressurreição.

Querem ser elevados sem passar pela agonia que construiu.

Da sublevação
Ao sufrágio.

Querem o céu dos vivos,
Não o inferno dos mortos...
A gélida palidez d’alma
Do que o calor infernal.

Só querem,
Mas ficam sem.
Poty – 26/02/2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amar é

Sempre há lugares para novos amores...
Não sou fechado aos amores...
Amar é sem fronteira...
É ser livre.
... Amar é...
Nada mais o possível do impossível.
Poty – 30/01/2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Minhas travessuras

Eu, feito menino
Vou brincando
Com minhas artimanhas
Se querer parar.

Sou menino rebelde.
Dou gargalhadas
De minhas travessuras.
As vezes deixo pessoas horrorizadas.
Só faço coisas boas para alegrar os que estão carentes, tristes, necessitando de algo a mais...

Sou menino travesso
Que atravesso
E permaneço no mesmo lado...
Vou ao outro lado para cometer travessuras.

Não fico quieto,
Me inquieto diante tanta arte...
Contesto.

Sou o arquiteto
Que detesto
A pequenez,
Por isso sou a própria travessura.
Poty – 06/02/2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Meu presente...

Ainda não sei se vai...

Não terá laços, nem fitas e tão pouco papel maché luminoso...

Se for será surpresa...

Será com emoção...

Não será comentado a ninguém...

Será de coração...

De mente aberta sem querer cobrar outro de volta...

Poty – 21/01/2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

A dita ditadura

O ditado
Da ditadura
Não é escrito...
É proscrito nos porões,
Na tortura,
E na repressão.

É com subterfúgios
E não há negociação...
É à base de bala,
Coturnos
E prisões...
... O terror é a solução.

O medo impera...
Quem dita
São os canhões.

Há os mortos
E jogados nos crotões.

Continuam a ditar o medo
Para ninguém saber
Como foi ditado nos porões.
Poty – 16/01/2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

A Terra dando resposta

Entre escombros há vida!
Desmorona construções,
Outros se vão
E há os que ainda querem controlar os irmãos.

A terra respondendo com sua vida em ebulição,
Vai mexendo nas profundezes,
Vai trepidando entre placas
E chega a terra com imensa precisão.

Do espaço vem conjugando a mais tenra situação...
Trovões, tempestades, chuvas torrenciais, enchentes
E fica o homem nadando em seus próprios descasos.

Usufruiu de sua morada (da terra)
E a fez de mera ocasião...
Deixando catástrofe,
Fome (miserabilidade)
E nem quis saber o que poderia acontecer após a usurpação.

O descaso com a vida,
Com a terra,
Com os que sofrem...
Só se juntam,
Só há irmandade,
Solidariedade...
(Sem olhar a quem)
É quando chocalha as nossas mentes através
Da destruição.
Poty – 16/01/2010

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mate















Partilha esse chimarrão comigo?...
Todo!
Até o fim
A última gota
O último roncado
A última chupada
E vamos papeando
Passando de mão e mão
O mate amargo que faz bem
A roda ta feita para o chimarrão circular...
Poty – 09/01/2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O que virá depois deste?

Apenas o novo que não sei...

São expectativas,

Desejos a realizar,

Sonhos a concretizar.

Estarei neste último dia a esperar o inesperado,

Mas festejando o que realizei,

Conquistei,

O trabalho que desenvolvi

E Dentre delas,

Amizades,

Amores...

Para permanecer vou está de branco, vermelho, verde, amarelo, azul, rosa...

Colorido total!

Vai ser assim!

São cores do amor.

Da Sorte.

Da Paixão.

Da Paz.

Da Esperança.

É o que basta!

O que quero mais?!

É só deixa passar,

Porque virá outro e outros.

Poty 28/12/2009

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

O presente que ganhamos!

Não ganhei,
Mas tive carinho
Abraço e
Beijos.

Tive triste porque me senti mal com a desolação do outro.

Não quero presente por causa da pressão comercial,
Por obrigação,
Mas por livre escolha.

Quero ganhar presente
Por estima,
Dedicação,
Espontaneidade,
Amor e
Paixão.

Sem demérito aos que vivem achando que é oblação.
Há os que acham que compra os outros dando as migalhas
E há os que escolhem o presente que quer ganhar.

Quero ganhar presente,
Mas que seja sem pretensão.
Poty – 25/12/2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal que passa...

A cada Natal que vem,
Outros passarão.

Vem outro e passará.

Fica a preparação do próximo.
Agonia sem fim.

Todos a festejar!

Comida farta
Outros sem pão.

Uns choram
Alguns até soltam gargalhadas.

Celebram a vida
Outros lembram a morte.

O Natal será o mesmo.
Poty – 17/12/2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Sozinho...

Na escuridão
Do meu silêncio
Continuo a varar a noite

Fico a testar-me
Perante o silêncio
Que me faz calar

Sou o silêncio
Que não quer falar

Deixa-me quieto
Quero estar sozinho

Serei a calma
Que lavará a alma

A retidão
Com exatidão

O afastamento
Do dia
Que permeia em mim

O alongamento
Da noite
Que me toma conta

Na escuridão
Permaneço
E não quero mais nada
Poty – 28/11/2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Distância

Que o sussurrar do vento te leve um beijo carinhoso e eterno e me deixe em seus pensamentos para que a distância não apague de ti minha existência.
Não deixarei apagar. Os ventos sopram no quadrante, - entre o sul e o norte, de leste a oeste - e carrega-me até ti. A distância é física de corpo presente, mas a gente sente com a mente esvoaçante voando sem fim.
Poty – 21/11/2009

sábado, 7 de novembro de 2009

Sorte

Fico a me perguntar,
Precisamos de sorte ou de oportunidade?
Será que sorte é ter direito de viver?!
Onde se ganha sorte?!
Nasce com ela
Ou ela vem?!
Será que é para todos
Ou para alguns?!
Onde se materializa,
No caça níquel,
No carteado,
Na noitada...
... Em Deus...
Para alguns há sorte,
E para outros azar.
Como se materializa?
Se não vem para todos...
Então há os fortes
E fracos.
Deixemos a sorte de lado
E faremos acontecer
Oportunidades para todos.
Poty – 11/10/2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Descendência/ascendência

Está escrito na genética
A tua com a minha
A minha com a tua
Aparência.

Não tem como esconder,
Encontra-se na minúscula partícula
De nossos ancestrais.

Somos antepassados
Que as células nos conduzem.

Traz-se marcado
Traços traçado pelas digitais.

Não há de se negar
As aparências
Que nos é negada.

Transcende o que se descende.
Poty – 20/10/2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Nega-me

Nega-me o teu amor, a tua indiferença, a tua raiva, a tua insensatez, mas nunca a tua liberdade, porque não viveria.
Poty – 01/011/2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Há...

Há...
Há os que vivem
Há os que nascem
Há os que continuam vivendo
Há os que não querem nada com a vida
Há os que vivem numa boa
Há os que desistem de viver
Há os que não dão bola...
Há os que nem querem saber...
Há os sem destino/rumo
Há os que aproveitam
Há os que a tiram...
Há os que se jogam do precipício
Há os que somem
Há os que vão subitamente
Há os que nos deixam se avisar
Há os pelo menos dão recado
Há os que vão e não voltam mais
Há os que voltam e nem dão satisfação
Há os que permanecem
Há os que ficam para sempre
Há de tudo nesta vida
Poty – 31/10/2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Assexuada/sexuada

Se dizes que sou sua juventude, que te faço viver, então não és assexuada, és sexuada porque vives animada com minha presença, com minha vivacidade, com minha juventude, com minha animação, que sou a tua alegria personificada, que sou teu amor fraternal, mas quero ser carnal... É melhor carnal porque me excitas para vida, para além de minha imaginação...
Poty – 24/10/2009

sábado, 10 de outubro de 2009

Minha

Minha Carlota Joaquina...

Minha diva no divã...

Minha rainha sem realeza...

Minha santa sem altar...

Minha advogada sem direito/sem causa...

Minha, mas pode ser livre sem pestanejar...

Minha Deusa sem dono...

Minha fã no afã...

Minha musa lusa...

Minha jovem menina...

Minha mulher que aqui termina,

Mas fica a marca de estima.

Poty – 04/10/2009